domingo, 12 de junho de 2011

1° Batalha dos Guararapes completou 363 anos

A Batalha dos Guararapes, óleo sobre tela por Victor Meirelles de Lima 
Em busca da produção de açúcar, os holandeses criaram a Companhia das Índias Ocidentais, e atracaram na Bahia em 1624, munidos de 26 navios e 500 canhões, e conseguiram permanecer na cidade até o final do mesmo ano, quando tropas espanholas os expulsaram da cidade. Sendo assim, em 1630 rumaram para Pernambuco, ocupando uma área que ia do Sergipe ao Maranhão, aonde concentraram seus esforços e esboçaram um governo, que ficou conhecido como o Brasil-holandês.
A colonização holandesa no território pernambucano foi comandada por Mauricio de Nassau, e ficou marcado como um período de grande desenvolvimento e urbanização da região. Além disso, Nassau instituiu órgãos de representação municipal, semelhantes à câmara de vereadores, para que houvesse participação política da população, e colocou à disposição dos senhores de engenho recursos financeiros para a aquisição de maquinário e escravos para a fabricação do açúcar.
Em 1640, com o fim do domínio espanhol sob Portugal, o Rei João IV, retirou Pernambuco do domínio holandês e Nassau foi embora do Brasil. O Governo holandês resistiu no local, o que revoltou os proprietários de engenho, que há muito não estavam satisfeitos com a ocupação.
Os próximos anos foram de pequenas batalhas e tentativas infrutíferas de expulsar os holandeses das terras, o que culminou com a união de quatro lideranças que possuíam o mesmo objetivo: restituir integralmente Pernambuco ao Brasil. Em 1645, começou uma insurreição popular liderada por André Vidal de Negreiros defensor dos nordestinos, pelo senhor de engenho português João Fernandes Vieira, pelo índio Felipe Camarão, o ‘Potiguaçu’, e pelo líder dos escravos Henrique Dias. Os integrantes dessas tropas ficaram conhecidos como Patriotas.
O principal episódio da insurreição foi a 1° Batalha dos Guararapes, que aconteceu em 19 de abril de 1648. Na ocasião, tropas holandesas rumaram para a região do Cabo, em Pernambuco, visando ocupar a região, mas foram emboscadas pela tropa dos Patriotas. Após a batalha, na qual prevaleceu o conhecimento da região que só os brasileiros possuíam,  o exército holandês recuou. Em 1649, houve a 2° Batalha dos Guararapes, e novamente os holandeses foram derrotados, mas muitos deles permaneceram em Recife até o ano de 1654, aprisionados pelos Patriotas.
A união de diversas etnias que formam o Brasil, como a portuguesa, indígena e negra, faz a Batalha dos Guararapes ser referência como a primeira ocasião em que os brasileiros defenderam sua nação, incutindo no povo o espírito de rebeldia contra qualquer tipo de opressão, por isso o dia 19 de abril também é considerado o dia de origem do Exército Brasileiro.

Fonte:
http://www.parquehistoricodecarambei.com.br/destaque/1%C2%B0-batalha-dos-guararapes-completa-363-anos/
  
Mauricio de Nassau: 
O conde Johann Moritz of Nassau-Siegen tem um lugar especial na História do Brasil. Conhecido pelo nome "brasileiro", Maurício de Nassau, ele governou a  colônia holandesa no Nordeste do Brasil, com a capital em Recife, de 1637 a 1644.
Sua administração tornou-se conhecida pelos trabalhos de cientistas e artistas que o acompanharam e, sob seu patrocínio, exploraram e pintaram a nova terra, suas belezas naturais e seus habitantes. Esses trabalhos são apreciados ainda hoje. Tanto, que 2004 foi escolhido para ser o Ano de Nassau, no Brasil, na Alemanha e na Holanda, em homenagem aos 400 anos de seu nascimento.
Como muitos membros da família Nassau, o conde Johann Moritz seguiu a carreira militar a serviço do Estado holandês, depois de receber educação humanística nas Universidades de Basiléia e Genf. Nassau era de origem alemã, nascido numa cidade perto de Frankfurt e de Siegen. Era de uma família nobre que tinha dois ramos, um alemão e outro holandês.
Ele trabalhava para a Companhia das Índias Ocidentais ou WIC (sigla de West-Indische Compagnie, no idioma neerlandês ou holandês), quando veio administrar a colônia da Nova Holanda no Brasil, aos 33 anos de idade. Os diretores da WIC convenceram o governo holandês da importância do comércio do açúcar para a sua economia.
O passo seguinte foi a invasão do território brasileiro. Primeiro os holandeses tentaram a Bahia, mas foram repelidos. Depois, conquistaram Pernambuco e se instalaram na região, em Olinda e Recife. De lá expandiram sua ocupação até o atual território de Sergipe, ao sul, e, ao norte, pelos atuais estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.
Nomeado governador, Nassau era estrangeiro, invasor e protestante, numa terra de colonizadores católicos portugueses. Mas cativou de tal forma a população que esta o ajudava espontaneamente em suas obras para modernizar a cidade, e mantinha boas relações com os senhores de engenho. Conta-se que quando o governador quis construir um zoológico, a população doou uma grande quantidades de animais selvagens, sem que Maurício pedisse. Suas realizações durante sua estadia no Brasil ultrapassaram as atribuições normais de um governador.
Ao contrário do que era costume na época, ele se recusou a explorar a colônia apenas em benefício da WIC. Ao invés disso, sua maior preocupação foi promover o bem-estar dos habitantes e preservar a terra. Humanista, Nassau estimulou as ciências e as artes. Fez construir um observatório astronômico, criou um jardim botânico e trouxe em sua comitiva mestres da pintura flamenga como Frans Post e Albert Eckout, além de diversos artistas e cientistas, convidados a se juntar a ele num grande projeto que definiu como "exploração profunda e universal da terra".
Essa iniciativa teve especial importância, porque foi a primeira da época e tornou disponíveis várias informações sobre o Brasil para a Europa ocidental. Não foram apenas tratados científicos em publicações acadêmicas, mas pinturas e desenhos que podiam ser entendidos pelo grande público.
Os senhores de engenho haviam feito empréstimos com os holandeses, a fim de aumentar sua produção de açúcar. Mas o preço do produto caiu no mercado internacional e a WIC decidiu cobrar, de uma só vez, o dinheiro emprestado, e com juros muito altos. Nassau, que havia fracassado em nova tentativa de ocupar a Bahia, não concordou com essa forma de cobrança e entrou em conflito com a Companhia, entregando o cargo para voltar à Europa, em 1641.
Sua saída estimulou a Insurreição Pernambucana: os donos de terras, unidos aos negros e aos índios, lutaram durante 9 anos para expulsar os holandeses, vencendo em 1654.
Fonte:  http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u651.jhtm

João Fernandes Vieira: 
Senhor de engenho de origem portuguesa, era mulato e chegou ao Brasil com dez anos de idade, na opinião do historiador Charles Ralph Boxer foi o principal herói da reconquista de Pernambuco. Conforme as palavras do historiador brasileiro Oliveira Lima, "João Fernandes Vieira, apesar de ser de cor, governou Angola e Pernambuco". Em 1645 foi o primeiro signatário do pacto então selado no qual figura o vocábulo pátria pela primeira vez utilizado em terras brasileiras. Na função deMestre-de-Campo, comandou o mais poderoso terço do Exército Patriotas nas duas batalhas dos Guararapes (1648 e 1649). Por seus feitos, foi aclamado Chefe Supremo da Revolução e Governador da Guerra da Liberdade e da Restauração de Pernambuco.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_dos_Guararapes

Felipe Camarão, o ‘Potiguaçu’: 
Indígena brasileiro da tribo potiguar, à frente dos guerreiros de sua tribo organizou ações de guerrilha  que se revelaram essenciais para conter o avanço dos invasores, destacou-se nas batalhas de São Lourenço  (1636), Porto Calvo (1637) e de Mata Redonda (1638). Nesse último ano participou ainda da defesa de Salvador, atacada pelos melhores soldados de Maurício de Nassau. Distinguiu-se comandando a ala direita do exército rebelde na Primeira Batalha dos Guararapes, pelo que foi agraciado com a mercê de Dom, o hábito de cavaleiro da Ordem de Cristo, o foro de fidalgo com brasão de armas e o título de Capitão-Mor de Todos os índios do Brasil. 
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_dos_Guararapes

Henrique Dias: 
Brasileiro filho de escravos, conhecido como governador da gente preta, recrutou ex-escravos afro-brasileiros oriundos dos engenhos assolados pelo conflito e dominados pelos invasores, como mestre-de-campo comandou o Terço de Homens Pretos e Mulatos do Exército Patriota nas duas batalhas dos Guararapes, suas tropas também eram denominadas Henriques ou milícias negras. Participou de inúmeros combates, distinguindo-se por bravura nos combates de Igaraçu onde foi ferido duas vezes, participou ainda da reconquista de Goiana e notoriamente em Porto Calvo em 1637, quando teve a mão esquerda estralhaçada por um tiro de arcabuz, sem abandonar o combate decidiu a vitória na ocasião. Quando D. João IV desautorizara a Insurreição Pernambucana há uma breve trégua, mas mesmo assim Henrique Dias escreve estas palavras ao holandeses "...Meus senhores holandeses...Saibam Vossas Mercês que Pernambuco é...minha Pátria, e que já não podemos sofrer tanta ausência dela. Aqui haveremos de perdar as vidas, ou havemos de deitar a Vossas Mercês fora dela. E ainda que o Governador e Sua Majestade nos mandem retirar para a Bahia, primeiro que o façamos havemos de responder-lhes, e dar-lhes as razões que temos para não desistir desta guerra.". Pelos seus serviços prestados também recebeu vários títulos de fidalgo, como a a mercê do Hábito da Ordem de Cristo e a a Comenda de Soure.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_dos_Guararapes

sábado, 11 de junho de 2011

DOMINGO, 12/06: ATO DE APOIO AOS BOMBEIROS


 
O Movimento pela Dignidade dos Bombeiros Militares do Estado do Rio de Janeiro vem agradecer todas as demonstrações de apoio que temos recebido. Mais uma vez precisamos de vocês no ATO PACÍFICO DE APOIO AOS BOMBEIROS MILITARES DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO E REPÚDIO À PRISÃO DOS 439 HERÓIS, que são chefes de família e só clamam para serem tratados com DIGNIDADE (qualidade da pessoa humana, tão importante que a Constituição brasileira elege, no inciso III do artigo 1º, como um dos fundamentos da República). Contamos com vocês neste Domingo, 12/06, às 9h, em frente ao Copacabana Palace. 

Por favor venham de vermelho, se você for estudante, pedimos que venha uniformizado e com rosto pintado de vermelho.

CARTA ABERTA A POPULAÇÃO DO RIO DE JANEIRO - Robson Simas – Cel BM RR

Povo Fluminense,
Os Bombeiros do Rio de Janeiro, profissionais trabalhadores, ordeiros e competentes, em respeito à população que sempre defenderam, por vezes com o sacrifício da própria vida, vem a público esclarecer o que tem ocorrido na Corporação e no Governo do Estado e o que levou companheiros e seus familiares a desafiarem os desmandos do Comandante Geral Cel Pedro Marco e do Governador Sérgio Cabral.
Como sabemos, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro é uma corporação voltada para a preservação de vidas e proteção de Bens da população do Estado do Rio de Janeiro.
Ao longo da sua existência, o CBMERJ sempre se pautou pela hierarquia e disciplina e também pela credibilidade de seus serviços, estando ao lado da população Fluminense em todas as suas aflições e enfrentando com bravura as calamidades naturais que atingem o Estado. São inúmeras as vidas salvas e os bens preservados pelos profissionais do Corpo de Bombeiros, que a população chama carinhosamente de Heróis. Ao nos formarmos, juramos defender a população com o Sacrifício da nossa própria vida e assim temos feito ao longo desses 155 anos de existência.
A Corporação recolhe cadáveres, combate os mosquitos da dengue, atua nas UPAS, guarnece o sambódromo no carnaval e atua no Rock in Rio (sem remuneração extra, embora o evento seja cobrado ao público), além de exercer as suas funções de salvamentos e combate à incêndio, recebendo um dos PIORES SALÁRIOS pagos pela categoria no Brasil (tabela ao Final).
O reequipamento da Corporação não é mérito do Governador, mas sim da população do Estado do Rio de Janeiro que paga a taxa de incêndio e que, ainda assim, não sabe que os recursos não são totalmente destinados à Corporação.
A Ira do Sr. Sérgio Cabral, com os Bombeiros, vem de 2009, quando foi vaiado pela Corporação durante o lançamento da Campanha “Cultura Antidengue” no ginásio do Maracanãzinho e desde então tem discriminado os Bombeiros militares, sejam nas gratificações (usando seu poder de discricionariedade) seja nas condições de trabalho (vocês viram alguma homenagem aos heróis que morreram na calamidade da Região Serrana?)
Agora, a população do Estado do Rio de Janeiro, assiste a sua Corporação de heróis ser aviltada e achincalhada pelas atitudes ditatoriais do Governador Sérgio Cabral que culminou com os manifestantes adentrando o Quartel Central da Corporação, no ultimo dia 03, para serem ouvidos pelo seu Comandante Geral, que omisso, serviu de “pau mandado” do governador Sérgio Cabral e ignorou os clamores de sua Tropa, nem comparecendo ao local.
O Governador Sérgio Cabral, adotando os melhores recursos da DITADURA, mandou o BOPE invadir com tiros e bombas o Quartel Central do Corpo de Bombeiros, ferindo militares honestos, mulheres e crianças indefesas. Atitude inadmissível em um Estado democrático de Direito!
Porque o Comandante Geral do CBMERJ, Cel Pedro Marco, não tomou as medidas necessárias para a retirada de seus militares do pátio do Quartel Central? Estavam todos desarmados e com seus familiares. Não era necessário o uso da força e sim do diálogo. Os Bombeiros são pacíficos por natureza.
O Governador nunca gostou da Corporação. Nomeou para Secretário o Ex médico do CBMERJ Sérgio Côrtes, um homem que deixou a Corporação por não concordar com os baixos salários e a carga de trabalho excessiva e agora nada faz para ajudar a Corporação, apenas integra os desmandos administrativos e superfaturados do Governo do Estado na área da saúde.
Assistimos perplexos ao Comandante Geral da PMERJ usurpar o Comando do CBMERJ e se dirigir, dentro do quartel dos Bombeiros, à tropa de profissionais honestos como se bandidos fossem.
Nossos militares foram presos e conduzidos aos quartéis da PMERJ como criminosos apenas por reivindicar dignidade profissional!
Se nossos companheiros erraram ao ADENTRAR a SUA SEGUNDA MORADA, o Governador foi CRIMINOSO e DITATORIAL ao ordenar a invasão do Quartel Central dos Bombeiros pelo BOPE com uso de FORÇA, TIROS E BOMBAS, como se ali fosse uma antro de criminosos e não de profissionais que arriscam a sua vida pela população, CAUSANDO FERIMENTO EM MULHERES E CRIANÇAS e obrigando a nossos companheiros ao confronto.

AJUDEM AQUELES QUE SEMPRE O SOCORRERAM!!!
NUNCA DEIXAMOS DE ATENDER E SOCORRER A POPULAÇÃO!
MOSTRE A SUA INDIGNAÇÃO POR ESSE ATO VIOLENTO E DITATORIAL DO GOVERNADOR SERGIO CABRAL!!!
MOSTRE O SEU APOIO AOS BOMBEIROS!
ENVIEM  ESSA  CARTA  PARA TODOS OS SEUS AMIGOS.
ACOMPANHEM E APOIEM O NOSSO MOVIMENTO PELO SITE http://www.sosguardavidas.com  
SALÁRIOS BRUTOS NO BRASIL:

01º - Brasília - R$ 4.129.73
02º - Sergipe – R$ 3.012.00
03º - Goiás – R$ 2.722.00
04º - Mato Grosso do Sul – R$ 2.176.00
05º – São Paulo – R$ 2.170.00
06º – Paraná – R$ 2.128,00 1
07º - Amapá – R$ 2.070.00
08º – Minas Gerais - R$ 2.041.00
09º - Maranhão– R$ 2.037.39
10º – Bahia – inicial - R$ 1.927.00
11º - Alagoas - R$ 1.818.56
12º - Rio Grande do Norte – R$ 1.815.00
13º - Espírito Santo – R$ 1.801.14
14º - Mato Grosso – R$ 1.779..00
15º - Santa Catarina – R$ 1.600.00
16º - Tocantins – R$ 1.572.00
17º - Amazonas – R$ 1.546.00
18º - Ceará – R$ 1.529,00
19º - Roraima – R$ 1.526.91
20º - Piauí – R$ 1.372.00
21º - Pernambuco – R$ 1.331.00
22º - Acre – R$ 1.299.81
23º - Paraíba – R$ 1.297.88
24º - Rondônia – R$ 1.251.00
25º - Pará – R$ 1.215,00
26º - Rio Grande do Sul – R$ 1.172.00
27º - Rio de Janeiro - R$ 1.031,38 (SEM VALE TRANSPORTE)

O RIO DE JANEIRO é o Estado que mais recebe investimentos no Brasil, é o 2º que mais arrecada impostos. Pretende Sediar o Rock in Rio, as Olimpíadas militares, a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016.
Há algo de errado e Podre no Governo do Exmo Sr Governador Sérgio Cabral Filho!!!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Parque do Itatiaia vai completar 74 anos



O Parque Nacional do Itatiaia (PNI), unidade de conservação mais antiga do Brasil, celebra 74 anos no próximo dia 14 de junho. Já na terceira idade, o local continua a ser uma das áreas protegidas mais famosas e visitadas do Brasil, embora, como todas as outras, não consiga se manter sozinho, às custas apenas da cobrança de entrada para os turistas. Na divisa entre o Rio de Janeiro e São Paulo, o Parque tem muitos atrativos e faz parte da vida de muitas pessoas, como a bióloga e mestranda em ciências ambientais e florestais, Patrícia Sierra. Leia, na entrevista abaixo, como Itatiaia entrou em sua vida – e, principalmente, como continua.

O Eco: O PNI faz 74 anos no próximo dia 14 de junho. Qual a sua relação com o Parque e há quanto tempo o frequenta?


Patrícia Sierra:
Conheci o parque quando tinha cerca de 15 anos de idade, época em que minha família se mudou para Resende, cidade vizinha a Itatiaia. Amigos que moravam na região me apresentaram às cachoeiras, às trilhas e às peculiaridades da mata, e nela fui encontrando motivos sólidos para ficar por aqui.

A beleza incontestável da região despertou em mim um grande interesse por fotografia e, desde então, além de adotar esse novo hobby, venho utilizando o recurso para tornar aulas teóricas mais interessantes e agradáveis. Em 2008 e 2009, surgiram oportunidades para lecionar em cursos de ecologia e turismo realizados dentro do parque, e, a partir dessa época, tenho estado por lá praticamente todo mês. Hoje, além de ministrar palestras e aulas de campo como voluntária, desenvolvo minha pesquisa de mestrado na Parte Alta do PNI, estando, também, credenciada como condutora de visitantes (guia). Acredito que não haja nada mais saudável do que aliar prazer com trabalho, e é isso que venho buscando ao longo desses anos.


O Eco:
Você faz mestrado em ciências ambientais e florestais na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e o seu projeto de pesquisa é feito no PNI. Qual a importância do seu trabalho?

Patrícia Sierra:
Minha pesquisa envolve o sistema reprodutivo e a ecologia da polinização de duas espécies de Fuchsia, plantas conhecidas popularmente como Brincos-de-princesa. Nesse contexto, avaliamos como a fauna local interage com essas plantas e quais as consequências dessas relações no sucesso reprodutivo de cada uma delas. Isso quer dizer, em outras palavras, que verificamos quem são os visitantes florais que polinizam de fato (favorecendo, portanto, a reprodução e a possível perpetuação da espécie no ambiente) e quem apenas faz uso dos recursos florais oferecidos sem promover a fecundação dos óvulos ("ladrões" de néctar ou pólen). Para isso, são realizados testes reprodutivos (indução de diferentes tipos de polinização) e são dedicadas horas de observação a cada planta, onde são detalhados, principalmente, o comportamento de cada animal e a frequência de suas visitas ao longo do dia.

Este tipo de estudo é fundamental, na minha opinião, por possibilitar que enxerguemos parte da teia de relações estabelecidas entre determinados animais e plantas, o que pode possibilitar, também, inferências sobre cenários futuros. A queda populacional de um tipo de animal considerado o principal polinizador de determinada espécie vegetal, por exemplo, pode desencadear uma diminuição na quantidade de indivíduos dessa espécie no ambiente, por haver menos frutos e sementes disponíveis. Havendo menos plantas, há, também, menos recursos alimentares para a fauna local, que também deve sofrer consequências. Essas alterações na composição de insetos e vertebrados também iriam afetar o sucesso reprodutivo de outras plantas que dependem deles para a polinização e dispersão de sementes, e até mesmo a qualidade de vida de outros animais que os utilizam como alimento. E por aí vai.  Por isso, entender essas relações pode nos ajudar a propor melhores planos de manejo, ou até mesmo impedir que certas atividades antrópicas sejam introduzidas em áreas de floresta. Ao meu ver, a identificação da importância dos indivíduos envolvidos no ciclo reprodutivo das plantas é essencial antes de qualquer ação que se propõe como racional, sendo esta uma importante ferramenta para a conservação dos ambientes naturais.


O Eco: Falemos um pouco de turismo e aventura. Para subir até o Pico das agulhas Negras, pico culminante do parque, demora quanto tempo? E como é a trilha, as principais dificuldades?


Patrícia Sierra:
A subida ao Pico das Agulhas Negras demora, em média, cerca de três horas a partir do Posto 3 (Posto Marcão), na entrada da parte alta do parque. Mas isso depende, principalmente, do perfil do grupo: a disposição, as limitações, os objetivos e a quantidade de pessoas.

Se eu tivesse que classificar o nível de dificuldade da trilha que leva ao cume do Pico das Agulhas Negras, diria que está mais para moderado do que para difícil, como algumas pessoas sugerem. É uma "escalaminhada" (mistura de caminhada com escalada) que apresenta alguns poucos trechos de maior dificuldade, onde normalmente os guias oferecem uma mãozinha ou fazem a segurança com equipamento de escalada (o que é normalmente utilizado em apenas dois trechos). Tenho certeza de que quem subiu e achou muito difícil foi sem guia. Algumas vezes eu tive que parar minha pesquisa e socorrer pessoas perdidas que ficavam pulando de pedra em pedra à procura da trilha, ou permitir que grupos me acompanhassem na descida porque tinham desistido de prosseguir por não terem levado equipamento adequado.


Apesar de não ser obrigatória a presença de um condutor de visitantes, é fortemente recomendado que se contrate um, principalmente devido às mudanças repentinas no tempo, o que faz com que muitas pessoas se percam em função de neblina ou chuva intensa. Além disso, o pico apresenta uma série de vias que conduzem ao cume, porém muitas delas são muito pouco utilizadas e acabam se fechando com o passar dos verões, pois as plantas vão crescendo e mascarando a trilha. Então, às vezes, as pessoas desviam do caminho principal e seguem por um longo trecho, até que se deparam com um "beco sem saída". Nessas horas, todas as pedras e plantas são iguais.


Um outro problema recorrente é a utilização de roupas e tênis inapropriados, o que atrapalha bastante o desempenho de qualquer pessoa, podendo causar muito desconforto ou até mesmo acidentes.


O Eco: Alguma dica de trilha inesquecível no PNI para os novos visitantes?


Patrícia Sierra:
Bom, eu acredito que seja quase impossível destacar uma trilha entre todas as outras sem ser injusta, pois cada uma se sobressai por um critério diferente. O parque oferece diferentes tipos de beleza, como cachoeiras e rios com grande fluxo de água, matas fechadas que formam dossel (em diferentes estágios), vegetação típica de campos de altitude, vias de escalada de diversos níveis, rochas que parecem modeladas e que apresentam uma aderência impressionante, e muitas outras particularidades como ambientes que acomodam espécies endêmicas, raras ou até mesmo em perigo de extinção. Com isso, temos a formação de uma grande diversidade de paisagens e prazeres.
 
Se essa pergunta fosse feita para mim a cada seis meses, provavelmente eu apontaria uma localidade diferente em cada uma delas, pois tudo depende do que você está precisando no momento. Se você está preferindo ir a cachoeiras, visite o Complexo da Maromba na parte baixa, ou a Cachoeira do Aiuruoca na parte Alta. Se quer observar a fauna e encontrar seus vestígios, visite a trilha dos Três Picos na parte baixa, ou adentre no Brejo da Lapa, na parte alta. Gosta de vistas panorâmicas, mas não quer escalar rochas? Vá à Pedra do Altar ou ao Morro do Couto, na parte alta. Se quer aventura, visite o Pico das Agulhas Negras ou suba até o cume das Prateleiras. Dizem que o rapel de lá é inesquecível e não é para qualquer um. Hoje, o meu lugar favorito é o Abrigo Rebouças, onde encontro tranquilidade para escrever e ótimas companhias para dividir a janta, o vinho e o chocolate.

Fonte: http://www.oeco.com.br/noticias/25070-parque-do-itatiaia-vai-completar-74-anos 

PASSEIO CICLÍSTICO DA IlHA DO GOVERNADOR dia 12/06 - Nível Leve - 22 km

Venha participar do próximo passeio ciclístico (junho) que acontece neste domingo dia 12, dia dos namorados. Aproveita para curtir essa data numa prática saudável e sustentável.  

Concentração a partir das 8h no Aterro do Cocotá.
Saida prevista para as 8:30h
 
Venha e traga a sua família!
Temos carro de apoio, guias treinados, mecanicos e paradas com hidratação.
 
E o que é melhor, é aberto a todos!
Pelo anel cicloviário da Ilha do Governador!!

Bicicleta, histórias e curiosidades - Exposição

A exposição “Bicicletas, histórias e curiosidades” é  um incentivo ao uso do transporte solidário e a mobilidade sustentável.

sábado, 4 de junho de 2011

ONU adverte que florestas são fundamentais para o equilíbrio ambiental do planeta

Em uma mensagem enviada nesta sexta-feira (03/06) para marcar o Dia Mundial do Meio Ambiente – comemorado em 5 de junho – o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que as alterações ambientais potencialmente irreversíveis ameaçam o progresso que retirou centenas de milhares de pessoas da pobreza.
Ban disse que o crescimento econômico trouxe custos que vão desde a poluição da água e da atmosfera, até a degradação do setor da pesca e das florestas, “tudo que causa impacto na prosperidade e no bem-estar humano”. “Não iremos construir um mundo mais justo e equitativo se não dermos o mesmo peso aos três pilares do desenvolvimento sustentável: social, econômico e ambiental”, afirmou.
Em outra mensagem, emitida durante uma reunião sobre conservação florestal em Brazzaville (República do Congo), o Secretário-Geral lembrou o tema do Dia este ano, “Florestas: a Natureza a seu Serviço”, e declarou que ao reduzir o desmatamento e a degradação florestal “nós podemos fazer um progresso significante para lidar com as ameaças das mudanças climáticas, com a perda da biodiversidade e com a degradação da terra”.
Irina Bokova, Diretora-geral da UNESCO, declarou que a data é uma oportunidade de celebrar o valor incomparável das florestas para a humanidade e para a Terra. “As florestas são os pilares da vida. Elas abrigam a maior biodiversidade do mundo. Elas alimentam os rios do mundo, alimentam seu solo e renovam o ar. Elas são vitais para o bem-estar e o desenvolvimento humanos, sustentando diretamente o modo de vida de 1,6 bilhões de pessoas, prestando serviços essenciais para todos”.
Também para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) vai lançar no domingo (05) seu relatório “Florestas em uma Economia Verde”, em Nairóbi (Quênia) e Nova Deli (Índia). O documento reúne informações sobre os benefícios de investir nas florestas e como sua administração pode ajudar as comunidades a alcançarem a sustentabilidade.

Fonte: 
http://www.aspasiacamargo.com.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=466:onu-lembra-que-florestas-sao-fundamentais-para-o-equilibrio-ambiental-do-planeta&catid=61:noticias&Itemid=232

Darcy Ribeiro - Antropólogo e educador brasileiro

 
Darcy Ribeiro (1922) mineiro de Montes Claros, formado Antropologia em São Paulo (1946), dedicou seus primeiros anos de vida profissional ao estudo dos índios do Pantanal, do Brasil Central e da Amazônia. Neste período fundou o Museu do Índio e criou o Parque Indígena do Xingu. Escreveu uma vasta obra etnográfica e de defesa da causa indígena.

Nos anos seguintes (1955) dedicou-se à educação primária e superior. Criou a Universidade de Brasília e foi Ministro da Educação. Mais tarde foi Ministro-Chefe da Casa Civil e coordenava a implantação das reformas estruturais, quando sucedeu o golpe militar de 64, que o lançou no exílio.

Retornou ao Brasil em 1976, voltando a dedicar-se à educação e à política. Elegeu-se vice-governador do estado do Rio de Janeiro, foi secretário da Cultura e Coordenador do Programa de Educação, com o encargo de implantar 500 CIEPs que são grandes escolas de turno completo para 1000 crianças e adolescentes. Criou, então, a Biblioteca Pública Estadual, a Casa França-Brasil, a Casa Laura Alvin, o Centro Infantil de Cultura de Ipanema. E o Sambódromo, em que colocou 200 salas de aula para fazê-lo funcionar também como uma enorme escola primária.

Elegeu-se senador da República, função que exerceu defendendo vários projetos, entre eles, uma lei de trânsito para defender os pedestres contra a selvageria dos motoristas; uma lei dos transplantes que, invertendo as regras vigentes, torna possível usar órgãos dos mortos para salvar os vivos; uma lei contra o uso vicioso da cola de sapateiro que envenena e mata milhares de crianças. Combateu energicamente no Congresso para que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação fosse mais democrática e mais eficaz. Publicou pelo Senado a revista Carta, onde os principais problemas do Brasil e do mundo são analisados e discutidos. Foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras.

Conta entre suas façanhas maiores haver contribuído para o tombamento de 98 quilômetros de belíssimas praias e encostas, além de mais de mil casas do Rio antigo. Colaborou na criação do Memorial da América Latina, edificado em São Paulo com projeto de Oscar Niemeyer.
No último ano de vida, Darcy Ribeiro dedicou-se a organizar a Fundação Darcy Ribeiro, com sede na antiga residência em Copacabana (no Rio de Janeiro).
Vítima de câncer, Darcy Ribeiro morreu aos 74 anos.
 
Fracassei em tudo o que tentei na vida.
Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui. 
Tentei salvar os índios, não consegui. 
Tentei fazer uma universidade séria e fracassei. 
Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente 
e fracassei. 
Mas os fracassos são minhas vitórias. 
Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu.
(DARCY RIBEIRO)

O Brasil cresceu visivelmente nos últimos 80 anos. 
Cresceu mal, porém. Cresceu como um boi mantido, desde bezerro, 
dentro de uma jaula de ferro. 
Nossa jaula são as estruturas sociais medíocres, 
inscritas nas leis, para compor um país da pobreza 
na província mais bela da terra. 
Sendo assim, no Brasil do futuro, a maioria da gente nascerá e 
viverá nas ruas, em fome canina e ignorância figadal, 
enquanto a minoria rica, com medo dos pobres, 
se recolherá em confortáveis campos de concentração, 
cercados de arame farpado e eletrificado. 
Entretanto, é tão fácil nos livrarmos dessas teias, 
e tão necessário, que dói em nós... 
A nossa conivência culposa.
( DARCY RIBEIRO )

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A Bicicleta e o Novo Código Nacional de Trânsito



CAPÍTULO II - DO SISTEMA NACIONAL DE TRÂNSITO
Art. 21 - Compete aos órgãos e entidades executivos rodoviários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição:
II - planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veículos, de pedestres e de animais, e promover o desenvolvimento da circulação e da segurança de ciclistas;

Art. 24 - Compete aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição:
II - planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veículos, de pedestres e de animais, e promover o desenvolvimento da circulação e da segurança de ciclistas;

CAPÍTULO III - DAS NORMAS GERAIS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA
Art. 29 - O trânsito de veículos nas vias terrestres abertas à circulação obedecerá às seguintes normas: (...)
§ 2º Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.

Art. 39 - Antes de entrar à direita ou à esquerda, em outra via ou em lotes lindeiros o condutor deverá:
Parágrafo único - Durante a manobra de mudança de direção, o condutor deverá ceder passagem aos pedestres e ciclistas, aos veículos que transitem em sentido contrário pela pista na qual vai sair, respeitadas as normas de preferência de passagem.

Art. 58 - Nas vias urbanas e rurais de pista dupla, a circulação de deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos das pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado pela via, com preferência sobre os veículos automotores.
Parágrafo único - A autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via poderá autorizar a circulação de bicicletas no sentido contrário ao fluxo dos veículos automotores, desde que dotado o trecho com ciclofaixa.

Art. 59 - Desde que autorizado e devidamente sinalizado pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a via, será permitida a circulação de bicicletas em passeios.

CAPÍTULO IV - DOS PEDESTRES E CONDUTORES DE VEÍCULOS NÃO MOTORIZADOS
Art. 68 - É assegurada ao pedestre a utilização dos passeios ou passagens apropriadas das vias e dos acostamentos das vias rurais para circulação, podendo a autoridade competente permitir a utilização de parte da calçada para outros fins, desde que não seja prejudicial ao fluxo de pedestres.
§ 1º - O ciclista desmontado empurrando a bicicleta se equipara ao pedestre em direito e deveres.
Seção II - Da Segurança dos Veículos
Art. 105 - São equipamentos obrigatórios dos veículos, entre outros a serem estabelecido pelo Contran:
VI - Para bicicletas e ciclomotores, a campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, e espelho retrovisor do lado esquerdo.
§ 3º - Os fabricantes, os importadores, os montadores, os encarroçadores de veículos e os revendedores devem comercializar os seus veículos com os equipamentos obrigatórios definidos neste artigo, e com os demais estabelecidos pelo Contran.

CAPÍTULO XII - DO LICENCIAMENTO
Art. 129 - O registro e o licenciamento dos veículos de propulsão humana, dos ciclomotores e dos veículos de tração animal obedecerão à regulamentação estabelecida em legislação municipal do domicílio ou residência de seus proprietários. [ver também Art.24, incisos XVII e XVIII e Art.141]

CAPÍTULO XV - DAS INFRAÇÕES
Art. 170 - Dirigir ameaçando os pedestres que estejam atravessando a via pública, ou os demais veículos: 
Infração - gravíssima; 
Penalidade - multa e suspensão do direito de dirigir; 
Medida administrativa - retenção do veículo e recolhimento do documento de habilitação.

Art. 181- Estacionar o veículo:(...) 
VIII - no passeio ou sobre faixa destinada a pedestre, sobre ciclovia ou ciclofaixa, bem como nas ilhas, refúgios, ao lado ou sobre canteiros centrais, divisores de pista de rolamento, marcas de canalização, gramados ou jardim público: Infração - grave; Penalidade - multa; Medida administrativa - remoção do veículo;

Art. 192 - Deixar de guardar distância de segurança lateral e frontal entre o seu veículo e os demais, bem como em relação ao bordo da pista, considerando-se, no momento, a velocidade, as condições climáticas do local da circulação e do veículo:
Infração - grave; 
Penalidade - multa.

Art. 193 - Transitar com o veículo em calçadas, passeios, passarelas, ciclovias, ciclofaixas, ilhas, refúgios, ajardinamentos, canteiros centrais e divisores de pista de rolamento, acostamentos, marcas de canalização, gramados e jardins públicos: 
Infração - gravíssima; 
Penalidade - multa (três vezes).

Art. 201 - Deixar de guardar a distância lateral de um metro e cinqüenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicletas.
Infração: média
Penalidade: multa

Art. 214 - Deixar de dar preferência de passagem a pedestre e a veículo não motorizado
I - que se encontre na faixa a ele destinada
II - que não haja concluído a travessia mesmo que ocorra sinal verde para veículo
Infração: gravíssima
Penalidade: multa

Art. 220 - Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível com a segurança de trânsito
XIII - ao ultrapassar ciclista
Infração: gravíssima
Penalidade: multa

Art. 244 - § 1º - Para ciclos aplica-se o disposto nos incisos III, VII e VIII, além de: 
a)      conduzir passageiro fora da garupa ou do assento especial a ele destinado;
b)      transitar em vias de trânsito rápido ou rodovias, salvo onde houver acostamento ou faixas de rolamento próprias; 
c)      transportar crianças que não tenham, nas circunstâncias, condições de cuidar de sua própria segurança. 
Inciso III - fazendo malabarismo ou equilibrando-se apenas em uma roda; 
Inciso VII - sem segurar o guidom com ambas as mãos, salvo eventualmente para indicação de manobras; 
Inciso VIII - transportando carga incompatível com suas especificações

Art. 247 - Deixar de conduzir pelo bordo da pista de rolamento, em fila única, os veículos de tração ou propulsão humana e os de tração animal, sempre que não houver acostamento ou faixa a eles destinados:
Infração - média;
Penalidade - multa.

Art. 255 - Conduzir bicicleta em passeios onde não seja permitida a circulação desta, ou de forma agressiva, em desacordo com o disposto no parágrafo único do art. 59: 
Infração - média; 
Penalidade - multa; 
Medida administrativa - remoção da bicicleta, mediante recibo para o pagamento da multa.

CAPÍTULO XX - DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 338 - As montadoras, encarroçadoras, os importadores e fabricantes, ao comerciarem veículos automotores de qualquer categoria e ciclos, são obrigados a fornecer, no ato da comercialização do respectivo veículo, manual contendo normas de circulação, infrações, penalidades, direção defensiva, primeiros socorros e Anexos do Código de Trânsito Brasileiro.

ANEXO I DOS CONCEITOS E DEFINIÇÕES
ACOSTAMENTO - parte da via diferenciada da pista de rolamento destinada à parada ou estacionamento de veículos, em caso de emergência, e à circulação de pedestres e bicicletas, quando não houver local apropriado para esse fim.
BICICLETA - veículo de propulsão humana, dotado de duas rodas, não sendo, para efeito deste Código, similar à motocicleta, motoneta e ciclomotor.
BICICLETÁRIO - local, na via ou fora dela, destinado ao estacionamento de bicicletas.

BORDO DA PISTA - margem da pista, podendo ser demarcada por linhas longitudinais de bordo que delineiam a parte da via destinada à circulação de veículos.
CICLO - veículo de pelo menos duas rodas a propulsão humana.
CICLOFAIXA - parte da pista de rolamento destinada à circulação exclusiva de ciclos, delimitada por sinalização específica.
CICLOVIA - pista própria destinada à circulação de ciclos, separada fisicamente do tráfego comum.
PASSEIO - parte da calçada ou da pista de rolamento, neste último caso, separada por pintura ou elemento físico separador, livre de interferências, destinada à circulação exclusiva de pedestres e, excepcionalmente, de ciclistas.

domingo, 29 de maio de 2011

Prefeitura do Rio ameaça a vida do Manguezal do Jequiá com a criação da Vila Olímpica do Jequiá dentro da APARU

Tragédia anunciada na Ilha do Governador - Vila Olímpica ameaça Área de Proteção Ambiental e Recuperação Urbana (APARU) do Jequiá.


Após a longa luta contra a instalação de um terminal pesqueiro na Ilha do Governador, e a vitória alcançada neste mês com a aprovação do projeto de lei da Câmara Municipal que vetou sua construção no bairro; agora os moradores insulanos se deparam com a possibilidade de construção de uma vila olímpica em um terreno da Marinha, dentro dos limites da APARU do Jequiá.
Um sonho antigo dos insulanos está prestes a se tornar um enorme pesadelo. O projeto da Vila Olímpica do Jequiá, orçado em R$ 19.153.656,61, deve durar um ano e seis meses. A Vila Olímpica da Estrada do Rio Jequiá contará com um terreno de 26.817m², sendo que 17.547m² serão de área construída apenas com a Vila.
Os moradores da Ilha não são contra a construção desse empreendimento, somos contra a sua localização. O local escolhido, com entrada pela Estrada do Rio Jequiá, entre os bairros do Zumbi e da Cacuia, está dentro da Área de Proteção Ambiental e Recuperação Urbana (APARU), onde existe o manguezal do Jequiá.
Os manguezais podem ser considerados um dos mais produtivos ambientes naturais do Brasil. São ricos em alimento, servindo de abrigo para diferentes espécies animais e também funcionam como um filtro biológico, retendo terra e outros materiais trazidos pelos rios, evitando que escoem para o mar.
O Jequiá é uma região ambientalmente tão rica que se impôs a necessidade de ser preservada. Para isso o município do Rio de Janeiro criou a APARU do Jequiá através do Decreto Municipal 12250/93, com 147 hectares, abrangendo o Manguezal do Jequiá, o Morro do Matoso (sambaquis), a Colônia de Pesca Z10 e uma área remanescente de Mata Atlântica. As APARUs são áreas de domínio público, dotadas de características ecológicas e paisagísticas notáveis, nas quais o município regulamenta o uso e ocupação do solo e restauração de suas condições ecologias e urbanas. 


O Prefeito Eduardo Paes e o Sub-prefeito da Ilha Vitor Accioli que deveriam proteger e cuidar do meio ambiente dão exemplo negativo aos jovens e à toda população ao sorrirem ao lado do mega projeto que destruirá o manguezal do Jequiá.

Vila Olímpica do Jequiá

A ideia surgiu no governo Conde, na década de 90, quando o secretário municipal de Esportes, José de Moraes Corrêa Neto, que é da Ilha, propôs a construção da vila olímpica. O plano não foi adiante e volta agora no governo de Eduardo Paes.
Em dezembro de 2010, a Rio-Urbe (Empresa Municipal de Urbanização) abriu uma licitação, pelo critério de menor preço, para a implantação da Vila Olímpica da Ilha do Governador. A Prefeitura investirá R$ 19,1 milhões nas obras que devem durar um ano e seis meses, a contar do início dos serviços.
O que os moradores da Ilha perguntam é: A devastação da APARU do Jequiá e o desrespeito ao meio ambiente irão acontecer? Ou  Decreto Municipal 12250/93 
será respeitado e o Manguezal do Jequiá salvo? Já existe uma licença ambiental para iniciar as obras da Vila Olímpica?

Essas perguntas estão incomodando muito o sono de vários insulanos, pois o desmatamento já está ocorrendo, conforme foto abaixo. 



APARU do Jequiá: Acesso pela Rua Arriba