quinta-feira, 15 de julho de 2010
Consciência Negra promove a produção de cartazes
A campanha Consciência Negra em Cartaz, criada pela secretaria de Estado da cultura de São Paulo convida toda população a participar na criação de cartazes sobre o tema, que serão expostos no site oficial.
A pergunta-tema “O que é Consciência Negra para você” serve de inspiração para a confecção livre do cartaz, que pode conter somente palavras ou palavras e imagens. Mostre para o Brasil sua visão sobre Consciência Negra. Os participantes também poderão criar uma frase sobre sua visão do tema, que ficará visível no site.
Visite o site da campanha www.consciencianegra.com.br para ler o regulamento e participar. Os 50 cartazes selecionados pela curadoria ficarão expostos na semana da Consciência Negra.
Acompanhe a “Consciência Negra em Cartaz” no Twitter pelo http://www.twitter.com/conscienciasp
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Terminal pesqueiro pode pôr em risco voos no Rio
Terminal pesqueiro pode pôr em risco voos no Rio - DIANA BRITOPrevisto para sair do papel ainda este mês, um projeto do Ministério da Pesca e Aquicultura para construção de um terminal pesqueiro pode pôr em risco a segurança dos voos no Rio.
Estudo feito pela Aeronáutica indica que o empreendimento será instalado na trajetória de pousos e decolagens dos aeroportos Santos Dumont e Tom Jobim (Galeão), o que pode gerar colisões com aves atraídas pelo pescado.
Dados do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) apontam que o terminal a ser instalado na praia da Ribeira, na Ilha do Governador, zona norte, ficará a 6 km do aeroporto internacional Tom Jobim e a cerca de 8,3 km do Santos Dumont, dentro da ASA (Área de Segurança Aeroportuária), que abrange um raio de 20 km.
Na região há, em média, 110 mil sobrevoos de aeronaves por ano, a 300 metros do solo. Especialistas consideram arriscado ter um ponto de atração de pássaros em um lugar onde os aviões passam a baixa altura.
ATENÇÃO
"Nós temos chamado a atenção para o risco que essa atividade pode oferecer à aviação. A gente pode, sim, ter uma probabilidade de incidentes", afirmou à Folha o coordenador de Meio Ambiente da Infraero no Rio, Fued Abrão.
O Ministério da Pesca diz que o terminal é seguro e que, dentre seus objetivos, está melhorar as condições de trabalho dos pescadores, oferecer infraestrutura para guardar e comercializar o pescado e acabar com os desembarques clandestinos de carregamentos de peixes. Para o órgão, instalar o empreendimento no ponto de aproximação de aeronaves não afetaria a segurança dos voos.
"O nosso sistema será fechado. O pescado vai chegar coberto com gelo, não terá processamento, os peixes vão ser mecanicamente separados, de forma que não haja exposição de pescado", disse o superintendente do ministério no Rio, Jayme Tavares.
Em 30 de outubro de 2009, a Aeronáutica emitiu um laudo desfavorável à construção. No documento, ao qual a Folha teve acesso, é dito que o terminal pode causar um "acidente aéreo de grandes proporções, semelhante ao ocorrido em Nova York [em janeiro de 2009], quando um avião teve que fazer um pouso forçado no rio Hudson". As duas turbinas da aeronave tinham restos de aves.
Assinado pelo brigadeiro Jorge Kersul Filho, presidente do CNPAA (Comitê Nacional de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) na ocasião, o parecer destaca ainda a resolução nº 4 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente). Ela diz que, dentro da área de segurança aeroportuária, não é permitida a implantação de atividade de natureza perigosa, entendida como "foco de atração de pássaros".
Em 28 de maio deste ano, no entanto, a Aeronáutica emitiu novo parecer, desta vez autorizando a implantação do terminal, "desde que sejam adotadas medidas permanentes que evitem que a atividade constitua foco de atração de aves". A responsabilidade fica a cargo do Ministério da Pesca.
"Para a Aeronáutica, não é a localização ideal. A preocupação maior é o Santos Dumont, que tem uma pista pequena e as aeronaves sobrevoam sem grandes desvios a área do terminal pesqueiro, que está alinhado com a pista. A pista do Galeão é maior", explicou o coordenador do Programa de Controle do Perigo Aviário Brasileiro do Cenipa, major Henrique Rubens de Oliveira.
O Ministério da Defesa se mostrou favorável ao projeto, que deve impedir a atração de pássaros. "O cumprimento dessa condição foi assegurado pelos responsáveis pelo projeto", destacou em nota.
Para o presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Transporte Aéreo, Elton Fernandes, a criação de obstáculos na área de segurança limita a expansão dos aeroportos no futuro.
"O Galeão é o grande aeroporto do Rio e vai se expandir. Colocar um elemento de restrição, de risco, próximo a um equipamento tão importante da cidade é um ato impensado. Deve haver outras soluções para os pescadores que não seja ali", disse.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/766293-terminal-pesqueiro-pode-por-em-risco-voos-no-rio.shtml
terça-feira, 13 de julho de 2010
Experimento Socialista
Pra que trabalhar, se sempre tem um trouxa pra pagar tudo, como eu fui um desses trouxas!!!! Adrian Rogers, 1931.
Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.
Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e 'justo. '
O professor então disse, "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas."
Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam 'justas. ' Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um "A"...
Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.
Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média das provas foi "D".
Ninguém gostou.
Depois da terceira prova, a média geral foi um "F".
As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano...
Para sua total surpresa.
O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque ele foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado.
"Quando a recompensa é grande", ele disse, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós.
Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável."
"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade.
Cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber.
O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéiade que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.
É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."
Adrian Rogers, 1931
Hidropirataria na Amazônia, um delírio
Hidropirataria na Amazônia, um delírio
10 de julho de 2010 0h 00
Antonio Felix Domingues - O Estado de S.Paulo
Há anos o fantasma da hidropirataria ronda cabeças no Brasil. Embora seja contada como uma história quase policial, a hidropirataria é um delírio que, em vez de contribuir para maior valorização da água, acaba desviando a atenção de problemas reais, como a insuficiente cobertura da rede de água tratada para as populações amazônicas, o índice mais baixo do Brasil.
A história, tema recorrente na mídia, conta que grandes navios-tanque vêm até o Rio Amazonas, ora próximo a Manaus, ora na sua foz, para roubar água do território brasileiro e levá-la para países sedentos. À primeira vista, a hidropirataria nos revoltaria e teríamos, evidentemente, de tomar providências contra a atividade. Entretanto, essa história não encontra fundamento, posto que as leis da economia, de forma indistinta, regem os interesses de todas as atividades comerciais.
Em valores atuais, 1 m3, ou 1 tonelada de água, custa entre US$ 0,25 e US$ 0,50 por dia para ser transportado em navios de grande porte para granéis líquidos. Qualquer viagem para um dos chamados "países com sede", localizados no Caribe ou no Oriente Médio, por exemplo, demoraria vários dias, ao que se impõe uma realidade importantíssima: o custo da água atingiria valores superiores a US$ 3 por m3 para uma viagem de 10 dias a 13 dias, mais os custos de tratamento para torná-la potável, ao redor de US$ 0,40/m3. Esses valores nos mostram a impossibilidade do comércio mundial de água bruta para abastecimento público utilizando-se o transporte marítimo, porque os custos do frete de granéis líquidos tornam a atividade inviável em distâncias superiores a 500 km.
A realidade que está resolvendo a sede dos países é a dessalinização e o reúso, que, com tecnologia e escala, operam a custos cada vez menores. Em Israel, três plantas dessalinizadoras (Ashkelon, Hadera e Sorek), no modelo de parcerias público-privadas (PPPs), fornecem água potável a 3,5 milhões de pessoas a um custo médio de US$ 0,60/m3. Dessa maneira, Israel, dentro de alguns anos, não vai mais comprar água da Turquia, o único caso conhecido de transporte de água em navios-tanque e que, apesar da distância de apenas 600 km, está perdendo toda viabilidade econômica.
Existem hoje cerca de 380 plantas de dessalinização em todo o mundo. No Brasil há apenas uma pequena unidade, funcionando na Ilha de Fernando de Noronha, que opera ao custo de US$ 1/m3. É interessante ressaltar que nem para Fernando de Noronha compensaria levar água em navios-tanque.
Existe, sim, um comércio de água entre países, de características muito limitadas, que ocorre por aquedutos, como, por exemplo, entre Lesoto e África do Sul, Malásia e Cingapura, Turquia e Chipre.
Por outro lado, o Brasil, o país mais rico do mundo em água doce, começa a se beneficiar com a exportação de água, mas não na sua forma líquida, e sim da maneira que se convencionou chamar de água virtual, aquela que é exigida para a produção de bens agrícolas ou industriais. Alguns produtos, como grãos, frutas, carnes, aço, papel, açúcar e álcool, demandam grandes quantidades de água para serem produzidos e muitos países já encontram dificuldades ambientais para a produção desses produtos e, por isso, precisam importá-los de países com água e solo em abundância, como o Brasil, por exemplo.
Provavelmente a história da hidropirataria nasceu de uma confusão que se faz com a prática do uso da água como lastro para os navios. Sem o lastro o navio não tem segurança, navegabilidade nem equilíbrio para a viagem, operações e manobras necessárias. A água de lastro é bombeada para dentro e para fora dos navios, de acordo com a necessidade operacional. Essa prática rotineira tem trazido ao mundo problemas expressivos por causa da introdução de organismos invasores que passam pelos filtros da rede e das bombas de lastro. Atualmente, cerca de 5 bilhões de toneladas de água são movimentadas por ano entre diferentes regiões do globo.
Estimam-se em US$ 100 bilhões por ano os prejuízos globais causados por espécies invasoras na água doce levadas de um continente a outro. Os Estados Unidos gastam por ano cerca de US$ 10 bilhões, principalmente por causa do mexilhão zebra (Dreissena polymorpha).
No Brasil, há cerca de dez anos, foi introduzido o mexilhão dourado (Limnoperna fortunei), trazido por navios do Sudeste Asiático à Bacia do Prata. Para tentar prevenir o flagelo mundial provocado pela introdução de espécies exóticas a Organização Marítima Internacional (IMO), a agência das Nações Unidas responsável pela segurança da navegação e prevenção da poluição marinha, adotou, desde 2004, uma nova Convenção Internacional para Controle e Gestão da Água de Lastro e Sedimento de Navios.
Ainda que o transporte de água doce por navio fosse economicamente viável, quem o fizesse estaria contrariando o principal pressuposto dessa convenção, que é despejar no mar a água doce de lastro trazida de qualquer país, antes de retornar, para evitar a contaminação.
Esforços têm sido intensificados para fiscalizar a água de lastro em costas e portos brasileiros. Esperamos que o Brasil possa, num futuro breve, ser citado como um bom exemplo para os demais países, signatários ou não, da referida convenção.
Portanto, problemas reais de água na Amazônia existem, sim, embora não despertem tanta atenção. Como, por exemplo, o fato de que na área mais rica de água doce do planeta cerca de 40% da população ainda não tem acesso a água tratada, o índice mais baixo no País, cuja média é de cerca de 10%. Esse é, sem dúvida, um fato incômodo e real, que deveria ser objeto de nossa preocupação.
COORDENADOR DE ARTICULAÇÃO E COMUNICAÇÃO DA AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS (ANA)
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Carta ao Presidente Lula - Terminal Pesqueiro na Ilha, NÃO!
Rio de Janeiro, 29 de junho de 2010.
Sr. Presidente,
Sou moradora há 39 anos da aprazível Ribeira, na Ilha do Governador, presenciei nestes anos várias agressões ao bairro, aterros, posse de terrenos públicos,abandono. Bairro histórico, residencial e aconchegante mesmo impactado pelas imposíções dos mandantes de nossas terras, vem superando com a determinação de seus moradores e visitantes e hoje, após a equivocada transferência da estação das Barcas S.A. para o Cocotá, é o principal pólo gastronômico da Ilha do Governador. Conhecida por oferecer serviços de boa qualidade e simpatia aos seus visitantes, a Ribeira com suas ruas extreitas recebe um grande número de carretas durante o dia por causa das duas multinacionais que ali se localizam. Porém, querem-na impor a chegada de mais 400 caminhões/dia circulando durante as 24 horas do dia em suas pequenas ruas, tirando o descanso, paz e a segurança de seus moradores. Criar um Terminal Pesqueiro Público contra o desejo da população da Ilha é uma agressão sem tamanha à cidadania e eu como cidadã e eleitora venho exigir do Presidente Lula que não permita a construção desse empreendimento em nosso bairro.
A APARU do Jequiá que compreende além de remanescente de Mata Atlântica, o Manguezal do Jequiá, que é uma Área de Proteção Permanente, recebe aves migratórias do outro continente em busca de abrigo, alimentação e reprodução, está localizado no bairro e, o suposto terreno que querem criar o TPP fica no seu entorno. A pretensa dragagem para receber embarcações irá exterminar com o Manguezal. O alargamento da Estrada Rio Jequiá só poderá ocorrer caso desaproprie os moradores da via ou aterre o manguezal, esse último é um crime contra o Meio Ambiente.
O aumento do tráfego rodoviário não será suportado nas vias da Ilha do Governador, que já tem seu trânsito caótico e apenas uma saída para o continente.
O risco para a aviação é grande com a proximidade desse tipo de empreendimento dos aeroportos, a atração de aves é um dos maiores risco que a aviação civil enfrenta nos dias atuais e o Aeroporto Internacional do Galeão localizado no bairro já é o recordista do país, imagine depois da suposta instalação do TPP. E as Olimpíadas, e a Copa do Mundo? A Ribeira fica próxima aos dois maiores aeroportos da cidade, como será que o mundo verá o Rio de Janeiro quando souber que querem implantar um Terminal Pesqueiro próximo a dois grandes aeroportos passando mais uma vez por cima da legislação, dessa vez da Resolução CONAMA Nº 4?
Presidente Lula, seja coerente aos seus princípios não permita essa brutalidade à bucólica Ribeira. Venha nos visitar, passe uma tarde ou uma manhã conosco, conheça o nosso bairro, veja com seus próprios olhos, comprove que aqui não é lugar para esse empreendimento.
Queremos sim o Terminal Pesqueiro no Rio de Janeiro, só não queremos na Ilha do Governador.
Atenciosamente,
Teresinha Malvares Victorino da Mata
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Eduardo Paes esteve na Ilha e falou com o Movimento Terminal Pesqueiro na Ilha, NÃO
Assistam o vídeo do encontro do Prefeito Eduardo Paes com o Movimento Terminal Pesqueiro na Ilha, NÃO no sábado, dia 08 de maio de 2010.
http://www.youtube.com/watch?v=aORtzPRnyPY
Nós, do Movimento Terminal Pesqueiro na Ilha, NÃO, não somos contra o Terminal Pesqueiro, somos contra ele ser na Ilha do Governador.
O TPP na Ilha da Conceição é bem aceito pela comunidade e foi uma promessa do Presidente Lula em sua campanha no seu primeiro mandato.
Abaixo o link do projeto elaborado pelo Ministério da Pesca
http://www.youtube.com/watch?v=9tygPoplDEA
Primeira mão: licitação de Lonas Culturais do Rio pode ser anulada
Vagner Fernandes Rio+ 12/05/2010 14:14
Denúncias de irregularidades na licitação das Lonas Culturais do Rio de Janeiro mobilizam, agora, a Câmara dos Vereadores. Desde quinta-feira passada, quando foi realizada uma audiência pública para a discussão do tema, a Comissão de Educação e Cultura da casa tem analisado uma série de documentos que comprovaria as denúncias apresentadas por pelo menos quatro ONGs eliminadas no processo licitatório. As denúncias, também encaminhadas ao Tribunal de Contas do Município, vão desde a participação de servidores municipais na concorrência, o que é proibido por lei, a supostos favorecimentos em troca de acordos políticos com vistas às eleições de outubro.
Vereador Paulo Messina diz que se denúncias forem confirmadas, "ficará configurado um aparelhamento do estado"
"Se comprovarmos essas denúncias, ficará configurado o que chamamos de aparelhamento do estado e isso é um dos maiores absurdos que uma administração pública pode cometer. Não podemos julgar nada agora. Estamos discutindo caso a caso, porque cada lona tem uma singularidade. Mas transformar lona cultural em aparelho ideológico é piada. E o PCdoB costuma fazer isso mesmo", ressalta o vereador Paulo Messina, vice-presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, numa alusão à pré-candidata a deputada federal pelo PCdoB e ex-secretária de Cultura Jandira Feghali, responsável pela licitação.
De acordo com Messina, serão convocados na semana que vem para prestar esclarecimentos a atual secretária de Cultura, Ana Luisa Lima, e os integrantes da comissão de licitação das Lonas Culturais. O vereador ainda destacou que solicitará à Controladoria Geral do Município o relatório produzido pela auditoria geral da prefeitura a partir da averiguação das denúncias.
"Há informações de que o relatório aponta, de fato, irregularidades. Queremos ter acesso a esse documento. Para as próximas audiências, que deverão ocorrer já na semana que vem, vou convocar também o pessoal da Controladoria para explicar o trabalho realizado. Se quiserem colocar panos quentes para não ferir aliados políticos, tomaremos medidas mais enérgicas. A mais incisa delas seria a de impetrar um mandado de segurança e montar um relatório para ser entregue ao Ministério Público. O fato é que, havendo a constatação de irregularidades, a licitação terá de ser anulada", explica Messina.
Ex-secretária de Cultura Jandira Feghali foi quem decidiu licitar as lonas.
O imbróglio entre os gestores das lonas culturais e a prefeitura já dura quase oito meses. Desde setembro do ano passado, quando a então secretária de Cultura Jandira Feghali decidiu licitar os espaços, as divergências começaram a despontar. De um lado, os administradores assinalam como causas da atual 'guerra cultural' na periferia da cidade as particularidades de cada lona, muitas construídas pela própria comunidade, e a falta de diálogo com ex-secretária. Do outro, a Secretaria Municipal de Cultura enfatiza que a licitação foi uma exigência da Procuradoria Geral do Município e que as ONGs inabilitadas perderam a concorrência por não cumprir as exigências do edital.
"Não há qualquer irregularidade. Isso é chororô de quem perdeu a licitação. Há um grupo específico que tem contestado e resistido, que é o que administra a Lona Cultural Gilberto Gil, em Realengo. Eles tinham um Termo de Cessão de Uso do Espaço de caráter precário, ou seja, a prefeitura poderia reavê-lo no momento que bem entendesse. Assim foi feito. Revogamos o termo mesmo após a licitação concluída, assim que tomamos ciência do fato. Eles omitiram esse fato da gente. Cabe ressaltar que é um critério do prefeito de prorrogar ou não a permanência dos grupos nos espaços do município", explica Mário Del Rey, subsecretário de Integração e Projetos Especiais da Secretaria Municipal de Cultura.
Del Rey afirma que tudo foi feito na mais absoluta transparência.
Segundo Del Rey, o processo licitatório ocorreu na mais absoluta transparência e democracia: "Foi a primeira vez que esses equipamentos passaram por uma licitação. Não podem nos acusar de 'aparelhamento', porque primamos pelo caráter democrático nesse processo. Aparelhamento havia antes da licitação quando prefeitos fechavam acordos com vereadores para escolherem a dedo os gestores das lonas. A licitação, volto a repetir, foi legal. Não trabalhamos com hipótese de irregularidades, porque elas simplesmente não existem", comentou.
Questionado sobre o teor do relatório da Controladoria Geral do Município, o subsecretário faz questão de assinalar que o documento traz apenas dois apontamentos que não interferem e nem invalidam o processo:
"Duas ONGs não tinham registro no cadastro da administração municipal e outras não apresentaram quadros de funcionários na proposta. Mas como é que poderiam apresentar quadro funcional se há grande rotatividade de quem ministra as oficinas nesses espaços? Há também outro ponto destacado referente ao prazo mínimo de existência de uma ONG ou instituição para a participação em licitações municipais. A prefeitura exige cinco anos de existência, mas, no caso das lonas, fizemos um ofício ao prefeito, explicando que estávamos tendo dificuldade de encontrar ONGs na preferiferia com todo esse tempo de exercício de atividades. Pedimos então que ele reduzisse excepcionalmente esse prazo para dois anos", complementa.
Um dos incentivadores para que as lonas oriundas da ECO-92 fossem convertidas em equipamentos culturais nas áreas carentes do Rio, o vereador Alfredo Srkis vê semelhança entre as atuais questões relativas às Lonas Culturais e a conhecida batalha iniciada em meados da década de 90 entre poder o muncipal e a diretora do Circo Voador, Maria Juçá:
"O Circo Voador foi aniquilado em 1996 por uma represália política. Entre 2001 e 2005, promovi o concurso no IAB para o projeto e depois a reconstrução do espaço. Na hora de devolver o Circo a quem vinha batalhando por ele todos esses anos, a Maria Juçá, tentaram dar uma rasteira nela e o argumento pseudo-legal era 'temos que licitar'. Felizmente ela tinha uma sentença judicial a seu favor e a ideia não prosperou. Hoje, alguém tem dúvida a respeito da legitimidade dela para tocar o Circo? Penso que há um certo paralelo com o caso de pelo menos algumas dessas lonas da zona oeste", salientou.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Irregularidades em Edital das Lonas Culturais foi tema de Audiência Pública da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro
A Câmara Municipal de Vereadores foi palco de uma importante e histórica Audiência Pública que debateu as possíveis e prováveis irregularidades no Edital de Co Gestão das Lonas Culturais Cariocas.
Por solicitação do Vereador Alfredo Sirkis os Membros da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Municipal de Vereadores promoveu importante Audiência Públicas na qual diversas Lideranças Comunitárias e Culturais de REALENGO, JACAREPAGUÁ, BANGU & ILHA do GOVERNADOR mostraram toda a sua indignação em relação as possíveis e prováveis irregularidades no Edital de Co Gestão das Lonas Culturais
Os Vereadores Paulo Messina e Jorginho S.O.S foram bastante solidários e atenciosos com os segmentos sócio culturais presentes.
O Vereador Alfredo Sirkis fez um Breve Histórico das Lonas Culturais desde da ECO 92 e fez uma breve citação do CIRCO VOADOR e ao mesmo tempo defendeu providencias imediatas.
Todos as Lideranças Culturais e Comunitárias de REALENGO, JACAREPAGUÁ, BANGU & ILHA do GOVERNADOR foram unanimes em solicitar o imediato CANCELAMENTO do Edital de Co Gestão das Lonas Culturais Cariocas.
O Ambientalista e Ex Lider Estudantil MARCIO LUIZ da Ong UZINA ECO ARTE na sua intervenção fez a seguinte proposta a Comissão de Educação e Cultura da Câmara Municipal de Vereadores do Rio de Janeiro.
A Realização de uma Nova Audiência Pública com a participação da Secretaria Municipal de Cultura da Cidade do Rio de Janeiro e caso não tendo nenhum avanço uma Reunião dos Membros da Comissão de Cultura da Camara com o Prefeito Eduardo Paes com a participação dos Segmentos da Sociedade Civil.
Temos que ampliar e fortalecer o Movimento em Defesa do Cancelamento do Edital de Co Gestão das Lonas Culturais e pela Democratização e Respeito aos Movimentos Históricos que construíram os 23 anos de lutas e mobilizações pela criação das Lonas Culturais na Ilha do Governador, Jacarepaguá, Campo Grande, Bangu e Realengo.
Justiça seja feita!
Cancelamento e Anulação do Edital de Co Gestão das Lonas Culturais Cariocas além da democratização das Lonas Culturais e respeito aos Movimentos Históricos que lutaram a mais de 20 anos pelas Lonas Culturais Cariocas.
Esperamos que outros Vereadores da Câmara Municipal do Rio de Janeiro se posicionem politicamente em relação as Lonas Culturais Cariocas.
Atenciosamente,
MARCIO LUIZ
Vice Presidente da Associação Sócio Cultural UZINA ECO ARTE
Tel: 021 2621 7286
e-mail: uzina-ecoarte@ig.com.br
Por solicitação do Vereador Alfredo Sirkis os Membros da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Municipal de Vereadores promoveu importante Audiência Públicas na qual diversas Lideranças Comunitárias e Culturais de REALENGO, JACAREPAGUÁ, BANGU & ILHA do GOVERNADOR mostraram toda a sua indignação em relação as possíveis e prováveis irregularidades no Edital de Co Gestão das Lonas Culturais
Os Vereadores Paulo Messina e Jorginho S.O.S foram bastante solidários e atenciosos com os segmentos sócio culturais presentes.
O Vereador Alfredo Sirkis fez um Breve Histórico das Lonas Culturais desde da ECO 92 e fez uma breve citação do CIRCO VOADOR e ao mesmo tempo defendeu providencias imediatas.
Todos as Lideranças Culturais e Comunitárias de REALENGO, JACAREPAGUÁ, BANGU & ILHA do GOVERNADOR foram unanimes em solicitar o imediato CANCELAMENTO do Edital de Co Gestão das Lonas Culturais Cariocas.
O Ambientalista e Ex Lider Estudantil MARCIO LUIZ da Ong UZINA ECO ARTE na sua intervenção fez a seguinte proposta a Comissão de Educação e Cultura da Câmara Municipal de Vereadores do Rio de Janeiro.
A Realização de uma Nova Audiência Pública com a participação da Secretaria Municipal de Cultura da Cidade do Rio de Janeiro e caso não tendo nenhum avanço uma Reunião dos Membros da Comissão de Cultura da Camara com o Prefeito Eduardo Paes com a participação dos Segmentos da Sociedade Civil.
Temos que ampliar e fortalecer o Movimento em Defesa do Cancelamento do Edital de Co Gestão das Lonas Culturais e pela Democratização e Respeito aos Movimentos Históricos que construíram os 23 anos de lutas e mobilizações pela criação das Lonas Culturais na Ilha do Governador, Jacarepaguá, Campo Grande, Bangu e Realengo.
Justiça seja feita!
Cancelamento e Anulação do Edital de Co Gestão das Lonas Culturais Cariocas além da democratização das Lonas Culturais e respeito aos Movimentos Históricos que lutaram a mais de 20 anos pelas Lonas Culturais Cariocas.
Esperamos que outros Vereadores da Câmara Municipal do Rio de Janeiro se posicionem politicamente em relação as Lonas Culturais Cariocas.
Atenciosamente,
MARCIO LUIZ
Vice Presidente da Associação Sócio Cultural UZINA ECO ARTE
Tel: 021 2621 7286
e-mail: uzina-ecoarte@ig.com.br
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Eduardo Paes é contra Terminal Pesqueiro na Ilha do Governador
O Movimento Terminal Pesqueiro na Ilha, NÃO começa a ganhar espaço nas grandes mídias.. e o desejo equivocado do Ministério de Pesca em implantar esse entreposto na Ilha do Governador está a cada dia mais distante de conseguir o apoio da população do nosso bairro.
Na última semana ganhamos um aliado de peso: o Prefeito Eduardo Paes.
Na última semana ganhamos um aliado de peso: o Prefeito Eduardo Paes.
Convocamos toda imprensa e as resposta estão surgindo.
O Globo Ilha marcou entrevista para próxima sexta-feira (30.04) às 12h em frente à Casa do Índio. A reportagem de capa com mais duas páginas deverá ser publicada no próximo domingo (02.05) e o JB online publicou ontem uma reportagem sobre o apoio do Paes ao nosso Movimento.
Abaixo segue na íntegra a reportagem do JB online.
"Paes é contra terminal de pesca
Flávio Dilascio, Jornal do Brasil
RIO DE JANEIRO - A queda de braço travada entre a Infraero e o Ministério da Pesca pela construção do Terminal Pesqueiro Público (TPP) da Ribeira, na Ilha do Governador, acaba de ganhar um novo capítulo. Em resposta a um pedido do movimento S.O.S Ribeira (de moradores contrários à obra), o prefeito Eduardo Paes afirmou que o “terminal não será autorizado em qualquer hipótese”. O final da história será decidido pelo governo do estado, responsável pelo licenciamento da obra. Contudo, a insatisfação do prefeito pode pesar na decisão.
Segundo assessores de Paes, a contrariedade do prefeito já teria sido repassada aos secretários municipais de Urbanismo, Sérgio Dias, e do Meio Ambiente, Carlos Alberto Muniz. Mas apesar da resistência, sobretudo dos moradores da Ilha, o Ministério da Pesca já apresentou pedido de licenciamento da obra no Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
O documento está em fase de análise. Por isso, o instituto não quis se manifestar. A Secretaria Estadual de Meio Ambiente também não quis comentar a polêmica.
Riscos para a aviação
A coordenação de meio ambiente da regional Rio da Infraero alega que, por causa da proximidade com o aeroporto Tom Jobim, a construção desrespeitaria uma resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), que que proíbe a manipulação de peixes – atrativos de pássaros – em um raio de até 20 quilômetros de um aeroporto.
Já os moradores da Ribeira, e de outros bairros da Ilha, alegam que a região não tem estrutura para receber um fluxo diário de 10 mil trabalhadores, o que, segundo eles, provocaria complicações no trânsito, degradação ambiental e o fim da tranquilidade no bairro.
Projeto em andamento
Superintendente federal do Ministério da Pesca e Aquicultura para o Rio, Jayme Tavares, diz que só tomará uma posição oficial depois que receber um comunicado da prefeitura sinalizando a insatisfação com a proposta. Até lá, o projeto do terminal pesqueiro no bairro continuará sendo tocado.
– Não tenho conhecimento da insatisfação do prefeito. Enquanto isto, vamos seguindo o nosso curso, tentando não criar mais ebulição.
Moradores da Ilha vão recorrer à Assembleia Legislativa do Rio
Apesar da contrariedade do prefeito Eduardo Paes à construção de um terminal pesqueiro na Ilha do Governador, moradores do bairro estão receosos com o futuro do bairro. No próximo dia 20, eles participam de uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) na tentativa de convencer os parlamentares da Casa a impedirem o projeto.
– Não sossegaremos enquanto o Ministério da Pesca não desistir oficialmente da ideia do terminal – afirmou Aloísio Lemos, um dos líderes do movimento S.O.S Ribeira.
Aloísio conta que, no próximo domingo, o grupo fará um novo ato para dar mais destaque à causa. Será a terceira manifestação promovida pelo grupo, desde que os moradores resolveram se unir em torno da causa. O protesto será realizado na feira do Cocotá.
– Nosso intuito é divulgar melhor este caso para todos os moradores da Ilha, pois muitos ainda não sabem do projeto do terminal – finalizou Aloísio.
Projeto de R$ 80 milhões
De acordo com o Ministério da Pesca, a construção de um terminal pesqueiro na Ilha do Governador está orçada em R$ 80 milhões. O início da obra está previsto para julho e o prazo de conclusão é de 25 meses.
Se sair do papel, a construção ocupará uma área de cerca de 30 mil metros quadrados de uma praia em uma região do bairro conhecida como Cabaceiro.
21:14 - 27/04/2010"
terça-feira, 27 de abril de 2010
Do protesto à tortura - Relato de um jovem jornalista em Brasília
Sábado, dia 17 de Abril de 2010, foi mais um dia que entrou para a história do Distrito Federal, dentro do contexto da maior crise institucional- Política já enfrentada pela Capital desde sua fundação, 50 anos atras. Os protestos se iniciaram na sexta-feira a noite, através de uma vigília convocada pelo Movimento Fora Arruda e Toda Máfia em frente à Câmara Legislativa do Distrito Federal. Na vigília houve músicas, brincadeiras como
mímica e reflexões.
O sábado começou agitado, das cerca de 30 pessoas que dormiram na vigília, às 14h da tarde o número saltou para quase 300 pessoas , uma hora antes de iniciar a seção da Câmara que elegeu o escolhido de Arruda pra Governar Interinamente o Distrito Federal até 31 de Dezembro. Estudantes, trabalhadores, cidadãos vieram de toda parte do DF protestar contra uma eleição totalmente ilegitima, que dos 24 votantes do seu colégio eleitoral, 10 parlamentares e suplentes foram flagrados na Operação Caixa de Pandora: a Eurides da Bolsa, o Geraldo Naves que saiu da Penitenciaria 4 dias antes da votação, entre outros.
Às 15h, quando iniciava-se a seção dentro da Câmara, na rua que dá acesso à CLDF manifestantes atearam fogo em pneus interditando por 10 minutos a via. Às 16h dezenas de manifestantes tentaram entrar na galeria para garantirem o ideal democrático de que na casa do povo, o povo, não pode ser impedido de entrar, ainda mais quando em nome dele, corruptos decidem. A resposta imediata da polícia militar, sobre o comando do Coronel Silva Filho (aquele que em 09 de Dezembro, a mando de Arruda, massacrou com cavalaria e muita violência 5mil cidadãos que protestavam em frente ao Palácio Buriti) foi de repressão violenta, cacetadas para todo lado, gás de pimenta, socos e pontapés. 20 pessoas ficaram feridas, 8 tiveram que ser atendidas em hospitais, 2 policias se feriram, 6 pessoas foram presas. Eu fui o segundo a ser preso.
Quando prenderam o primeiro companheiro, eu era um dos que gritavam para soltá-lo, e gritei bem forte várias vezes "Vocês têm que prender os filhos da puta que estão aí dentro votando em nosso nome". No meio do caos, muita confusão, um tenente já conhecido meu de outros protestos, olhou no meu olho enfurecido e disse que prenderia a mim. Eu disse "Prende então, não estou fazendo nada". Fui preso por desacato a autoridade.
A PM estava enfurecida, mas fui conduzido primeiro para a 2º DP, onde já encontrei rapidamente com o advogado do Movimento Fora Arruda e Toda Máfia, que me orientou a ficar em silêncio até a chegada dele na DRPI, para onde eu estava sendo transferido, pois era um direito constitucional meu. Fiquei 30 minutos na viatura, sem sofrer qualquer violência dos Policiais Militares. Chegando na DRPI, ainda sozinho, na presença apenas dos 3 policiais militares e 3 policiais civis, sentei-me no banco e aguardei, então começou a tortura moral. O policial civil agente Barcelar, que me torturou fisicamente momentos adiante, iniciou o dialogo com os policias militares dizendo que esses baderneiros deviam ser todos viados, porque ao invés de estarem em casa fudendo uma mulher, estavam nas ruas protestando, e aí seguiram-se as ofensas verbais, eu,
calado.
Num dado momento o agente Barcelar me perguntou se minha identidade
era do Distrito Federal, eu disse que era de Minas Gerais, aí, mais ofensas "O que você tá fazendo aqui seu merda? Você nem de Brasília é seu bosta e tá protestando, puta que pariu, etc". Em seguida perguntou meu nome para puxar minha ficha, eu disse "Só vou falar quando meu advogado chegar" isso foi o suficiente para dar início a tortura.
O agente Barcelar, (ex-carcereiro por mais de 15 anos, agora trabalhando no "Administrativo" ) após a minha simples frase de que estava aguardando meu advogado, deu a volta no balcão de atendimento, foi até a cadeira em que eu permanecia sentado, me pegou pela camisa me jogando com violência no chão, rasgando toda a lateral da camisa, e já iniciando uma série de murros na cabeça, chute, e me arrastando pelos cabelos junto a outro agente da polícia civil, que eu não soube identificar posteriormente porque eu estava no chão, e as duas mãos do agente Barcelar a a mão do outro agente me arrastaram pelos cabelos, pelos corredores da DRPI, até chegar na cela, onde, por estar sendo arrastado lesionei a coluna na barra de ferro do chão da cela.
O agente bateu a porta da cela e disse que eu era um merda e que iria apanhar mais.
10 minutos depois o advogado e outra estudante chegaram, de dentro da
cela eu escutava o agente Barcelar dizer que eu tinha me jogado no chão, de lá da cela eu gritava que tinha sido espancado. Quando o advogado chegou diante da cela, lhe disse que fui espancado, o agente chegou a admitir na frente do advogado, dizendo que me puxou pelos cabelos porque eu não quis fornecer os dados que me solicitou.
Mais adiante, conforme mais pessoas chegaram, o agente passou a dizer que nada aconteceu, que eu estava com a camisa rasgada e com visíveis marcas de agressão porque me joguei no chão.
Depois, fui conduzido enjaulado em uma viatura da Polícia Civil até o Instituto Médico Legal, onde foram constatadas todas as agressões que sofri na DRPI. O mesmo agente Barcelar tomou meu depoimento e se negou a colocar no inquérito as agressões que sofri, colocando a si próprio como vitima, me acusando de ter resistido a prestar informações.
Eis o Estado de Direito, onde Parlamentares corruptos nunca vão, e quando vão, nunca permanecem presos. Eis o Estado de Direito, onde você vai preso por desacato por protestar, e quando chega sozinho na Delegacia de Polícia, é ofendido verbalmente e em seguida espancado covardemente na presença de 6 polícias.
Parabéns Brasília? 50 anos de Quê?
Diogo Ramalho é estudante de Letras Espanhol da Universidade de Brasília; membro do Movimento Fora Arruda e Toda Máfia; Coordenador executivo e editor político do Jornal O MIRACULOSO.
sábado, 24 de abril de 2010
"Escrito Erótico" - Carlos Drummond de Andrade
"Terrível é meu pensamento a teu respeito,
e ardente é o meu desejo
de apertar-te em minha mão,
numa sede de vingança incontestável pelo
que me fizeste ontem.
A noite era quente e calma
e eu estava em minha cama,
quando, sorrateiramente,
te aproximaste.
Encostaste o teu corpo
sem roupa no meu corpo nu,
sem o mínimo pudor!
Percebendo minha
aparente indiferença,
aconchegaste-te a mim e
mordeste-me sem escrúpulos.
Até nos mais íntimos lugares.
Eu adormeci.
Hoje quando acordei,
procurei-te numa ânsia ardente,
mas em vão.
Deixaste em meu corpo e no lençol,
provas irrefutáveis do que entre nós ocorreu
durante a noite.
Esta noite recolho-me mais cedo,
para na mesma cama te esperar.
Quando chegares,
quero te agarrar com avidez e força.
Quero te apertar
com todas as forças de minhas mãos.
Só descansarei quando vir
sair o sangue quente do seu corpo.
Só assim, livrar-me-ei de ti,
Pernilongo filho da puta!"
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Meio Ambiente
Por: Teresinha Victorino, 2010
“O homem está constantemente agindo sobre o meio a fim de satisfazer suas necessidades e desejos. Cada indivíduo percebe, reage e responde diferentemente frente às ações sobre o meio.”
(BEZERRA e GONÇALVES, 2007)
A visão de Meio Ambiente para diversos autores é muito distinta. Portanto, vários são os conceitos existentes. Optamos neste trabalho, usar a definição dada por Reigota, (1998), na qual o Meio Ambiente é “um lugar determinado ou percebido, onde os elementos naturais e sociais estão em relações dinâmicas e em interação. Essas relações implicam processos de criação cultural e tecnológica e processos históricos e sociais de transformação do meio natural e construído.”
O ser humano tem em comum com os outros seres vivos o fato de dividir o mesmo planeta. Entretanto o crescimento populacional e o declínio dos recursos naturais estão colocando a Terra sob grande tensão, (COX e MOORE, 2009).
A relação ser humano/natureza não tem sido muito harmoniosa, principalmente a partir da metade do século XIX até os dias atuais. A problemática ambiental é um dos grandes desafios que os seres humanos precisam enfrentar para se manterem vivos, assim como todas as outras espécies viventes na Terra.
O conhecimento técnico-científico adquirido nos últimos séculos pelo ser humano não foi capaz de suprimir a miséria em que se encontra grande parcela da população da Terra e muito menos o processo de devastação ambiental, esse sem precedentes na história, (GONÇALVES, 2002).
A devastação ambiental é uma grave ameaça aos sistemas de suporte à vida. Os ecossistemas, fornecedores de inúmeros benefícios, os quais são responsáveis pela viabilidade da vida de todos os seres e sistemas, seriam afetados. Eles, além de regularem o clima e os ciclos das águas e das doenças, oferecem serviços de provisão de água, alimentos, combustíveis e recursos genéticos, bem como serviços de suporte na formação dos solos e dos ciclos de nutrientes vitais à produção de alimentos, além de “serviços culturais, como referências para valores espirituais e religiosos, estéticos e educacionais, lazer e turismo”. O bem-estar e a felicidade humanos seriam afetados por esses problemas, pois a relação entre a saúde e meio ambiente é muito estreita. A saúde humana está relacionada com a saúde dos ecossistemas, existe uma relação entre os serviços de ecossistemas e bem-estar humano, (FREITAS e PORTO, 2006).
Para Loureiro (2002), a degradação ambiental resulta da interação complexa de fatores da economia, da política, tecnológicos e culturais. E, a base dessa degradação está no capitalismo como modelo de sociedade. Modelo esse, que afeta grande parte da população humana ao reforçar os mecanismos de desintegração social e ambiental ao acelerar a apropriação de “bens ambientais pelos interesses privados”, (CARVALHO, 2002).
Levando-se em consideração que para a manutenção das relações dinâmicas entre as espécies de vida no planeta é necessário que haja o equilíbrio biológico, a conservação da biodiversidade é fundamental na busca pela qualidade de vida humana. Reconhecendo essa importância, o Brasil em sua Constituição Federal, artigo 225 é claro ao dizer que “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial a sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo para as presentes e futuras gerações.”
Segundo Gomes (2002), existem visões diferentes e opostas do significado e da interpretação das questões ambientais. Uma delas é a ecocêntrica, onde o mundo natural tem valor em si mesmo, ou seja, ele precisa ser preservado para proteger a “natureza selvagem”, intocada. A outra visão é atropocêntrica, esta reafirma a primazia do ser humano sobre o mundo natural, na qual ele usa e se beneficia da natureza em benefício próprio. A terceira visão é de uma sociedade sustentável, que aponta para a necessidade de conservar os recursos naturais e o seu uso racional e criterioso em busca da qualidade de vida.
Os efeitos da pobreza estão relacionados com determinados tipos de pressão ambiental. Os altos padrões de consumo e produção por parte da minoria da população, são responsáveis pela deterioração ininterrupta do meio ambiente, esta minoria não consegue distinguir entre o que é necessário e o que é desejo. Os mais graves problemas ambientais hoje enfrentados são de ordem econômica mundial, caracterizada pela crescente produção e consumo, esgotando e contaminando os recursos naturais e promovendo cada vez mais a distância entre ricos e os pobres, (PORTILHO, 2005). A desigualdade social é um dos piores males que a sociedade moderna criou e ela mesma sofre. O modelo de desenvolvimento econômico, social e tecnológicos e suas pressões sobre o meio ambiente alteram a qualidade e geram exposições ambientais que resultam em efeitos sobre a saúde humana, (FREITAS e PORTO, 2006).
A grande diferença entre os seres humanos e os outros seres animais da Terra é o fato dele ter consciência e religiosidade, entretanto as atividades dos animais são movidas apenas pelas necessidades, enquanto a dos seres humanos vão além disso.
Para Freitas e Porto (2006), a saúde possui além da dimensão biomédica, dimensões éticas, sociais e culturais. Fatores sociais e ambientais como emprego, condições de vida e trabalho, má distribuição de renda, qualidade e sustentabilidade do ambiente, afetam a saúde ou o bem-estar coletivo e pessoal. Para os autores, a saúde vem sendo objeto de negociação e conflito dentro da sociedade de acordo com os valores e interesses relacionados com as estruturas de poder e distribuição de recursos.
A sustentabilidade deve ser adquirida através de estilos de vida que possibilitem a compatibilização entre a proteção ambiental e o bem-estar dos seres vivos. Para Gonçalves (2002), “a ética, sobretudo, nos faz um chamamento ao sentido de responsabilidade de nossos atos.”
Segundo a UNESCO, o desenvolvimento sustentável, aqui chamado de sustentabilidade, é o objetivo mais decisivo da relação "homem-natureza". E, todo processo educativo deveria ser reformulado para alcançá-la, (SAUVÈ, 1997).
Sauvè (1997) identifica seis concepções paradigmáticas sobre o ambiente, cujas diferenças, podem ser observadas nas abordagens pedagógicas. O Ambiente como natureza, ele como recurso, como problema, como um lugar para se viver, como biosfera, como projeto comunitário, ver quadro 1 . Para a autora cada uma dessas seis concepções está no centro da representação social e, o foco pode ser enriquecido por uma outra concepção ou pela combinação dos elementos característicos de duas ou mais. Essas seis concepções são complementares entre si e “podem ser combinadas em diversos caminhos”.
Características de Meio Ambiente, conforme Sauvè, (1997).
Meio Ambiente - Características
Como natureza - a natureza como catedral, ou como um útero, pura e original.
Como recurso - herança biofísica coletiva.
Como problema - ênfase na poluição, deterioração e ameaças.
Como lugar pra viver - a natureza com os seus componentes sociais, histológicos e tecnolológicos.
Como biosfera - espaço nave terra, “Gaia”, a interdependência dos seres vivos com os inanimados.
Como projeto comunitário - a natureza com foco na análise crítica, na participação política da comunidade.
No Brasil, Reigota (1991) é um dos autores emblemáticos por ter criado uma tipologia em que as visões de Meio Ambiente são categorizadas em três tipos, Naturalista, Antropocêntrica e Globalizante, (PEDRINI, 2008)
No Brasil, Reigota (1991) é um dos autores emblemáticos por ter criado uma tipologia em que as visões de Meio Ambiente são categorizadas em três tipos, Naturalista, Antropocêntrica e Globalizante, (PEDRINI, 2008)
Segundo, Soares (2005), a visão de Reigota estabelece o conceito de ambiente como uma representação social, uma visão que evolui no tempo e que “depende do grupo social em que é utilizada. São essas representações, bem como as suas modificações ao longo do tempo que importam: são nelas que se busca intervir quando se trabalha o tema ambiente”, como pode ser verificado no quadro 2.
Tipologia de Meio Ambiente, segundo Reigota, (1991).
Tipologia - Descrição do Meio Ambiente
Naturalista - Meio como sinônimo de natureza intocada, caracterizando-se tipicamente pelos aspectos naturais.
Antropocêntrica - Meio como fonte dos recursos naturais para a sobrevivência do ser humano.
Globalizante - Relações recíproca entre natureza e sociedade.
Bezerra e Gonçalves (2007) citam Reigota, ao afirmarem que “é necessário conhecer as concepções das pessoas envolvidas sobre meio ambiente, pois, só assim será possível realizar atividades de educação ambiental”. E citam também, que de acordo com Sauvè, “diferentes abordagens e estratégias pedagógicas estão relacionadas às representações que os indivíduos ou grupos sociais têm de ambiente e aos objetivos e características que atribuem ao trabalho em EA.”
Bezerra e Gonçalves (2007) citam Reigota, ao afirmarem que “é necessário conhecer as concepções das pessoas envolvidas sobre meio ambiente, pois, só assim será possível realizar atividades de educação ambiental”. E citam também, que de acordo com Sauvè, “diferentes abordagens e estratégias pedagógicas estão relacionadas às representações que os indivíduos ou grupos sociais têm de ambiente e aos objetivos e características que atribuem ao trabalho em EA.”
Já Pinheiro (2004), cita o conceito do autor Silveira, como sendo o “meio-ambiente um sistema aberto composto por outros ambientes e momentos em que o homem esteja exercendo suas atividades. A intensidade, a forma, o tipo de atividade e o perfil do praticante, são condicionantes que determinarão o nível de influências mútuas nessas interações e o reflexo na qualidade ambiental.”
“Não é possível a transformação das relações humanas na natureza, sem a mais radical transformação social.”
(LOUREIRO, 2007).
Eunice Trein, (2007) aponta para a necessidade da reflexão sobre as transformações sociais, visto estas não serem apenas possível, mas também necessárias à construção de uma nova independência entre a natureza e o trabalho humano. Para a autora, os humanos se relacionam com a natureza e com os outros humanos a fim de garantir sua sobrevivência, entretanto, suas relações “não se dão apenas pela produção de bens materiais, mas também pela construção de projetos societários que implicam a criação de regras de convivência e tudo que delas decorre”.
Pedrosa, (2007) cita que em um dos manuais da UNESCO há uma referência paradigmática sobre a Educação Ambiental em que diz que ela é “uma nova forma de encarar o papel do ser humano no mundo”
Partindo do princípio que o mundo é um só, os problemas sociais, políticos, econômicos e de preservação da natureza não se limitam a fronteiras. A sociedade atual exige “solidariedade e cooperação” também sem fronteiras. Somente o discurso ambientalista e de boa-fé para a salvação do planeta das classes dominantes não é suficiente para levar os seres humanos ao “paraíso”, (LOUREIRO 2003).
O ser humano é dotado de consciência, o que o diferencia dos outros seres vivos, e de diferenças ideológicas que o diferencia entre si, daí a importância dos diálogos entre os diversos atores de uma sociedade. Para mudar uma sociedade é preciso primeiro corrigir o nosso modo de pensar. O “enfoque que damos ao meio ambiente não deve ser materialista, mas sim humanos”, frase de Renè Dubos citada por Ikeda (2005).
O desejo de transformar a sociedade atual numa sociedade sustentável, harmoniosa com a natureza e com os seus semelhantes, só pode acontecer através de parcerias, consensos e muitos diálogos realistas acerca dos padrões de valores hoje tidos como fundamentais.
“A civilização material desperdiça nossa herança de combustível fóssil e sacrifica as gerações na busca arrogante da prosperidade. Devemos deter essa tendência o mais rápido possível”.
(DAISAKU IKEDA, 2005)
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