sexta-feira, 25 de setembro de 2015
João Lara Mesquita: “Vejo a gente detonar e maltratar a costa”
Por José Truda e Marcio Isensee
João Lara
O velejador e jornalista João Lara Mesquita conta o que viu ao produzir a “Mar sem fim”. Nesta entrevista, ele relembra como conheceu quase virgem a costa que se estende ao longo da distância entre Rio de Janeiro e São Paulo, e como a abertura da estrada Rio-Santos, “a famigerada BR101, em seis meses, detonou a região”. Nos quarenta anos que se passaram, diz, “continuo vendo a gente detonar e ocupar mal a costa, maltratar a costa, acabar com a sua beleza cênica”.
Ele é a favor da ocupação e exploração turística da costa brasileira, mas seguindo limites que preservem a natureza e não destruam os seus ecossistemas. Também reconhece que o problema é mundial, extrapola o Brasil.
Para dar uma contribuição, quis investigar a situação da áreas protegidas marítimas brasileiras. Foi como surgiu a “Mar sem fim”, que após seu término ficará disponível ao público no seu site, inclusive para download.
Sua conclusão é que o estado dos áreas marítimas que visitou é péssimo, pior do que podia imaginar. “Para começar, é uma exceção a [administração de] unidade de conservação marinha que tem barco”, relata.
Clique no link abaixo para assistir ao vídeo completo da entrevista de João Lara Mesquita.
FONTE: http://www.oeco.org.br/reportagens/joao-lara-mesquita-vejo-a-gente-detonar-e-maltratar-a-costa/
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Em nova contagem, cientistas estimam 3 trilhões de árvores no mundo
Por Adam Vaughn*
O mundo tem 3 trilhões de árvores, mas, sem impacto humano, já teve 6 trilhões. Foto: Creative Commons
Os cientistas já calcularam quantos peixes há no mar (230 mil espécies), e quantas espécies existem no planeta (8,7 milhões). Agora, eles progrediram na contagem de todas as árvores do mundo.
Usando uma combinação de medições por satélite e terrestres, os pesquisadores estimaram pouco mais de 3 trilhões de árvores no planeta, mais de sete vezes o número calculado antes, em pesquisa feita sem revisão por pares (outros cientistas), e que se baseou apenas em imagens de satélite.
Mas o impacto humano sobre as florestas do mundo é “esmagador”, de acordo com a equipe internacional de 15 países. As atividades humanas levaram à perda de quase metade das árvores do mundo (45,8%), segundo o estudo.
Hoje, as pessoas são responsáveis pela perda de cerca de 15 bilhões de árvores por ano devido ao desmatamento e demanda de terras para a agricultura, um número que os autores disseram ser "consideravelmente maior" do que há apenas um século.
"A escala do impacto humano [que encontramos] foi astronômica. O número de árvores cortadas é quase 3 trilhões desde o início da civilização", diz Thomas Crowther, da Universidade de Yale, principal autor do estudo, publicado na revista Nature nesta quarta-feira.
"Eu não esperava que a atividade humana aparecesse como a restrição mais forte sobre a densidade de árvores em todos os biomas. Ela foi um dos reguladores dominantes do número de árvores em quase todo o mundo. Realmente, isso destaca quão grande é o impacto dos seres humanos sobre a Terra".
O estudo foi uma demanda de diferentes iniciativas para plantar árvores com intenção de obter uma visão mais clara do número-base de árvores, que permita compreender melhor o impacto de projetos tais como a campanha “Billion Tree”. Para Crowther, o fato de que havia muito mais árvores do que se pensava não diminui o mérito deste tipo de esforço.
"A mensagem é que um bilhão de árvores ainda é uma enorme contribuição", diz Crowther. "Me preocupava que prover esta informação pudesse parar iniciativas e fazer as pessoas entrarem numa de 'ok, plantar um milhão de árvores é inútil’, mas, na verdade, nós obtivemos a resposta oposta. Para ele, esses projetos deveriam passar a pensar em plantar um trilhão de árvores em vez de um bilhão.
As áreas mais densas em árvores foram encontradas nas florestas boreais do norte do Canadá, China e Rússia, embora os autores ressaltem que os dois últimos sejam lugares entre aqueles com a menor quantidade de dados obtidos no terreno. Florestas tropicais e subtropicais detêm a maior parte das árvores do mundo, com cerca de 1,39 trilhão no total, enquanto as regiões temperadas fortemente afetadas pelo homem, tais como a Europa e a Ásia têm apenas 0,61 trilhão.
A estimativa anterior de 400 bilhões de árvores no mundo, ou 61 por pessoa, foi baseada em imagens de satélite e publicada em um livro de 2009, em vez de uma revista científica. O novo estudo combina dados de satélite com mais de 400 mil medições terrestres, de fontes que incluem levantamentos florestais de governo.
Segundo o Dr. Simon Lewis, geógrafo da University College de Londres e da Universidade de Leeds, o novo trabalho é importante, mas não mostrou que havia mais árvores do que se pensava, porque a estimativa anterior não havia sido chancelada por uma revisão de outros cientistas.
"Para mim, esta é a primeira estimativa sólida do número de árvores. É uma peça importante e útil, mas devemos lembrar que o número de árvores não é necessariamente a melhor métrica para medir a saúde de um ecossistema ou a sua importância. Uma plantação grande de árvores iguais não é o mesmo que uma faixa de floresta amazônica".
Para Lewis, o estudo não muda a nossa compreensão do papel que as florestas têm em retardar as alterações climáticas provocadas pelo homem, porque a quantidade de carbono que as árvores do mundo podem armazenar já é bem conhecida. Mas afirma que tais visões globais “ajudam-nos a ver o mundo de uma maneira diferente", e a perda de 45,8% das árvores, desde o período pós-Pleistoceno é "muito impressionante".
A perda bruta de árvores foi estimada em cerca de 15.3 bilhões por ano, mas é provável que a perda líquida esteja mais perto de 10 bilhões por ano, já que crescem algo como 5 bilhões de árvores novas por ano, dizem os autores.
O estudo contou árvores que tinham pelo menos 10 cm de diâmetro, o único padrão utilizado universalmente, ou seja, há provavelmente outros bilhões de árvores menores que não entraram na conta.
*Esse artigo é publicado em parceria com a Guardian Environment Network, da qual ((o))eco faz parte. A versão original (em inglês) foi publicada no site do Guardian. Tradução de Eduardo Pegurier
Fonte: http://www.oeco.org.br/colunas/the-guardian-environment-network/em-nova-contagem-cientistas-estimam-3-trilhoes-de-arvores-no-mundo/
Metade das mortes de ambientalista no mundo ocorreu no Brasil
Graças às denúncias de Zé Cláudio, pelo menos 10 serrarias de castanheiras foram fechadas. Foto: Felipe Milanez
Era por volta de 7h30 da manhã do dia 24 de maio de 2011, o casal José Claudio Ribeiro, 54 anos, e Maria do Espírito Santo, de 53 anos, foram fuzilados numa emboscada na estrada que dava para o assentamento Praia Alta da Piranheira, em Nova Ipixuna, no Pará. José Cláudio costumava não pegar o mesmo caminho quando ia para cidade, pois sabia que estava marcado para morrer.
Na ocasião, Zé Cláudio teve a orelha cortada e a "prova" retirada pelos pistoleiros foi entregue ao mandante do serviço, que nunca foi julgado. Os pistoleiros foram presos e condenados em 2013. Já José Rodrigues Moreira, acusado de mandar matar o casal de extrativistas, foi absolvido por falta de provas.
O assassinato de José Carlos e Maria do Espírito Santo são dois de uma lista de 448 defensores do meio ambiente assassinadas entre 2002 e 2013 ocorridas apenas no Brasil, de acordo com o relatório da ONG Global Witness, publicado ontem (15). Foram 908 casos documentados pela organização em 35 países.
No mundo, 2012 foi o ano onde mais morreram ativistas ambientais, de acordo com a série histórica dos dados: 148 pessoas foram assassinadas por defender o meio ambiente naquele ano. No Brasil, entre eles, estavam os pescadores Almir Nogueira de Amorim e João Luiz Telles Penetra, encontrados na Baia de Guanabara entre os dias 24 e 25 de junho, poucos dias depois do encerramento da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.
De acordo com reportagem publicada pelo jornal espanhol El Pais, a organização admite que os dados são subestimados, já que só entraram no relatório dados baseados em documentação confiável e na verificação feito por parceiros locais da ONG. O resultado é um universo em que a América e a Ásia (veja infográfico) tiveram os piores resultados e países africanos como a Nigéria, República Democrática do Congo ou Zimbábue, onde há muito conflito por terra, não entraram na lista por ausência de documentação.
A principal conclusão do relatório diz respeito a um aspecto que a sociedade brasileira conhece bem: a impunidade. Dos casos acompanhados pela organização, apenas 10 foram julgados e condenados.
“Existem poucos sintomas mais determinantes e óbvios da crise ambiental mundial que um dramático aumento no assassinato de cidadãos que defendem os direitos sobre a terra ou o meio ambiente. No entanto, este problema que está se agravando tão rapidamente está acontecendo praticamente desapercebido e, na grande maioria dos casos, os responsáveis estão saindo livres”, afirma Oliver Courtney, porta-voz da Global Witness, à reportagem do El Pais.
Fonte: http://www.oeco.org.br/noticias/28225-metade-das-mortes-de-ambientalista-no-mundo-ocorreu-no-brasil/
“Mitos e Lendas” em exposição no Parque Estadual do Desengano
O Parque Estadual do Desengano (RJ) convida todos a visitarem da exposição “Mitos e Lendas”, do fotógrafo Gustavo Pedro.
Em “Mitos e Lendas” são contadas histórias sobre um Brasil continental e o folclore que percorre o imaginário popular. Através da beleza de imagens da natureza brasileira, de seus fenômenos culturais e crenças, a exposição fotográfica busca revelar uma identidade imaterial do povo brasileiro.
Inicialmente montada no Centro de Visitantes do Jardim Botânico do Rio de Janeiro em 2013, a exposição segue itinerância para o centro de visitantes do Parque Estadual do Desengano – PED, situado em Santa Maria Madalena.
Sobre o Fotógrafo
Gustavo Pedro é carioca, ambientalista, advogado e Leiloeiro Público por profissão. Atual presidente da Associação de Fotógrafos de Natureza-AFNATURA e diretor do Grupo Ação Ecológica-GAE, com publicações nacionais e internacionais em apoio a atividades conexas de fomento ao turismo sustentável, costumes tradicionais, projetos ambientais, bem como preservação de ecossistemas e espécies.
Sobre o Parque
O Parque Estadual do Desengano é a mais antiga unidade de conservação estadual e um dos últimos remanescentes florestais contínuos de expressiva extensão do Norte Fluminense. Abrange os municípios de Santa Maria Madalena, Campos dos Goytacazes e São Fidélis, e seu nome faz alusão ao ponto da unidade, a Pedra do Desengano. O Centro de Visitantes fica localizado na Avenida José Dantas dos Santos, 35 (Horto Florestal) – Santa Maria Madalena – RJ.
Imagens
Fonte: http://www.wikiparques.org/mitos-e-lendas-em-exposicao-no-parque-estadual-do-desengano/
Uma visão Germânica sobre o Islã
O autor deste texto é o Dr. Emanuel Tanya, um
psiquiatra conhecido e muito respeitado.
Um homem, cuja família era da aristocracia alemã
antes da II Guerra Mundial, era dono de um grande número de indústrias e
propriedades. Quando questionado sobre quantos alemães eram nazistas
verdadeiros, a resposta que ele deu pode orientar a nossa atitude em relação ao
fanatismo.
"Muito poucas pessoas eram nazistas
verdadeiros ", disse ele, "mas muitos apreciavam o retorno do orgulho
alemão, e muitos mais estavam ocupados demais para se importar. Eu era um
daqueles que só pensava que os nazistas eram um bando de tolos. Assim, a
maioria apenas sentou-se e deixou tudo acontecer. Então, antes que soubessemos,
pertenciamos a eles, nós tínhamos perdido o controle, e o fim do mundo havia
chegado. Minha família perdeu tudo. Eu terminei em um campo de concentração e
os aliados destruíram minhas fábricas".
Somos repetidamente informados por
"especialistas" e "cabeças falantes" que o Islã é a
religião de paz e que a grande maioria dos muçulmanos só quer viver em paz.
Embora esta afirmação não qualificada possa ser verdadeira, ela é totalmente
irrelevante. É sem sentido, tem a intenção de nos fazer sentir melhor, e
destina-se a diminuir de alguma forma, o espectro de fanáticos furiosos em todo
o mundo em nome do Islã.
O fato é que os fanáticos governam o Islã neste
momento da história. São os fanáticos que marcham. São os fanáticos que travam
qualquer uma das 50 guerras de tiro em todo o mundo. São os fanáticos que
sistematicamente abatem grupos cristãos ou tribais por toda a África e estão
tomando gradualmente todo o continente em uma onda islâmica. São os fanáticos
que bombardeiam, degolam, assassinam, ou matam em nome da honra. São os
fanáticos que assumem mesquita após mesquita. São os fanáticos que zelosamente
espalham o apedrejamento e enforcamento de vítimas de estupro e homossexuais.
São os fanáticos que ensinam seus filhos a matarem e a se tornarem
homens-bomba.
O fato duro e quantificável é que a maioria
pacífica, a "maioria silenciosa", é e está intimidada e alheia. A
Rússia comunista foi composta por russos que só queriam viver em paz, mas os
comunistas russos foram responsáveis pelo assassinato de cerca de 20 milhões de
pessoas. A maioria pacífica era irrelevante. A enorme população da China também
foi pacífica, mas comunistas chineses conseguiram matar estonteantes 70 milhões
de pessoas.
O indivíduo médio japonês antes da II Guerra
Mundial não era um belicista sadista... No entanto, o Japão assassinou e
chacinou em seu caminho por todo o Sudeste Asiático em uma orgia de morte, que
incluiu o assassinato sistemático de 12 milhões de civis chineses, mortos pela
espada, pá, e baioneta. E quem pode esquecer Ruanda, que desabou em
carnificina. Não poderia ser dito que a maioria dos ruandeses eram "amante
da paz"?
As lições da História são muitas vezes incrivelmente
simples e contundentes, ainda que para todos os nossos poderes da razão, muitas
vezes falte o mais básico e simples dos pontos: os muçulmanos pacíficos se
tornaram irrelevantes pelo seu silêncio. Muçulmanos amantes da paz se tornarão
nossos inimigos se não falarem, porque como o meu amigo da Alemanha, vão
despertar um dia e descobrir que são propriedade dos fanático, e que o final de
seu mundo terá começado.
Amantes da paz alemães, japoneses, chineses,
russos, ruandeses, sérvios, afegãos, iraquianos, palestinos, somalis,
nigerianos, argelinos, e muitos outros morreram porque a maioria pacífica não
falou até que fosse tarde demais.
Agora, orações islâmicas foram introduzidas em
Toronto e outras escolas públicas em Ontário, e, sim, em Ottawa também,enquanto
a oração do Senhor foi removida (devido a ser tão ofensiva?). A maneira
islâmica pode ser pacífica no momento em nosso país, até os fanáticos se
mudarem para cá.
Na Austrália, e de fato, em muitos países ao redor
do mundo, muitos dos alimentos mais comumente consumidos têm o emblema halal
sobre eles. Basta olhar para a parte de trás de algumas das barras de chocolate
mais populares, e em outros alimentos em seu supermercado local. Alimentos em
aeronaves tem o emblema halal, apenas para apaziguar uma minoria privilegiada,
que agora está se expandindo rapidamente dentro das margens da nação.
No Reino Unido, as comunidades muçulmanas se
recusam a integrar-se e agora há dezenas de zonas "no-go" dentro de
grandes cidades de todo o país em que a força policial não ousa se intrometer.
A Lei Sharia prevalece lá, porque a comunidade muçulmana naquelas áreas se
recusa a reconhecer a lei britânica.
Quanto a nós que assistimos a tudo se desdobrar,
devemos prestar atenção para o único grupo que conta - os fanáticos que ameaçam
o nosso modo de vida.
ESTAMOS EM SILÊNCIO.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
Novo esforço pode devolver ararinha-azul à natureza
Novo esforço pode devolver
ararinha-azul à natureza
Celso
Calheiros - 12/06/12
O Al Wabra Wildlife Preservation, no Qatar, mantém 60 ararinhas. (Fonte: Divulgação)
O caminho de volta
da ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) para a natureza é delicado e repleto de
obstáculos intermediários. A população total da espécie hoje é de 93 aves,
todas criadas em cativeiros, das quais 87 estão em instituições fora do Brasil.
No entanto, junto com as fundações estrangeiras que criam os espécimes em
cativeiro, o ICMBio articulou um plano para reintroduzir este psitacídeo ao seu
habitat, uma pequena faixa do Sertão que margeia o Rio São Francisco
Esses números
mostram a precariedade da situação da ararinha-azul. A ave está na lista
vermelha da IUCN é classificada, desde 1994, como criticamente em perigo
de extinção. O plano para seu o retorno à natureza é rico em
detalhes, etapas preparatórias e missões para as instituições mantenedoras além
da simples cessão de exemplares da espécie.
A Al Wabra
Wildlife Preservation (AWWP), do Qatar, é um dos parceiros críticos. Entre as 5
instituições mantenedoras das 80 aves disponíveis para o programa (13
indivíduos estão, hoje, na Suíça e não participarão) possui 60 indivíduos, de
longe o maior número reunido de ararinhas-azul. Outro ponto a favor do projeto
foi o ingresso de um parceiro de peso. A Vale agora integra o grupo
composto pela a SAVE Brasil, ICMBio e Al Wabra.
A chegada da Vale
no projeto é comemorada pelo coordenador de manejo para conservação de espécies
ameaçadas do ICMBio, Ugo Vercillo. Ele diz que a parceria é a nova filosofia
que o ICMBio procura implantar. “O governo sozinho faz pouco. Solitárias, a
sociedade organizada e as empresas também. Agora, se todos se juntam, as
capacidades são multiplicadas e grandes objetivos podem ser atingidos”, afirma.
A diretora de Meio Ambiente da Vale, Gleuza Jesué, destaca o projeto: “Temos
todo interesse em contribuir para a pesquisa dessa espécie e a possível
reintrodução da mesma em seu ambiente natural”.
A Al Wabra, por
exemplo, abraçou a causa das ararinhas desde 2000. Ela possui conhecimento
adquirido por uma equipe composta de 2 curadores, 4 veterinários, 5 biólogos e
40 tratadores que trabalham perto da cidade de Al Shahaniyah, no Qatar. A
instituição é mantida pelo xeque Saoud bin Mohamed bin Ali Al-Thani, que herdou
a coleção do seu pai, o xeque Saoud.
O Al Wabra Wildlife Preservation, no Qatar, mantém 60 ararinhas. (Fonte: Divulgação)
Além da área de 2,5km2 na sede, dedicados a manutenção de 1.955 animais de 90 espécies, a Al Wabra adquiriu a fazenda Concórdia, em Curará, Bahia, local onde foi encontrado o ninho da última ararinha-azul na natureza, em 2000. A fazenda possui 2.380 hectares e poderá se transformar em reserva particular.
Além da área de 2,5km2 na sede, dedicados a manutenção de 1.955 animais de 90 espécies, a Al Wabra adquiriu a fazenda Concórdia, em Curará, Bahia, local onde foi encontrado o ninho da última ararinha-azul na natureza, em 2000. A fazenda possui 2.380 hectares e poderá se transformar em reserva particular.
Este ano, os biólogos da Al Wabra avançaram na técnica da inseminação
artificial sistemática, com apoio da Universidade de Giessen, na Alemanha, e da Parrot
Reproduction Consulting, consultoria em reprodução de papagaios que desenvolveu
a técnica para a universidade em conjunto com os veterinários e ornitólogos da
Al Wabra. Como resultado, 5 filhotes nasceram. “Estão sendo criados à mão”,
conta a bióloga da Al Wabra, Monalyssa Camandaroba. A pesquisadora diz que a
prioridade número um é o aumento da população em cativeiro, para possibilitar o
sucesso do programa de reintrodução no Brasil. “A Al Wabra está pronta para
desempenhar um papel importante para alcançar esse objetivo”, garante.
No período
reprodutivo do próximo ano, espera-se uma maior quantidade de ovos
fertilizados. As fêmeas sem macho vão ser estimuladas por machos estéreis de outras
espécies, como Ara severa ou Orthopsittaca manilata, para, em seguida, seus
ovos serem inseminados com esperma de ararinha-azul. “Não temos como assegurar
o sucesso da reprodução assistida, mas vamos aumentar a quantidade de aves
estimuladas e ovos inseminados”, disse Monalyssa.
A ACTP, Association for the Conservation
of Threatened Parrots, mantém 7 ararinhas em cativeiro. Da esquerda para a
direita estão Felicitas, Frieda, Paula e Paul. (Foto: Patrick Pleul
/dpa/Zentralbild)
|
O manejo na
reprodução da ararinha-azul possibilitará combinações genéticas, para
estabelecer os melhores casais, aumentando a variabilidade dos genes. Outra
forma para alcançar o mesmo objetivo é induzir a fertilização de um ovo por
dois ou três machos distintos. Ambas as técnicas têm o intuito de melhorar a
herança genética desses animais. Vercillo relembra um conhecimento chave sobre
a sobrevivência das espécies. “Quanto maior a variabilidade genética, maior a
chance de a população sobreviver na natureza”.
Com a mesma
intenção, os biólogos da Al Wabra planejam criar um híbrido. Ele fortalecerá o
vigor genético das ararinhas-azul em cativeiro. A estratégia, esclarece
Monalyssa, é adotada em populações sob risco de extinção. A criação de um
filhote híbrido ajudou a melhorar a genética do mutum-de-Alagoas, ave da Mata
Atlântica nordestina também extinta na natureza. “Essa ação fortifica o quadro
genético”, explica.
No caso da
ararinha-azul, o híbrido é essencial, pois todas as que restam espalhadas pelo
mundo provêm de um único casal. Logo, a variabilidade genética das
sobreviventes é baixa. Nesse caso, a espécie que será usada para produzir o
híbrido é a maracanã-do-buriti (Orthopsittaca manilata).
A espécie é
bandeira da conservação, que desperta no grande público a necessidade de
mantermos nossa fauna, conta Pedro Develey, da Save Brasil. “A ararinha-azul é
como o urso panda ou os golfinhos”, compara. O filme de animação Rio, do
diretor brasileiro Carlos Saldanha, chamou a atenção para o tráfico internacional
de aves com as aventuras de Blu, a ararinha-azul solitária que foi levada
ilegalmente para os EUA. Com o anúncio de Rio 2, Develey quer contatar Saldanha
para aproximá-lo da causa e – por que não? – para o plano de reintrodução da
ave na natureza.
O objetivo principal é reintroduzir a
ararinha-azul no seu habitat, a Caatinga, bioma que também será beneficiado
pelo projeto. (Foto: Edson Ribeiro)
|
Develey conta que
proteger o habitat da ararinha-azul é uma estratégia para proteger todo o
bioma. “Estive na Caatinga e, sem grandes rigores, registramos cerca de 120
espécies de aves”, conta. O princípio de unir a salvação da ararinha-azul à
conservação da Caatinga é real e consta do sumário executivo do Plano de
Ação Nacional para a Conservação da Ararinha-Azul. Prevê-se a criação de
unidades de conservação concomitantes ao retorno da ave à natureza. “Vamos
discutir com calma sobre essas unidades de conservação, mas podemos imaginar
que serão abertas ao público e podem se tornar um atrativo turístico para a
observação de pássaros”.
A Save tem vasta
experiência no estímulo à observação de aves. Um aspecto que chamou a atenção
do diretor da instituição é a boa qualidade do habitat da ararinha-azul. “A
Caatinga está toda lá, com todas suas ricas características, inclusive as
caraibeiras [tronco de árvore preferido pelas ararinhas]. Encontramos vários
outros psitacídeos, como as maracanãs e o papagaio-verdadeiro. Dói saber que
está faltando uma espécie, que deveria estar lá, se não fosse a ação dos
traficantes de animais silvestres”, diz Develey.
Acima,
mapa da localização do município de Caraça, habitat das ararinhas.
O habitat da
ararinha-azul é uma pequena faixa, em uma região quente e semiárida, com
precipitação anual na ordem dos 460 mm, concentrados nos meses de dezembro a
abril. Curaçá, Bahia, às margens do Rio São Francisco, é o município que tem
recebido mais atenções do plano de ação, mas há outros candidatos que também
margeiam o velho Chico, como Riacho da Vargem, Riacho Macururé e Riacho da
Brígida, esse último em Pernambuco.
O diretor de
Cultura do município de Curaça, Fernando Ferreira, explica que na cidade já
existe um ânimo favorável para o retorno desses ilustres ex-habitantes. “O
prefeito tanto explica para as comunidades mais afastadas a importância das
ararinhas, como também sonha com o movimento de turistas e pesquisadores,
interessados em vê-las de volta à natureza”, relata. Fernando Ferreira é também
autor da música Brincadeiras de arara, que serve de trilha musical para o vídeo
Ararinha na natureza, sobre o projeto, disponível no YouTube.
O projeto também
buscará medidas compensatórias de intervenções que causam impacto negativo. Um
exemplo são os linhões de transmissão de energia elétrica, apontados como
potencialmente perigosos para aves. Haverá uma articulação com a agência
ambiental baiana para garantir que novas licenças ambientais na região
considerem o trabalho.
Por fim, além de
oferecer um “lar” para esses psitacídeos de tamanho médio (o corpo da
ararinha-azul mede entre 55 cm e 57 cm), é preciso educar e incentivar o homem
simples a participar da conservação. O plano procurará envolver a comunidade e
fazê-la compreender os benefícios em jogo.
Antes da soltura
dos casais de ararinhas-azuis (entre 5 e 10 casais, nos cálculos dos
entusiastas do projeto), está previsto, antes, um teste: fazer o mesmo com
casais de maracanãs, espécie comum ao mesmo habitat, porém, que não estão em
risco de extinção. Investigados os resultados dessa experiência, provavelmente
em 2017, estarão cumpridas as etapas essenciais para a reintrodução da
ararinha-azul, espécie do sertão de beleza e graça tão raras que a cobiça
humana quase pôs-lhe um fim.
Mantenedores de
reprodução em cativeiro
|
||
Governo
Brasileiro
|
São Paulo,
Brasil
|
4
|
Fundação
Lymington
|
São Paulo,
Brasil
|
1
|
Fundação Loro
Parque
|
Tenerife,
Espanha
|
8
|
Al-Wabra
Wildlife Preservation
|
Sharharnia,
Qatar
|
60
|
Association for
the Conservation of Threatened Parrots
|
Schöneiche,
Alemanha
|
7
|
*A Suíça possui 13
ararinhas azuis que não estão no plano nacional de ararinha-azul na natureza
Fonte: http://www.oeco.org.br/reportagens/26094-novo-esforco-pode-devolver-ararinha-azul-a-natureza
Ararinhas-azuis: filhotes brasileiros e quiçá uma UC
Filhotes de Ararinhas-Azuis
Os dois novos filhotes de ararinha-azul, nascidos em cativeiro no Brasil, reforçam os planos de reintroduzir a espécie de volta a seu habitat até 2021. Foto: Leonardo Milano/ICMBio
Manaus, AM - O Ano
Novo traz uma grande esperança para dois filhotes de ararinhas-azuis, nascidos
há dois meses no cativeiro no interior de São Paulo: a possibilidade do governo
federal criar uma Unidade de Conservação de Uso Sustentável com 44 mil hectares,
em Curaçá (BA), região onde viviam os últimos da espécie em vida livre. A
proposta da reserva já está pronta e a criação já foi até anunciada pelo
Ministério do Meio Ambiente, em maio. Agora só falta virar realidade.
As ararinhas-azuis
nasceram entre os dias 25 e 27 de outubro, no interior de São Paulo, em uma
instituição privada, o criadouro científico Nest, que tem o endereço sigiloso
por questões de segurança. São os primeiros filhotes a nascer no Brasil, desde
o ano 2000. A intensão é reproduzir a espécie em cativeiro até atingir um
número suficiente para que seja feita a reintrodução no ambiente natural. A
expectativa é chegar a 150 aves em cativeiro antes de iniciar a soltura,
prevista para acontecer até 2021.
O diretor de
Conservação da Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil (Save Brasil), Pedro Develey, explica que
nessa região da caatinga se destacam as matas ciliares, com caraibeiras, uma
espécie de ipê que chega a 20 metros de altura. "Elas têm porte necessário
para suportar cavidades de tamanho suficiente para o ninho de uma
ararinha", explica. Além disso, é uma região bem conservada, situação
diferente de áreas próximas ao município de Juazeiro (BA) ou a outra margem do
rio São Francisco, em Pernambuco, que já estão bastante degradadas.
A área protegida
serviria também para proteger outros animais da caatinga, que ainda são
encontrados por lá, como o tatu-bola. "A ararinha acaba sendo uma bandeira
para outras espécies", afirma Develey. De acordo com ele, a proposta de
ser um Unidade de Uso Sustentável se deve a presença de população humana e à
criação de cabras na região. "Não tem como tirar as pessoas de lá e isolar
a área. E não vamos conseguir tirar todas as cabras dali", explica
Develey. "A ideia da integração é possível e aí você vai ter as pessoas
como aliadas. Vão ver que a Unidade de Conservação ali
foi positiva", completa. Entre as propostas, estão a concessão da bolsa
verde a moradores da região.
Filhotes de
ararinha
"Filhotes estão saudáveis e se desenvolvem de maneira excepcional",diz o pesquisador Ramiro Dias. Foto: Leonardo Milano/ICMBio
A ararinha-azul
teve sua população dizimada principalmente devido ao tráfico de animais. Hoje,
existem 99 em cativeiro, 13 no Brasil, incluindo os filhotes. O projeto de
reintrodução é coordenado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres do ICMBio (Cemave) e
conta com parceria da Vale e organizações sem fins lucrativos, como o Fundo
Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e a Sociedade para a
Conservação das Aves do Brasil (Save Brasil). A última reprodução em cativeiro
no Brasil havia ocorrido há 14 anos, quando nasceu Flor, mãe dos dois filhotes
nascidos em outubro. A Al-Wabra Preservação da Natureza, do Catar, e Associação
para a Conservação de Papagaios Ameaçados (ACTP, em inglês) e a Fundação
Lymington também participam do programa.
Os filhotes
nasceram com cerca de 15 gramas (os adultos pesam entre 310 e 340 g) e, nas
primeiras semanas, a alimentação foi feita pelos pais, sem interferência dos
cuidadores. Depois, passou a ser feita manualmente. Eles estão saudáveis e se
desenvolvem de maneira excepcional, segundo o veterinário do Nest, Ramiro Dias.
O sexo dos bebês ainda não é conhecido e só deve ser revelado após análises
genéticas. Os nomes das ararinhas devem ser escolhidos em uma votação pública,
a ser promovida pelo ICMBio.

Fotos de Leonardo Milano\ ICMBio
Fonte: http://www.oeco.org.br/noticias/28845-ararinhas-azuis-filhotes-brasileiros-e-quica-uma-uc
domingo, 2 de novembro de 2014
Montpellier, França
Montpellier
Por: Teresinha Victorino
A cidade de Montpellier é verdadeiramente francesa, diferente
da cosmopolita Paris, mesmo sendo a oitava maior cidade da França, ela é
tranquila como uma vila, mas ousada como uma metrópole.
Montpellier é a capital do Languedoc, uma cidade
universitária com mil anos de história que possui uma das mais antigas
faculdades de medicina do país, fundada em 1289. Mas a pesar disso é jovem e
receptiva.
Misturando o clássico com o moderno, Montpellier está
melhorando e ficando mais colorida. O Odysseum é shopping mais futurista do
país. Essa mistura entre o clássico e o sexy resultou no bonde mais inusitado
do mundo: o bonde, que é algo antigo por definição, se tornou o meio de
transporte mais moderno do país. Localizado na parte nova da cidade, Centre
Commercial Odysseum que está no ponto final da linha 1 do bonde, oferece aos
visitantes as compras da viagem.
O mais famoso ponto turístico de Montpellier, a Place de la
Comédie é um bom ponto de partida conhecer a cidade. Outro ponto turístico da
cidade é o Jardim do Peyrou desenhado em 1688 nos limites da cidade e que hoje
se localiza no centro. Nele termina o aqueduto de St Clement conhecido como
"les Arceaux", que abastecia as fontes da cidade e onde se pode
apreciar a vista sobre "les Garrigues" e "Les Cevennes".
O centro história da cidade é conhecido por Écusson, ou cidade
antiga. É um labirinto de ruelas logo atrás da Comédie, uma vila que é linda de
fotografar e fácil de se perder. Subindo pela Comédie e atravessando todo o Écusson,
chega a Rue Foch, que é a avenida principal de de Montpellier. Na esquerda
tem um grande arco e na esquerda volta para a Écusson.
No centro histórico da cidade pode-se visitar a Catedral de
St Pierre onde se situa a antiga Universidade de Notre Dame des Tables, Les
Ursulines e a "Place de la Comedie" onde se encontra a Ópera Comédie
uma das mais antigas salas de espetáculos do país construída em 1755.
O Hotel de Ville é o prédio mais bonito da cidade, um
enorme cubo de aço projetado por Jean Nouvel. É o mini distrito financeiro
de Montpellier. Localizado as margens do Le Les, o rio que corta a cidade e tem
vários restaurantes em sua orla.
Outro pouco turístico é o complexo "Antigone",
moderno e com uma bela arquitetura.
A poucos quilômetros de distância das Praias de Palavas,
Carnon e La Grande Motte onde pode-se encontrar bom peixe e dar um mergulho no
Mediterrâneo.
Place de Zeus é um lugar charmoso, estudantil e com
várias opções mais econômicas de hospedagem. Um excelente lugar para se hospedar
em Montpellier.
Todo mundo chega de trem pela estação Saint-Roch, a 200
metros da Place de la Comedie. São apenas 3:20 hrs de Paris. Para quem vem de
ônibus a viagem é um pouco mais longa, mas a estação rodoviária fica na
parada Sabines da linha 2 do bonde. Eurolines e Linebus ligam
Montpellier a quase 20 cidades europeias. Para quem chega de avião, existe um aeroporto bem
próximo do centro da cidade, a cerca de 10 minutos de carro.
Os mosqueteiros do Rei da França “Um por todos e todos por um”
Os Mosqueteiros do Rei da França
Por: Teresinha Victorino
No século 17, havia uma corporação
militar, considerada a elite do exército francês, que servia como escolta
pessoal do rei. Essa tropa surgiu por volta de 1600, quando o soberano Henrique
IV formou um grupo de guardas, cuidadosamente selecionados, que passou a ser
responsável por sua segurança. Eram exímios espadachins. O desenvolvimento do
mosquete, uma arma mais avançada, mudou o nome do grupo. "Quando Luís XIII
(pai de Luis XIV) subiu ao trono da França (em 1610), ordenou que os
carabineiros fossem armados com mosquetes. Então, esses soldados se tornaram
conhecidos como mosqueteiros".
No começo, a tropa tinha só 100 homens,
que recebiam treinamento em esgrima, tiro ao alvo e táticas de combate, além de
aulas sobre a refinada etiqueta da corte francesa.
Símbolo
do grupo era alusão a um rei francês:
1. MANTO
No
início, os mosqueteiros usavam mantos azuis, com seu símbolo bordado na frente
e atrás. Como o manto atrapalhava os movimentos em combate, ele foi
posteriormente substituído por uma jaqueta justa de tecido grosso.
2. FAIXA
Feita de
couro ou de pano, atravessava o peito do espadachim e servia para pendurar
pequenas bolsas com projéteis - balas redondas de ferro, pesando 60 gramas.
O emblema
que passou a identificar os mosqueteiros era bordado com fios dourados e
prateados. A cruz com flores-de-lis sobre um sol estilizado era uma alusão ao
símbolo de Luís XIV, chamado de "Rei Sol".
4.
MOSQUETE
A arma
que dava nome ao grupo militar era carregada pela boca e tinha que ser apoiada
numa forquilha para disparar. O mosquete media quase 2 metros de comprimento,
pesava 9 quilos e atirava projéteis a 160 metros de distância. Sua precisão,
porém, era mínima.
5.
ACESSÓRIOS
Entre os acessórios usados pelo mosqueteiro estava um chifre de boi, que
servia como recipiente para pólvora. Ele costumava ser pendurado num cinto de
couro, onde podiam ficar presas também as bainhas de um punhal e da espada.
O Livro de Alexandre Dumas, pai.
Alexandre Dumas, os escritor francês do clássico "Os Três Mosqueteiros"
Clássico da capa e espada. A história se passa na França do século XVII, durante o reinado de Luis XIII. Os três mosqueteiros - Aramís, Porthos, Athos - fazem parte da guarda pessoal do rei e conhecem o novato conhecem D´Artagnan em um duelo. Eles se tornarão amigos inseparáveis e lutarão contra os soldados do cardeal Richelieu, inimigo do rei.
Os Três
Mosqueteiros é o primeiro livro da série “capa-e-espada” e aventura que
confere a Alexandre Dumas, escritor francês, fama internacional.
Sua trama engenhosamente tecida, com muita ação, comicidade e erotismo, fiz
desta obra um sucesso instantâneo e secular.
Esse romance
conta as aventuras de quatro grandes heróis: Athos, Aramis, Porthos e
D’artaghan – este último, aspirante a mosqueteiro – ambientado na França do
século XVII, onde florescia o esplendor da corte, o sensacionalismo das
intrigas políticas e o poderio econômico e cultural de uma época brilhante.
Através de um
estilo de plena vitalidade, Dumas conseguiu suprir nesse romance as lacunas do conhecimento
histórico que sua personalidade inquieta nunca lhe permitiu aprofundar. Para
isso, inseriu alguns pormenores que faziam parte de seu cotidiano entre atrizes
e conspirações, construindo assim uma “pintura fantasiosa” do cenário da França
do século XVII.
De acordo com
alguns historiadores, Dumas pretendia fazer de d’Artaghan um personagem
secundário, cuja função seria introduzir os três mosqueteiros na história. Mas
o personagem foi se desenvolvendo, tornando se uma figura atraente, a ponto de Alexandre
Dumas resolver “promove-lo” aos poucos, até ele atingir o posto tão sonhado de
mosqueteiro. Contudo, o título original da narrativa não se alterou.
De todos os
mosqueteiros, Athos é o mais romântico. Guarda consigo o segredo de ter sido
casado com Milady, a pérfida espiã a serviço do cardeal Richelieu; Aramis, este
é astuto e generoso, que vê a vida como um jogo divertido, composto de amor,
ação e preces. Ele se envolve apenas em assuntos que dizem respeito a sua
espada, episódios sentimentais e à Igreja; Porthos é alto, gordo e bondoso,
facilmente maleável e não muito inteligente.
É o
personagem favorito de Dumas. Conta-se que, ao ser obrigado pelo enredo a
matá-lo, o escritor chorou.
As aventuras
dos três mosqueteiros se estendem a outros dois livros do mesmo autor: “Vinte
anos depois” (1845) e “O Visconde de Bagelonne”(1848). Os três mosqueteiros
foram várias vezes adaptados para o cinema. Sua mais recente versão data de
1993 e conta com a direção de Stephen Herek, no elenco Chris O’Donnel no papel
de D’Artagnan, Kiefer Sutherland como Athos, Charlie Sheen como Aramis e Oliver
Platt como Porthos.
Os filmes
Foram muitos os filmes baseados no clássico livro de Alexandre Dumas. Abaixo, o filme de 2011.
De produção francesa, inglesa, alemã e americana (2011).
Direção: Paul W. S. Anderson.
Elenco: Mila Jovovich, Logan Lerman, Orlando Bloom, Luke Evans, Christoph Waltz, James Corden, Juno Violet Temple, Mads Dittman Mikkelsen, David Matthew Macfadyen, George Raymond Stevenson.
Sinopse: O jovem D’Artagnan se une a três destemidos mosqueteiros nessa nova versão da clássica história de Alexandre Dumas. Entre lutas de espadas e perseguições alucinantes, eles precisam deter os avanços do vilão Richileu e proteger a bela Milady. Prepare-se para embarcar nas mais eletrizantes aventuras já realizadas em 3D.
Link para assistir online:
A série
A BBC de Londres lançou este ano (2014) uma série televisiva do clássico livro de Alexandre Dumas.
The Musketeers, série da BBC de Londres.
A série de 2014, tem no elenco, Peter Capaldi, como o Cardeal
Richelieu, além de Santiago Cabrera, Tom Burke e Howard Charles, respectivamente
Aramis, Athos e Porthos, já Luke Pasqualino interpreta D’Artagnan.
The Musketeers que
estreia no Reino Unido em janeiro de 2014 ainda não tem uma data para chegar ao
Brasil.
Sinopse
Situada na Paris do século 17, a série vai acompanhar as missões do misterioso Athos (Tom Burke, de The Hour), o valente Aramis (Santiago Cabrera, de Merlin) e o humilde Porthos (Howard Charles), soldados treinados e aventureiros que trabalham como guardas pessoais do Rei Luís XIII (Ryan Gage, de O Hobbit: A Desolação de Smaug)
Posteriormente, o trabalhador rural D'Artagnan (Luke Pasqualiano, de Skins) se juntará ao famoso trio de mosqueteiros para vingar a morte do pai. contra as tramas do Cardeal Richelieu (Peter Capaldi, da série Doctor Who), um homem ambicioso, que tem como cúmplice a bela Milady de Winter (Maimie McCoy, da série Personal Affairs), uma das mais misteriosas e belas mulheres de Paris.
Situada na Paris do século 17, a série vai acompanhar as missões do misterioso Athos (Tom Burke, de The Hour), o valente Aramis (Santiago Cabrera, de Merlin) e o humilde Porthos (Howard Charles), soldados treinados e aventureiros que trabalham como guardas pessoais do Rei Luís XIII (Ryan Gage, de O Hobbit: A Desolação de Smaug)
Posteriormente, o trabalhador rural D'Artagnan (Luke Pasqualiano, de Skins) se juntará ao famoso trio de mosqueteiros para vingar a morte do pai. contra as tramas do Cardeal Richelieu (Peter Capaldi, da série Doctor Who), um homem ambicioso, que tem como cúmplice a bela Milady de Winter (Maimie McCoy, da série Personal Affairs), uma das mais misteriosas e belas mulheres de Paris.
Trailer Oficial da BBC: https://www.youtube.com/watch?v=G8Nkc69MYoU
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