domingo, 28 de agosto de 2011

Amanhã: 29/08/2011 - Dia Nacional de Combate ao Fumo

O Dia Nacional de Combate ao Fumo, amanhã, dia 29 de agosto de 2011, visa informar a população jovem, com objetivo de reduzir a morbi-mortalidade causada pelo tabagismo.
Em 2011, o Dia Nacional de Combate ao Fumo irá abordar o tema “Cigarros Aditivados” alertando que o consumo deste tipo de fumo com aditivos  tóxicos e cancerígenos, dentre tantas substâncias nocivas, representa mais um fator agravante na manutenção da dependência e causando ainda mais prejuízos ao organismo de quem os consome. A mensagem veiculada nessa comemoração objetiva alcançar o jovem para a não experimentação dos produtos derivados do tabaco e também estimulá–los a cessação de fumar. No entanto, a mensagem não se restringe aos jovens, buscando também sensibilizar a população em geral sobre os malefícios do tabagismo.
Além dos inúmeros riscos para a saúde, as consequências do vício de fumar podem ser vistas e sentidas na pele. Do aspecto do envelhecimento, o fumo envelhece a pele mais do que os raios solares, isso porque suas toxinas promovem o aumento de radicais livres, destroem fibras de elastina e de colágeno e prejudicam a produção de novas fibras. Com a perda significativa do colágeno e da elastina, a pele perde sua elasticidade natural e isso resulta no envelhecimento precoce e aparecimento acentuado de rugas. Ou seja, o fumante, em geral, parece ser muito mais velho do que realmente é. Uma das áreas mais afetadas é a região ao redor da boca, pois o movimento de franzir os lábios para fumar, associado à perda do colágeno, leva ao aparecimento de rugas finas.
Além disso, o hábito de fumar promove a vasoconstricção, ou seja, a diminuição do diâmetro dos vasos sanguíneos. Na pele, o resultado é a diminuição significativa da irrigação sanguínea e, consequentemente, a baixa oxigenação. Com a circulação comprometida, menos sangue chega à pele e isso faz com que ela perca a capacidade de cicatrização. Sendo assim, pequenas feridas e até mesmo a acne podem demorar muito mais para desaparecerem nos fumantes.
O comprometimento na circulação sanguínea também é responsável por deixar a pele do fumante opaca e sem brilho, em alguns casos, até mesmo acinzentada.  A circulação ruim, a baixa oxigenação e a perda do colágeno faz com que a pele do fumante fique mais fina e com menor quantidade de células vivas, levando a esse aspecto envelhecido. 
 
Fonte http://www.racine.com.br/noticias/portal-racine/noticias/28-de-agosto-de-2011-dia-nacional-de-combate-ao-fumo-
 
O cigarro é a causa mortis mais passível de prevenção que existe, sendo responsável por mais de uma em cada seis mortes nos Estados Unidos. O tabagista vive menos que o não fumante, com um índice de mortalidade 70% maior para todas as causas de óbito, inclusive doença coronariana.
O cigarro contribui para 22% da mortalidade geral, 30% para a de origem cardiovascular, 30% para o câncer e 30% para as doenças respiratórias. Está associado a doença dos vasos e do coração, bronquite crônica, enfisema, câncer de pulmão, laringe, faringe, cavidade oral, esôfago, pâncreas e bexiga.
Os grandes fumantes - aqueles que fumam dois ou mais maços por dia - tem índice de mortalidade coronariana duas a três vezes maior que os não fumantes, sendo que a incidência de doença nestes é quatro vezes maior. Os que fumam menos de dois maços correm duas vezes mais risco que os não fumantes. O risco de morte súbita também é duas a quatro vezes maior que nos não fumantes.
Por tudo o que foi exposto, combatemos com todas as nossas energias o hábito de fumar. Pesquisas feitas entre médicos no Rio de Janeiro apontam o índice de 25% de fumantes e em trabalho realizado entre cardiologistas, obtivemos o alarmante índice de 44% entre fumantes e ex-fumantes. No meu consultório, apesar de existirem dizeres em português, inglês, francês e japonês, alguns ainda se aventuram a fumar. O hábito de fumar está associado aos níveis de cultura e educação dos povos, já que em países menos desenvolvidos encontramos índices mais elevados. No Brasil e na África os índices de tabagismo chegam a estar aumentando.
Os divulgadores da luta antitabagista devem ser os cardiologistas. A Mayo Clinic, uma das mais famosas clínicas americanas, conseguiu erradicar complemente o fumo de suas dependências conscientizando em primeiro lugar os médicos.
Observamos, em nossa prática diária, que a maioria das pessoas fuma por simples ansiedade, principalmente nos momentos de maior excitação. Solicitamos aos nossos pacientes que interrompam bruscamente o hábito, pois a experiência demonstra que interrupções gradativas tem alto índice de insucesso. Para aqueles cuja suspensão do hábito seria fonte de enorme ansiedade, solicitamos, como medida inicial, a diminuição do consumo até o limite de 10 cigarros ao dia, fumados não inteiramente e com tragadas mais fracas.
Não existem evidencias científicas no que concerne a impacto positivo no uso de cigarros com baixos teores (light) de alcatrão e nicotina: se há algum benefício, esse diz respeito a câncer de pulmão e não a doença coronariana. É fato também que na troca para marcas de mais baixos teores os fumantes passam a fumar mais, dar tragadas mais fortes, anulando quaisquer benefícios. Não se pode esquecer que o mal do cigarro está na fumaça, em que existem mais de 3.000 elementos nocivos. Para o fumante passivo, a simples inalação da fumaça traz 10% de risco. Filtro e piteira tampouco parecem ser alternativas seguras.
Um famoso estudo realizado na cidade americana de Framingham mostra que o tabagismo não está somente associado a todas as manifestações de doença coronariana e sim a qualquer mortalidade de origem cardiovascular. O cigarro aumenta o teor de monóxido de carbono (que funciona como veneno para o coração) no sangue, diminuindo a taxa de oxigênio disponível na circulação sangüínea, como também exacerba a probabilidade de desenvolvimento de arteriosclerose na aorta abdominal e nas artérias das pernas.
Fumar cachimbo ou charuto não alivia o problema de a fumaça chegar ate os pulmões. Métodos "milagrosos" para interromper o vício são ineficazes se a pessoa não está convencida ou não tem realmente vontade. (Tais pessoas retomam ao hábito num primeiro momento de tensão.)
Em relação à queixa de alguns de aumento de peso, na realidade 1/3 dos ex-fumantes ganha peso, 1/3 perde e em 1/3 das pessoas o peso não se altera. (Entre os que ganham peso, apenas 10% o mantêm.)
Pesquisadores descobriram que um fumante passivo pode chegar a inalar o equivalente a um ou dois cigarros por dia e algumas estimativas apontam que isso foi responsável por 5.000 mortes por câncer no pulmão na Inglaterra. Maridos de mulheres fumantes têm duas vezes mais risco de morte por doença coronariana do que maridos de não fumantes; já as mulheres não fumantes casadas com fumantes têm incidência 15 vezes maior de doença coronariana. Encontrasse nicotina no sangue e na urina de não fumantes expostos a fumaça de cigarro. Os riscos de um fumante passivo evidentemente são menores que os dos ativos, porém nenhum outro "poluente doméstico" traz maiores riscos de mortalidade para um ambiente fechado.
A maioria dos homens do Leste Europeu fuma. Na antiga Alemanha Oriental 40% fumam; já os ocidentais fumam menos. 0 tabagismo também é comum nas classes sociais mais baixas de Reino Unido, Suíça, China, Filipinas e EUA. No Brasil, um em cada três adultos é fumante.
Em indivíduos mortos em acidentes, por câncer ou outros motivos que não doença coronariana, observou-se um envolvimento aterosclerótico maior de fumantes em relação a não fumantes. 0 tabagismo tem efeito acelerador e agravante na arteriosclerose da parede das artérias coronarianas, sendo causa do aumento do colesterol total, LDL colesterol, triglicerídios e queda do HDL colesterol. Também o grau de arteriosclerose está relacionado ao número de cigarros fumados. Em relação ao HDL colesterol, a própria exposição passiva à fumaça diminui seus índices até em crianças de pais fumantes.
Um cigarro aceso numa sala fechada sem ninguém fumando polui tanto o ar quanto a cidade mais poluída do ABC paulista. Durante o período 1965-1980 mais de 3 milhões de mortes prematuras por doença coronariana podem ter sido devidas ao ato de fumar. 
Uma pesquisa com enfermeiras americanas que fumam mostrou risco cinco vezes maior de um evento coronariano. já as que fumam apenas quatro cigarros ao dia têm duas ou três vezes maior risco. Mulheres fumantes que usam contraceptivos orais aumentam seu risco de infarto agudo do miocárdio em mais ou menos 10 vezes. Trata-se de uma associação altamente perigosa, pois ambos aumentam a adesividade planetária, o que ocasiona a formação de trombos.
Há grande incidência de tabagismo nos usuários de cocaína que infartam. Em diabéticos, o hábito de fumar dobra o risco de infartos. Cinqüenta por cento da redução da evidência de doença coronariana que vem sendo detectada desde 1968 nos Estados Unidos podem ser imputados à diminuição do número de tabagistas e ao controle dos hábitos alimentares.
Além de todos os efeitos deletérios, o cigarro interfere nos tratamentos médicos, diminuindo o efeito antianginoso de várias medicações por nós freqüentemente prescritas, aumenta o índice de obstrução de pontes de safena e de reclusão pós-angioplastia.
Pesquisas americanas revelam que o fumante espera que o seu médico o incentive a parar de fumar, apresentando-lhe motivos convincentes. Se todos os americanos parassem de fumar, o número de mortes por doença coronariana poderia ser reduzido em aproximadamente 30%.
Se retornarmos os índices de mortalidade 70% maiores entre os coronarianos que fumam em relação aos que não o fazem, passando por 80% de causa das bronquites e 90% dos enfisemas e chegando à recente comunicação do Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos atestando que o tabagismo custa aos patrões US$ 26 bilhões em perda de produtividade ao ano, admitiremos a oportunidade de uma campanha visando à economia de US$ 624 com cada funcionário que parar de fumar.
É importante notar que, quando a companhia de aviação norte-americana Northwest lançou o seu programa de antitabagismo em todos os vôos, até a Bolsa de Valores de Nova York, temeu pela queda vertiginosa das ações desta companhia. O que aconteceu foi justamente o contrário: as filas para seus vôos foram crescendo cada vez mais e a procura por ações também aumentou (a Northwest tem vôos até Tóquio). Num primeiro momento não se podia fumar em qualquer vôo de até duas horas de duração e hoje este tempo foi estendido a seis horas, ou seja, não se fuma em vôos entre cidades americanas. O mesmo ocorreu com a British Airways desde 1988 e a Air Canadá desde outubro de 1988 em seus vôos transatlânticos.
Nos EUA, os espaços reservados a fumantes são os pior localizados: nos restaurantes, perto dos banheiros; nos aviões, na parte de trás.
A partir de maio de 1992 a França - que tem 15 milhões de fumantes - fez entrar em vigor uma lei que proíbe o tabagismo em lugares públicos. Em locais permitidos, como bares e restaurantes, somente se tolerará o uso de cigarro em lugares próprios, amplos e bem ventilados. 

Alguns conselhos que ajudam a parar de fumar:
- não sente após as refeições;
- repouse o suficiente;
- pratique exercícios de relaxamento;
- beba de seis a oito copos de água entre as refeições;
- evite o álcool se isto fizer você sentir vontade de fumar;
- faça exercícios físicos diariamente;
- os patches de nicotina (liberação transdérmica) ou as gomas de mascar de nicotina podem auxiliar


sábado, 20 de agosto de 2011

Os Sentidos da Vida

Por: José Luiz de Castro Ferreira*

Dedicado aos pescadores de sonhos
Alzir Rabello e Pedro Casemiro

O que é ávida mais que uma chama que balança ao sopro do vento;
Há se eles soubessem que não se ateia fogo ao fogo;
Se eles sentissem o vento passar pela sua alma como pelas pás de um cata-vento.
Há! se eles conseguissem enxergar o prisma,
O mesmo  prisma luminoso que irradia os insanos.
Me pergunto! quem a vida pertence?
A minha! Ao destino com certeza, o fogo lançado pelas órbitas dos dragões, não é capais de queimar a inveja, o ódio e o desespero da criança.
Há se eles escutassem as lamentações dos profetas, por  quê?
Por que só os miseráveis os escutam.
O que é na verdade degustar a  vida!
Seria se embriagar nas bodas de cannaã, claro! Com certeza vinho não faltaria.
Há se eles soubessem sentir  o odor que vem das flores dos campos Elíseos. Por quê!
Procuro Pan e não encontro, vejo ás sereias mais não ouço seu cantar.
Vejo a água subir o rio, mas não consigo chorar, brigar não posso mais,
conversar não me permitem sorrir e proibido, sonhar hoje se tornou uma obrigação, andar e possível, e como navegar.
Vejo estrelas na mão, mas não consigo alcançá-las, embora ainda haja vida!
A morte se aproxima; talvez a vida seja algo que deu lugar a morte.
Há se eu soubesse e tivesse certeza que o futuro esperar;
Quantas coisas eu mudaria, quantas ruas eu passaria, quantas esquinas eu esperaria para ver, por quantas sombras eu iria passar, e o medo perder.
Olharia em baixo da ponte, enxergaria por entre muros,
Roubaria até um beijo teu!
Mais me faltou coragem.
Embora tenhas mil faces, não consigo ver teu rosto.

* Poeta, ambientalista, morador da Ilha do Governador e o grande defensor do Manguezal do Jequiá.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Horta Escolar como Instrumento de Promoção do Meio Ambiente e da Qualidade de Vida

Por: Teresinha Victorino

O homem busca viver num lugar onde a vida moderna e o conforto se harmonizem com a conservação e a preservação da biodiversidade. Ou seja, buscamos a sustentabilidade planetária, e essa busca pela manutenção das relações dinâmicas entre as espécies é um dos grandes desafios que o ser humano precisa enfrentar. As “interações e processos fazem os organismos, as populações e os ecossistemas preservarem sua estrutura e funcionarem em conjunto”, (LEWINSOHN, 2001). O ser humano tem em comum com os outros seres vivos o fato de dividir o mesmo planeta, mas o crescimento populacional e o declínio dos recursos naturais estão colocando a Terra sob grande tensão, (COX e MOORE, 2009). A devastação ambiental é uma grave ameaça aos sistemas de suporte à vida.
Os ecossistemas, fornecedores de inúmeros benefícios, os quais são responsáveis pela viabilidade da vida de todos os seres e sistemas, seriam afetados. Eles, além de regularem o clima e os ciclos das águas e das doenças, oferecem serviços de provisão de água, alimentos, combustíveis e recursos genéticos, bem como serviços de suporte na formação dos solos e dos ciclos de nutrientes vitais à produção de alimentos, além de “serviços culturais, como referências para valores espirituais e religiosos, estéticos e educacionais, lazer e turismo”. O bem-estar e a felicidade humana seriam afetados por esses problemas, a relação entre a saúde e meio ambiente é muito estreita. A saúde humana se relaciona com a saúde dos ecossistemas, há uma relação entre os serviços dos ecossistemas e o bem-estar humano, (FREITAS e PORTO, 2006).
A Educação e o conhecimento são importantes no desenvolvimento de responsabilidades e na promoção de mudanças na relação homem/natureza, (MATTOS, 2006). Devemos pensar na nossa interação com a natureza de forma consciente, reflexiva e integrada. Nesse sentido, o meio ambiente e a qualidade de vida relacionam com a saúde e à cidadania.
O desconhecimento da Natureza gera ações predatórias cujas conseqüências muitas vezes podem ser irreversíveis, estudos sobre paisagens incluem a interrelação entre a Sociedade e a Natureza, (GUIMARÃES, 1998). Daí a importância da Educação Ambiental estar presente na vida do ser humano desde muito cedo. E, reconhecendo essa importância a Constituição Federal de 1988 dá à sociedade brasileira o direito fundamental à educação ambiental nos termos dos artigos 205 e 225. No inciso VI do artigo 225 o documento direciona ao Poder Público a tarefa de criar condições para a coletividade cumprir o seu dever de defender e proteger o meio ambiente ecologicamente equilibrado para as presentes e as futuras gerações, por meio da educação ambiental. No ano de 1999, o país instituiu através da Lei 9795, a Política Nacional de Educação Ambiental - PNEA que diz que a EA é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal. Em 14 de maio de 1991, o MEC instituiu a Portaria 678, que dispõe sobre a inserção da Educação Ambiental nos sistemas de ensino em todas as instâncias, níveis e modalidades, contemplando-a como tema/conteúdo instrucional. Essa portaria adverte que o nível de aprofundamento e a exploração da Educação Ambiental devem permear todo o currículo, buscando atender às demandas do cotidiano numa visão ampla da educação e sem a criação de matérias e disciplinas específicas, (PEDRINI, 2008).
A interdisciplinaridade por ser um facilitador na absorção de temas geradores de diálogos e embates, é importantíssima quando se trata de Educação Ambiental ao permitir maior abertura na visão e no entendimento dos alunos e professores daquilo que lhes são diferentes. As diferentes disciplinas ao se juntarem num mesmo objetivo, quebram antigos paradigmas e criam outros capazes de facilitar a percepção quando promovem linguagens partilhadas, mostram pluralidades dos saberes e criam possibilidades de trocas de experiências quando realizadas essas parcerias. A importância da boa relação e reciprocidade entre as diferentes áreas do saber além de romper com a fragmentação e a desarticulação do processo de construção do conhecimento, colabora na mudança de paradigma em busca de uma educação voltada para bem-estar da cidadania e equilíbrio ambiental, (SIQUEIRA, et al., 2005) ou seja, a sustentabilidade.
A vida moderna está pautada na conquista de uma boa colocação no mercado de trabalho e na conquista de bens materiais. O modelo capitalista da sociedade contemporânea agravou a desigualdade social, colocou em risco a relação do ser humano com a natureza e fez surgir diversos problemas sociais e educacionais que afetam a todos. Ao serem atingidas pela visão de que a conquista material é sinônimo de bem-estar e sucesso, as crianças podem se tornar adultos egocêntricos, preconceituosos e com valores éticos distorcidos, além muitos problemas de saúde acrescidos pelo afastamento da natureza e por ingestão de alimentos não balanceados e de rápido preparo.
É da terra que o homem tira o seu sustento e, o aprendizado de mexer a terra e prepará-la para o cultivo faz com que a relação homem-natureza ressurja. Muitos seres humanos acreditam que está relação está perdida e que o solo onde o seu alimento é retirado, não é nada além de terra, e para essa relação não há mais tempo na vida moderna. As crianças e adolescentes das cidades urbanizadas, fora da escola estão em frente a vídeo games, computadores e televisores, evitando o contato com o meio ambiente, (FRICK, 2008). A violência urbana está levando as crianças a terem menos contato com a natureza, esse distanciamento implica tanto na saúde das gerações futuras como da própria Terra. Com medo do perigo, os pais as protegem mantendo-as em casa, aumentam os seus atrativos oferecendo computador, videogame e televisão e assim as crianças se motivam a passar mais tempo dentro dela. Essa perda de contato com a natureza provoca problemas de comportamento e a criança fica mais propensa à depressão, ansiedade e problemas da falta de atenção. Nesse sentido, as atividades ao ar livre depois das aulas ou nos finais de semana podem reduzir os sintomas de déficit de atenção e as salas de aula ao ar livre assim como outras experiências com a natureza também apresentam um melhor desempenho nas disciplinas estudos sociais, ciências, artes, linguagem e matemática, (PERMA, 2011).
O controle sobre sua qualidade de vida dependerá de como você promoverá sua saúde. A adoção de hábitos saudáveis é fundamental para o bom desenvolvimento físico, psíquico e social das crianças, portanto deve ser estimulada desde cedo porque é durante os primeiros anos de vida que se formam os hábitos. Tanto a prática de atividades físicas como da alimentação saudável e colorida devem estar presentes na vida da criança, elas assumem um papel de educação para a saúde e para o meio ambiente. Nesse sentido, a horta escolar pode ser um laboratório vivo para diferentes atividades didáticas facilitando assim o aprendizado de novas práticas, (IRALA, et al., 2001).
Nos últimos anos, enfermidades resultantes de alimentação excessiva ou inadequada como diabetes, hipertensão arterial e obesidade têm surgido com mais freqüência entre crianças. Desta maneira, como eixo gerador de dinâmicas, educação ambiental e alimentação saudável e sustentável, a horta escolar proporciona o resgate ao cultivo da terra, promove reflexões sobre a importância do consumo de alimentos saudáveis e sem agrotóxicos e a interação entre professor, aluno, funcionário e comunidade. Em encontro promovido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC) no ano de 2007 sobre hortas escolares os resultados mostraram que crianças que têm contato com elas melhoraram seu desempenho escolar e baixaram os índices de anemia e de obesidade, e também foi observada uma mudança na postura do professor ao reconhecê-la como um espaço pedagógico importante para o aprendizado, (CARDOSO, 2007).
É necessário que os professores resgatem este contato, permitindo este relacionamento, é desta forma que as hortas nas escolas possuem um papel importantíssimo, o apoio da família também é fundamental. As atividades de educação ambiental usando a horta escolar promovem a discussão sobre a importância de uma alimentação saudável e equilibrada e consequentemente a saúde humana. Atividades ligadas ao solo, como revolver a terra, retirar mato, plantar, podar, regar são ótimos exercícios físicos e representam uma maneira saudável e criativa de aprender. A alimentação desempenha um papel primordial durante todo o ciclo de vida dos seres vivos, já que a saúde do homem está ligada a uma alimentação saudável e rica em vegetais e frutas. A horta escolar proporciona a aquisição de bons hábitos alimentares e estimula o consumo de hortaliças e frutas, (SEPLAN BAHIA, 2008).
Ao se integrar no dia a dia da escola, a introdução da horta escolar objetiva integrar diferentes fontes e recursos de aprendizagem, pois se torna fonte de observação e pesquisa ao gerar uma reflexão diária por parte dos professores e alunos envolvidos, (NEVES, 2006). A Educação ambiental com a horta escolar visa proporcionar possibilidades para o desenvolvimento de ações pedagógicas ao permitir práticas em equipe explorando a multiplicidade das formas de aprender. A montagem da horta escolar é rica em temas e possibilita abrangência de várias disciplinas. É também, uma atividade que envolve os alunos, já que trabalhar a terra aumenta a disposição e a energia do corpo, ao proporcionar prazer, aliviar o estresse da sala de aula e deixar todos mais calmos. É ótima para crianças indisciplinadas porque gera momentos de liberdades e por esse motivo elas tornam-se muito participativas nessa atividade, (BARROS).
Segundo Freire (1996) uma das tarefas mais importantes da prática educativo-crítica é proporcionar condições em suas relações uns com os outros de assumir-se como ser social e histórico, como um ser pensante, comunicante, transformador e criador. Para o autor “a educação é uma forma de intervenção no mundo. Intervenção que além do conhecimento dos conteúdos bem ou mal ensinados e/ou aprendidos implica tanto o esforço de reprodução da ideologia dominante quanto o seu desmacaramento”.
“Não haveria criatividade sem a curiosidade que nos move e que nos põe pacientemente impacientes diante do mundo que não fizemos, acrescentando a ele algo que fazemos... curiosidade para nos defender de ‘irracionalismos’ decorrentes do ou produzidos por certo excesso de ‘racionalidade’ de nosso tempo altamente tecnologizado.”, (FREIRE, 1996).
A Educação Ambiental com a horta escolar prevê a realização de atividades que vão desde a escolha do local para a sua, passando pela preparação do solo, semeadura, plantio até a colheita, todos são recursos pedagógicos que auxiliam no processo de ensino-aprendizagem, já que as atividades em questão não estão aprisionadas em apenas uma disciplina específica, o olhar disciplinar dificulta a idéia de natureza como sistema integrado. Com essas atividades de montagem da horta, busca-se a construção do conhecimento transdisciplinar e o despertar para criticidade dos alunos.
Temas ambientais como lixo e seus problemas, as questões relacionadas à água, ao solo e ao desmatamento surgem no desenvolvimento das atividades, entretanto o tema “alimentação” terá maior destaque, principalmente na época da colheita quando pretenderemos trabalhar questões como segurança alimentar, educação alimentar e desnutrição. Essas atividades proporcionam um grande leque de temas ambientais, sociais e éticos e têm como objetivo principal colaborar para a formação de alunos críticos ao promover uma aprendizagem mais aprofundada e contextualizada com um todo e não o repasse de um conhecimento fragmentado.
A sociedade atual se encontra num profundo processo de transformação, (COUTO, 2011) e a educação tem papel fundamental na formação do cidadão ideal para o novo modelo da sociedade. Um cidadão que não apenas reproduza conhecimentos prontos mas que seja capaz de questionar e raciocinar, tendo a oportunidade de crescer socialmente, tendo melhores oportunidades e principalmente direito a fazer suas escolhas, (NECO, et al.).
As atividades de educação ambiental com horta escolar têm como objetivo:
·         Resgatar a relação ser humano/natureza;
·         Valorizar o trabalho e a cultura rural;
·         Compreender a importância do solo, da água e dos nutrientes;
·       Identificar técnicas de manuseio do solo e manuseio sadio dos vegetais;
·         Conhecer técnicas de cultura orgânica;
·         Promover a analise e a reflexão sobre os desperdícios alimentares;
·      Conhecer pela degustação os diferentes alimentos cultivados bem como nomeá-los corretamente;
·         Identificar diferentes processos de semeadura, adubação e colheita;
·    Compreender a importância de uma alimentação equilibrada para a saúde;
·         Cooperar em projetos coletivos;

Os materiais necessários para o desenvolvimento de atividades da educação ambiental pela horta escolar são:
·         Terra
·         Adubos
·         Sementes
·         Mudas
·         Ferramentas para horticultura
·         Restos de alimentos
·         Latas grandes (tipo de tinta)
·         Placas de cerâmicas grandes;
·         Papel pardo grande
·         Caneta hidrocor
·         Cola
·         Papel cartão

Referências Bibliográficas:
BARROS, J. Horta: uma atividade interdisciplinar. Equipe Brasil Escola . Acessado em 03.07.2011

 

BRASIL . Política Nacional de Educação Ambiental – PNEA . Lei 9795 de 1999 .

                                                               

CARDOSO, L . Horta escolar muda hábitos e melhora aprendizado . Porta MEC de 17 de maio . Acessado em 18.07.2011


COUTO, R. M. de S. Fragmentação do conhecimento ou interdisciplinaridade: ainda um dilema contemporâneo? . In: Revistafaac . v. 1 . n. 1, p. 11 – 19 . Bauru, 2011.

COX, C. B.; MOORE, P. D. Biogeografia: Uma abordagem ecológica e evolucionária . Rio de Janeiro : LTC, 2009

FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa . São Paulo, SP : Paz e Terra, 1996

FREITAS, C. M.; PORTO, M. F. Saúde, Ambiente e Sustentabilidade . Rio de Janeiro : Editora Fiocruz, 2006

FRICK, P. R. Horta na Escola: Proposta da Atividade Pedagógica de Complementação Curricular . 2008 . Acessado em 22. 06.2011

IRALA, C. H.; FERNANDEZ, P. M. RECINE, E. Manual para Escolas: A Escola promovendo hábitos alimentares saudáveis. Universidade de Brasília . Faculdade de Ciências da Saúde . Departamento de Nutrição . Brasília, 2001

LEWINSOHN, T. M. A evolução do conceito de biodiversidade . Biodiversidade : Valor econômico e social . Reportagens . 2001 . Acesso em 12.03.2010

MATTOS, S. Educação Ambiental: Instrumento de Resgate da Saúde e da Cidadania . Publit . Rio de Janeiro .2006

NECO, H. H. de L.; VIEIRA, M. A. M; STEIBACH, A. E. FARIAS, M. de S. B. de; COSTA, J. C. de C. Conhecimento e Capacitação Docente: Uma Perspectiva Interdisciplinar . In: Encontro de Iniciação à Docência . Universidade Federal da Paraíba
  
NEVES, M. I. S. C. Projeto Horta na Escola . Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes . Secretaria Municipal de Educação . 2006 . Acessado em 22.06.2011

PÁDUA, J. A. Um sobro de destruição: pensamento político e crítica ambiental no Brasil escravista, 1786-1888 . Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004

PEDRINI, A. G. ; SILVEIRA, D. L. da; DE PAULA, J. C.; VASCONCELLOS,H. S. R.; CASTRO, R. S. Educação Ambiental: Reflexões e Práticas Contemporâneas . Vozes. Petrópolis . 2008

PERMA . Transtorno da falta de contato com a natureza .maio de 2011 . acessado em 18.08.2011

SIQUEIRA, H. S. G.; PEREIRA, M. A. A Interdisciplinaridade como superação da fragmentação . In: Uma nova perspectiva sob a ótica da interdisciplinaridade . Caderno de Pesquisa n. 68 . Setembro de 1995 . Programa de pós-graduação em Educação da UFSM

Floração das árvores em São Paulo, bicicletas e o medo do mato

Por: Daniel Santini
Em 09 de Agosto de 2011

Na segunda-feira, no caminho para o trabalho, encontrei esta árvore espetacular. O tapete amarelo na calçada, a força dos galhos, a distribuição perfeita. Parei de pedalar, sentei e fiquei observando por alguns minutos. Tirei essa foto e fiquei pensando. Se estivesse de carro, não teria como parar sem travar a rua inteira, mesmo sendo uma ruazinha pouco movimentada, como as que sempre tento incluir no meu caminho de bicicleta. Possivelmente, aliás, se estivesse dentro de uma latinha de plástico e metal, não teria nem conseguido olhar para cima para ver a copa da árvore. Na pressa, talvez nem tivesse visto o chão todo coberto de flores.

Fui contando as árvores no caminho. As da Vila Madalena, bairro que costumo cruzar, estão lindas. Um espetáculo de flores rosas, roxas e brancas. Na Barra Funda, em uma esquina em que passo regularmente, as amoras já nasceram, mas ainda estão verdes demais para serem colhidas. É um pé que fica do lado de uma avenida que cruzo há mais de dez anos. Até trocar o carro pela bicicleta, não havia sequer suspeitado da existência das amoras. Fiquei pensando no assunto. Aí cheguei no trabalho e me deparei com um comentário do William Cruz, o autor do vadebike.org, sobre a floração das cerejeiras na cidade (aliás, o hanami, a prática de contemplar tais árvores, é um costume bastante tradicional entre a comunidade japonesa na cidade).

Lembrei-me de um texto que li tem muito tempo, antes mesmo de entrar para a equipe de ((o)) eco sobre convivência com a natureza.

Medo do mato
?
"Como podem as crianças gostar e não temer o mato? Este é um grande desafio da educação ambiental: mostrar àqueles que representam o futuro, a beleza que só especialistas ou pessoas de rara sensibilidade estão acostumados a apreciar. Ensinar o belo, a natureza e as feras. Ensinar a ética de entender que não estamos sós neste planeta e que precisamos respeitar os outros seres vivos se queremos um futuro para nossa própria espécie." O texto e o questionamento são partes do artigo "Medo do mato?", publicado em 2004 pela Maria Tereza Pádua.

Fiquei pensando a respeito. Será que basta defender a preservação de florestas distantes (física e emocionalmente), apresentar animais, insetos e bichos em revistas especializadas como seres bizarros e sem nenhuma conexão com nosso cotidiano, e manter contatos eventuais com árvores em fins de semana cada vez mais raros em praças apertadas ou parques lotados? Chega a ser desesperador ver a disputa por trechos vazios de grama nos principais parques de São Paulo nos fins de semana de sol. Disputa por espaço cotidiana, rotineira.
 Será que faz sentido manter modos de vida baseados na degradação ambiental e consumo excessivo de recursos naturais intercalados por tentativas desesperadas de aliviar isso com momentos cada vez mais estranhos na natureza? Será que o medo do mato não tem relação com essa forma esquizofrênica de intercalar asfalto, fumaça e trânsito com momentos cada vez mais raros de contemplação da natureza?

Não por acaso, além da manter a defesa das florestas e áreas de preservação, ((o)) eco tem aberto espaço para a discussão também de formas de vida mais sustentáveis nas cidades. Andar de bicicleta em grandes metrópoles e batalhar por sistemas de mobilidade mais humanos, seguros e racionais faz parte desta busca pela construção de alternativas às cadeias de degradação ambiental estabelecidas. Brigar por melhores condições para ciclistas e pedestres, denunciar atropelamentos e comportamentos absurdos, fazer as conexões necessárias são, de maneira direta e indireta, formas de defender o meio ambiente.

Aproveitando este post excepcionalmente pessoal, vai um desabafo também. Em vários momentos, asfixiado na metrópole, pensei em fugir, tentar ganhar a vida escrevendo em uma casinha isolada no meio do mato, sem essa loucura do trânsito, o estresse, a poluição. Tenho muitos amigos que fizeram isso, migraram para outras cidades, seguiram para as praias de Florianópolis para... reproduzir em Santa Catarina o mesmo modo destrutivo de vida com o qual estavam acostumados (e os congestionamentos cada vez mais frequentes hoje na ilha são reflexo de como milhares de pessoas que gostam da natureza, bem intencionadas, podem colapsar uma cidade).

Abandonar o carro e adotar a bicicleta como principal meio de transporte me ajudou de certa maneira, a poder viver com a natureza - e em harmonia com ela. A viver de acordo com crenças pessoais. E a contemplar e ser capaz de perceber as árvores sem sair de São Paulo.
Fonte: http://www.oeco.com.br/outrasvias/25228-natureza

Ascobike, um exemplo para a construção de cidades ativas e saudáveis

Por: Daniel Santini 
em 27 de Julho de 2011

Na estação de Mauá da Companhia Metropolitana de Trens (CPTM) funciona o que é considerado o maior bicicletário de São Paulo e, consequentemente, um dos principais da América Latina. No local são atendidos em média cerca de 1.700 pessoas por dia, segundo dados da Associação dos Condutores de Bicicletas de Mauá (Ascobike), organização não governamental criada em 2001 com o objetivo de administrar o espaço e ajudar a promover a bicicleta como meio de transporte. A capacidade é de 2.000 vagas e há cerca de 10.000 usuários diferentes cadastrados.

A ideia de formar uma associação de apoio aos que pedalam foi do ferroviário Adilson Alcântara, a partir da observação das dezenas de bicicletas que eram amarradas de maneira improvisada em postes ou grades ao redor da estação. Responsável pela estação em questão, ele propôs à diretoria da CPTM a criação do bicicletário e conseguiu dar vida a um terreno vazio da empresa vizinho ao terminal cedido por regime de concessão. Foi um passo importante para que a administração da empresa passasse a vislumbrar o potencial de promover ligações intermodais, estimulando a combinação de deslocamentos com bicicleta e trem.

Área ocupada para o estacionamento de diferentes veículos que comportam 2.000 pessoas
 Clique no link abaixo para ler mais a respeito no Manual Ascobike 2009, em formato PDF).


Os  Ascobike evoluiu e hoje, além do espaço para as bicicletas, tornou-se um centro de luta em prol do uso da bicicleta como transporte. Além do estacionamento, os ciclistas podem contar com banheiros, serviço de manutenção, empréstimo de bicicletas, café e água, apoio jurídico e até serviço de assistente social. Entre os projetos em que a associação está envolvida está um programa de doação de bicicletas usadas - a Ascobike reforma a bike e a repassa para um trabalhador local.

Reconhecimento
A Ascobike está participando do “Cidades Ativas, Cidades Saudáveis”, concurso de iniciativas de incentivo ao transporte sustentável, à preservação do meio ambiente e de apoio a estilos de vidas saudáveis. Podem participar grupos de toda América Latina e Caribe. O concurso é patrocinado pela Organização Panamericana de Saúde, a Rede Embarq, e os Centros para o Controle e Prevenção de Doenças. O prêmio para os vencedores é a exposição mundial do projeto, com a produção de um documentário.


Quando este texto foi escrito, faltavam 5 semanas para a votação terminar e a Ascobike estava na segunda posição. Mais do que a quantidade de votos, porém, é interessante observar os comentários de quem conhece o trabalho desenvolvido na região metropolitana de São Paulo. As observações dão uma ideia do potencial de ter bicicletários bem estruturados ao lado de terminais.

Algumas das mensagens deixadas na página da votação:

 
"Este projeto eu conheço e aprovo. Se outras pessoas estivessem preocupadas em ajudar ao próximo como a turma da Ascobike o mundo seria bem melhor. Eles atendem centenas de trabalhadores todos os dias com muito carinho. a preocupação deles é com o ser humano que precisa se deslocar todos os dias e escolheu a bicicleta. Votem que vale a pena". Kelly

"Gostaria de declarar que o projeto da Ascobike têm sido muito importante tanto para o transporte quanto para minha economia mensal". Paulo Sérgio Cardoso

"Valeu!!! Participo e gosto, se em outros lugares tivesse outra Ascobike o mundo seria menos poluido". Luiz Ko 


"Esta associação não faz só isso que esta ai escrito não, tem passeio ciclistico no mínimo duas vezes por ano, tem passeio noturno as terças feira e ainda tem as investidas junto a prefeitura e ao governo do estado para promover segurança a quem esta pedalando". Adilson Junior

"
A Ascobike poderia trazer esta experiência para SP" Henrique Boney

"
É na Ascobike que eu guardo minha Bike. Valeu a pena. A iniciativa faz com que nossa cidade tenha milhares de bicicletas circulando e já esta sendo construido as pistas para bicicletas. Mauá vai se transformar na cidade da bicicleta". Leandro Silvewira 

"O fundador da Ascobike mora em frente minha casa e eu vejo ele saindo todos os dias em cima de sua bicicleta. Não é só criar tem que participar! A Ascobike está sempre nos jornais da cidade é um grande projeto, as ações ali desenvolvidas ajuda o Meio Ambiente e também quem pedala. Vale a pena votar!" Raquel Ceccato

"Com certeza um projeto que merece ser replicado e divulgado. Cidades sustentáveis já!". Rafael Brito

"Conheço muito bem a ASCOBIKE, é um projeto sensacional, que da muita qualidade de vida ao usuário da bicicleta e estimula o uso desse veículo, que é 100 % limpo e beneficia a saúde pública e o espaço urbano. O pessoal da ASCOBIKE é fantástica e merece ganhar esse prêmio". Jonas Hagen

"Realmente esse projeto é referência no Brasil, é modelo para qualquer cidade que queira implantar uma política cicloviária decente". Suzana Sussu

"Se apenas seus usuários vierem aqui votar você já terá votação muito boa, e eu votei e nem uso o serviço porque sou ciclista urbano e moro em outra região da cidade, mas votei porque você merece, Adilson. 

Parabéns, teu projeto é para mudar a cidade". Márcio Campos

Fonte: 
http://www.oeco.com.br/outrasvias/25209-ascobike-um-exemplo-para-a-construcao-de-cidades-ativas-e-saudaveis

domingo, 14 de agosto de 2011

"TÔ DENTRO TERESINHA!"

Essa foi a resposta de um amigo educador, poeta e insulano, a uma carta que enviei a vários amigos e colegas. Como acredito que querer melhorar onde moramos é o desejo da maioria das pessoas, decidi postar essa mensagem para que um número maior de pessoas possam, caso desejem fazer parte de uma fase da história da Ilha do Governador que pode estar acontecendo nesse momento. Abaixo segue a mensagem.
No segundo semestre de 2008 me engajei na luta contrária à implantação de um terminal pesqueiro público na Ribeira, não por ser o bairro onde eu moro, mas, pelo fato de ser um absurdo à implantação de um mega projeto deste tipo num bairro residencial, que fica no entorno de uma área de preservação permanente como é o caso da APARU do Jequiá, tendo apenas uma saída, o que não comportaria um aumento previsto diário de 400 caminhões, além da proximidade dos aeroportos, que é ilegal, conforme lei federal (Resolução CONAMA) que proíbe a construção de empreendimentos que atraiam aves em uma distância menor que 20km de aeroportos. A Ribeira fica na rota das aeronaves que pousam no Aeroporto Santos Dumont e está localizada no mesmo bairro que o Aeroporto Internacional do Galeão, ou seja, menos de 20km de distância.
Nessa luta contra o Ministério da Pesca e Aqüicultura criamos o “Movimento Terminal Pesqueiro na Ilha, Não!”, esse movimento comunitário continha integrantes de todos os bairros e classes sociais da Ilha do Governador. Mesmo desacreditado pela maioria que achava que lutávamos em vão, pois o Governo Federal quando quer faz e não dá a mínima para a população, não desistimos em nenhum momento mesmo nos piores dias, como em uma das audiências públicas em que ouvimos de um deputado estadual que a prefeitura deveria mudar o zoneamento do bairro para poder implantar esse projeto, e, pasmem, esse deputado foi ministro do meio ambiente.
Durante esse período enviamos convites a todos os vereadores, deputados estaduais e alguns deputados federais eleitos pelo Rio de Janeiro, muitos deles entraram em contato conosco e vieram ao nosso encontro participando de nossas reuniões ou mesmo nos visitando em horários por eles estipulados, outros ainda enviaram-nos seus assessores.
Lembro-me de grandes aliados nessa luta, como a vereadora Tânia Bastos (PRB), moradora da Ilha que nos foi muito útil, o vereador Eider Dantas (DEM) quem redigiu a lei, a vereadora Aspásia Camargo (PV), a vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB) além dos deputados estaduais Rodrigo Dantas (DEM), Luiz Paulo (PSDB) e Paulo Ramos (PDT) e o único deputado federal que me recordo é o Deputado Otávio Leite (PSDB). O então candidato a Deputado Estadual Zaquel Teixeira (PT), também morador e eleito pela Ilha esteve conosco, assim como outros que se candidataram a cargos políticos como o ex prefeito César Maia (DEM) e Fernando Gabeira (PV). Dos eleitos pela Ilha apenas a Tania Bastos nos apoiou desde o início de nosso contato, o vereador Jorge Pereira se manteve distante e não nos visitou em nenhum momento, apenas quando percebeu que nossa luta estava se tornando grandiosa ele pensando em sua plataforma política, passou a nos apoiar. Graça Pereira esteve sempre contrária a nossa luta. Recebemos também o apoio de outros que neste momento não me recordo mas que nos ajudaram no êxito de nossa luta e, no início de 2011 foi decretada uma lei municipal proibindo e pondo um ponto final na famigerada ideia de se criar um terminal pesqueiro no bairro da Ilha do Governador.
Havíamos sugerido aos integrantes do movimento continuar juntos lutando pelo nosso bairro, pois o que não falta na Ilha são problemas, porém, infelizmente após a vitória alguns se afastaram e decidiram seguir por outros caminhos. Mantivemos algumas reuniões até que decidimos formar um Fórum em Defesa da Ilha do Governador. Nesse ínterim um dos integrantes do desfeito “Movimento Terminal Pesqueiro na Ilha, Não!” simpatizante do PSDB em conversa com o Deputado Federal Otávio Leite e o Deputado Estadual Luiz Paulo cobrou deles uma maior participação do partido na Ilha, sugerindo então que fosse criado um comitê no bairro. Foi marcada uma reunião de alguns ex-integrantes do movimento com o partido, onde o convite foi formalmente feito e mais tarde aceito pelo diretório regional.
Não sei se todos sabem, mas eu nunca me interessei por política devido às grandes decepções que os políticos brasileiros nos deram nos últimos anos. Entretanto fui convidada a fazer parte do comitê do PSDB na Ilha, já que os moradores do bairro presentes na reunião com o partido expuseram que só participariam se pudessem fazer e trabalhar do jeito deles ou caso contrário estariam fora. Como o partido aceitou as condições, e o desejo do grupo é o mesmo que o meu, ou seja, melhorar a qualidade de vida e condições de moradia da população da Ilha, aceitei prontamente em fazer parte deste grupo.
Tivemos duas reuniões e estamos programando para as próximas quartas-feiras do mês de agosto às 20h no espaço Village que fica ao lado do Brazuca, bem perto do Shopping Ilha Plaza, mais algumas delas. Gostaria de convidar meus amigos para nos ajudar a identificar problemas, sugerir planos e metas ou mesmo dar idéias para que possamos lutar para a melhoria do nosso bairro. Qualquer idéia será bem-vinda, mas, para isso precisamos conversar muito, debater e chegar a um consenso do que é melhor e qual é a prioridade da Ilha. Independentemente da simpatia por um ou outro partido é importante para o bairro esse tipo de reunião, pois é através de debates que podemos conhecer melhor os pontos fracos e fortes do bairro.
Lembrando que ainda temos uma grande luta pela frente: o desejo da prefeitura de criar uma Vila Olímpica dentro da APARU do Jequiá.
Porque não criar essa vila olímpica no terreno em que seria construído do TPP? O quê o governo federal pretende fazer com aquela área? Porque não estender a outras áreas, como Tubiacanga? Que é distante e poderia atender outras comunidades da Ilha. Que autoridade a prefeitura tem para derrubar árvores e aterrar uma área de proteção permanente? Será que ela pretende passar por cima das leis federais? O que acham os insulanos disso tudo?
Agradeço a todos e espero poder contar com vocês nessa luta que é de todos nós.
 
Obrigada, 
 
Teresinha Victorino