sábado, 27 de fevereiro de 2010
Casa do Índio - Ilha do Governador - Rio de Janeiro - RJ
Casa do Índio ontem
Casa do Índio hoje
Casa do Índio - Ilha do Goverador - Rio de Janeiro -RJ
Segue abaixo parte da carta que a indigenista Eunice Cariry* escreveu para alguns amigos
"Todos achamos que temos amigos, principalmente quando a casa esta cheia, em dias de festa, e os convite para passeios se sucedem, os telefonemas não param e, agora, os orkuts, facebooks e outros contatos nos chamam sem parar. Mas, em geral, quando a situação fica difícil, metade desses amigos some misteriosamente. Se a situação ficar mais crítica ainda, aí é que os amigos desaparecem. Quantas pessoas e
famílias se veêm sozinhas diante de problemas graves e longos?
No meu caso, como tudo na minha vida, é o oposto. Nos tempos tranquilos, quase ninguém me porcura, porém, quando a corda aperta no nosso pescoço, incrivelmente a maioria nos socorre sob todos os aspectos, seja material , física ou espiritualmente. Por isto, nada é mais gratificante do que ter a certeza de que não estamos sozinhos.
Estamos sempre com amigos verdadeiros...
... Não estou preocupada com minha exoneração por causa própria, pois sou bem aposentada e vou completar 75 anos de idade no próximo mês. O que me impele a lutar, e a buscar o apoio de todos vocês, é pela manutenção e continuidade da obra que começamos há 41 anos!!!!
Temo pelos índios idosos, os crônicos, os neurológicos, as crianças, as sãs e as sadias. Do meu bolso pago, há anos, escola, cursos e outras necessidades para o "meu" povo aqui sob minha proteção, com a ajuda da comunidade da Ilha do Governador e dos meus amigos.
Allias, recebi da FUNAI em 1975, a MEDALHA DO MERITO INDIGENISTA na categoria EDUCAÇÃO, indicada pelo Conselho Indigenista da FUNAI . Acho que é o caso de devolve-la ao atual Presidente. A Funai não pode desprezar nosso trabalho de quase meio século ininterrupto e até modelar, conforme palavras de antigos presidentes da própria Funai. O índio brasileiro não é algo que se possa mudar de lugar ao sabor das vontades dos brancos.
O Presidente da FUNAI não pode nos trair a esta altura da vida. O que com os índios construímos, a eles pertence!
Amigos, a luta é duríssima, a angústia é profunda e o temor é grande. Contudo, é como disse outra antiga amiga minha: "Se é pra lutar, então vamos lutar todos juntos!
Abraços da Cariry."
* Eunice Cariry foi a fundadora da Casa do Índio, há 41 anos, e a construiu, com trabalho intelectual e braçal, ao lado de muitos moradores da Ilha. Há 41 anos, como diretora dessa instituição, exerce um trabalho meritório, lutando contra todas as dificuldades – inclusive as parcas e raríssimas verbas repassadas pela FUNAI -, principalmente depois que foi delegada à FUNASA erradamente, a responsabilidade pela saúde dos indígenas.
É certo que Cariry tem sido uma pedra no sapato de todas as instituições e pessoas que pretendem se beneficiar do problema dos índios, ao invés de ajudá-los.
Eunice Cariry foi exonerada pela FUNAI.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
A União voltou!!! 2010
Samba Enredo da União da Ilha do Governador
Dom Quixote de La Mancha, o Cavaleiro Dos Sonhos Impossíveis
Composição: Grassano, Gabriel Fraga, Márcio André Filho, João Bosco, Arlindo Neto, Gugu das Candongas, Marquinho do Banjo, Barbosão, Ito Melodia e Léo da Ilha
Intérprete: Ito Melodia
Voltou a Ilha
Delira o povo de alegria
Nessa folia sou fidalgo, sou leitor
Cavaleiro sonhador
Meu mundo é de magia
Vou cavalgar no rocinante
Meu escudeiro é Sancho Pança
Se Dulcinéia é meu amor
Quem eu sou?
Dom Quixote de la Mancha
O gigante moinho me viu deu no pé
O povo grita...olé
Nesse feitiço tem castanhola
A bateria hoje deita e rola
Vesti a fantasia, fui à luta
Venci manadas, rebanhos
Fiz de uma bacia meu elmo de glórias
Meus livros se perderam pela história
Enfim, fui vencido pelo Branca Lua
Voltei pra casa esquecendo as aventuras
O tempo ficou com meus ideais
Quimeras são imortais
A Ilha vem cantar
Mais um sonho impossível... sonhar
Quem é que não tem uma louca ilusão
E um Quixote no seu coração
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Antonio Barreto... um Baiano arretado!!!!!!
UM PROFESSOR E POETA NORDESTINO DIZENDO O QUE MUITOS INTELECTUAIS NÃO TEM CORAGEM DE DIZER.
O educador Antônio Barreto, um dos maiores cordelistas da Bahia, acaba de voltar ao Brasil com os versos mais afiados que nunca depois da polêmica causada com o cordel "Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso".
Desta vez o alvo é o anacrônico programa BBB-10 da TV Globo. Nesse novo cordel intitulado "Big Brother Brasil, um programa imbecil" ele não deixa pedra sobre pedra. São 25 demolidoras septilhas (estrofes de 7 versos):
BIG BROTHER BRASIL, UM PROGRAMA IMBECIL
Cordelista natural de Santa Bárbara-BA,residente em Salvador.
O educador Antônio Barreto, um dos maiores cordelistas da Bahia, acaba de voltar ao Brasil com os versos mais afiados que nunca depois da polêmica causada com o cordel "Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso".
Desta vez o alvo é o anacrônico programa BBB-10 da TV Globo. Nesse novo cordel intitulado "Big Brother Brasil, um programa imbecil" ele não deixa pedra sobre pedra. São 25 demolidoras septilhas (estrofes de 7 versos):
BIG BROTHER BRASIL, UM PROGRAMA IMBECIL
Cordelista natural de Santa Bárbara-BA,residente em Salvador.
ANTONIO BARRETO versus PEDRO BIAL!!!
Autor: Antonio Barreto,
Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.
Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.
Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.
Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.
Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.
O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.
Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.
Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.
Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.
Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.
Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.
A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.
Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.
Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.
Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.
É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.
Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.
A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.
E vocês caros irmãos
E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.
E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.
A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.
Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.
Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?
Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…
FIM
Salvador, 16 de janeiro de 2010
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Vidro em spray cria camada protetora invisível que aposenta artigos de limpeza convencionais
RIO - Imagine um spray que protege qualquer superfície da sujeira e de bactérias, sejam equipamentos hospitalares, roupas ou monumentos históricos. Este produto já existe, não é tóxico e expele uma espécie de vidro líquido, invisível ao olho nu e inquebrável. O spray é uma das maiores atrações atuais da nanotecnologia. A camada que produz de vidro líquido tem entre 15 e 30 moléculas de espessura - é, portanto, 500 vezes mais fino do que o cabelo humano.
A Nanopool, uma empresa familiar alemã, detém os direitos de patente da tecnologia por trás do vidro líquido, cujas aplicações têm sido pesquisadas por diversos institutos europeus. Os testes revelaram uma variedade espantosa nos usos do invento. O spray pode ser usado, por exemplo, na proteção de vinhedos contra ataques de fungos ou no revestimento de implantes médicos.
Em sua composição há dióxido de silício quase puro, o componente químico do quartzo e do dióxido de silício, o mineral mais abundante na crosta da Terra. Ele é quase inerte e não provoca efeitos nocivos sobre o meio ambiente, ao contrário de muitos produtos de limpeza industriais.
Na nanoescala - alguns poucos milionésimos de um milímetro de espessura -, o vidro líquido transforma-se em uma barreira invisível altamente flexível que repele água, sujeira e bactérias, permitindo que as superfícies sejam lavadas rapidamente com água pura. A camada também protege o local do calor, de ácidos ou mesmo da radiação ultravioleta.
- Nós extraímos moléculas de dióxido de silício e da areia do quartzo e juntamos a moléculas de água e etanol, dependendo da superfície a ser pulverizada - explicou Neil McClelland, gerente da Nanopool no Reino Unido, ao jornal "The Independent". - Não colocamos nanopartículas, resinas ou qualquer outro aditivo. Quando pulverizada, a solução de vidro forma uma película flexível e ultrafina que gera força eletrostática aderente.
Novidade ainda não é bem vista no varejo
A fácil aplicação do spray, a longevidade dos resultados e o trato amigável ao meio ambiente deixaram a indústria ressabiada. Antes mesmo de o produto ser lançado, a Nanopool já esbarra em dificuldades no varejo.
- Muitos supermercados se negam a armazenar o spray, por ele fazer com que os outros produtos de limpeza ali vendidos se tornem desnecessários - lamenta McClelland. - As companhias de limpeza também estão assustadas com a possibilidade de que seus artigos sejam vendidos com menos frequência. Com a camada protetora criada pelo vidro líquido, muitas superfícies, hoje limpas com produtos químicos, poderão ser tratadas apenas com água.
Indústrias de processamento de alimento da Alemanha testaram duas formas de limpeza: uma com água quente, em superfícies esterilizadas pelo vidro líquido; outra com água sanitária em locais lavados de forma usual. Ambas tornam uma área livre de atividade microbiana, mas quando o novo spray é usado, este efeito permanece por mais tempo.
O spray, ressalte-se, não mata micro-organismos, mas impede que eles se dividam facilmente. É o suficiente para que ele tenha um comportamento semelhante ao de produtos antibacterianos usados na cozinha.
As propriedades de limpeza do vidro líquido podem levar a cortes drásticos no uso de produtos potencialmente tóxicos usados em fábricas, escritórios, escolas, hospitais e em casa. Também é possível cortar custos de trabalho e mesmo o tempo gasto esfregando superfícies. Não à toa, o spray já foi incorporado, ainda em caráter de teste, por uma filial alemã de uma rede de fast food e por uma concessionária de trens do Reino Unido - que o usa não só para polir a frente do carro, como na faxina interna dos vagões.
http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2010/02/02/vidro-em-spray-cria-camada-protetora-invisivel-que-aposenta-artigos-de-limpeza-convencionais-915763439.asp
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Consumismo é ameaça ambiental global, adverte relatório
O americano médio consome mais do que o seu próprio peso em produtos por dia, alimentando uma cultura global do excesso que vem emergindo como a maior ameaça para o planeta, segundo um relatório publicado nesta semana. No seu relatório anual, o Worldwatch Institute diz que o culto do consumo e da ganância pode acabar com todos os avanços das ações governamentais em direção ao combate das mudanças climáticas e de mudanças para uma economia de eficiência energética.
A notícia é do jornal The Guardian e publicada pelo portal do jornal O Estado de S. Paulo, 18-01-2010.
"Até reconhecermos que nossos problemas ambientais, das mudanças climáticas ao desmatamento e à perda de espécies, são movidos por hábitos insustentáveis, não seremos capazes de resolver as crises ecológicas, que ameaçam acabar com a civilização", disse o diretor do projeto, Erik Assadourian, que liderou uma equipe de 35 pesquisadores por trás do relatório.
A população do mundo está queimando os recursos do planeta a uma velocidade imprudente, alerta o relatório da entidade americana. Na última década, o consumo de bens e serviços aumentaram 28% para US$ 30,5 trilhões.
A cultura do consumismo não é mais um hábito, em sua maioria, de americanos, mas está se espalhando por todo o planeta. Ao longo dos últimos 50 anos, o excesso foi adotado como um símbolo de sucesso em países em desenvolvimento como o Brasil, a Índia e a China, segundo o relatório. A China esta semana ultrapassou os Estados Unidos como o mercado mundial de carros. Também já é o maior emissor de gases de efeito estufa.
O relatório conclui que tais tendências não foram uma consequência natural do crescimento econômico, mas o resultado de esforços deliberados pelas empresas para conquistar os consumidores. Hoje são comuns produtos como as garrafas de água e o hambúrguer - rejeitado no início do século XX por ser considerado um alimento prejudicial para os mais pobres.
Uma família média ocidental gasta mais com seu animal de estimação do que é gasto por um ser humano em Bangladesh.
O relatório fez notar sinais encorajadores de uma mudança da cultura de gastos altos. Ele disse que os programas de merenda escolar tem feito maiores esforços para incentivar hábitos alimentares mais saudáveis entre as crianças. A geração mais jovem também se mostra mais consciente do seu impacto sobre o meio ambiente.
É preciso haver uma transformação global de valores e atitudes, segundo o relatório. Com as atuais taxas de consumo, o mundo precisa erguer 24 turbinas eólicas por hora para produzir energia suficiente para substituir os combustíveis fósseis.
"Nós vimos alguns esforços encorajadores para combater a crise climática mundial nos últimos anos", disse Assadourian. "Mas fazer políticas e mudanças tecnológicas, e continuar mantendo uma cultura centrada no consumismo, não pode ir muito longe."
"Se não fizermos a nossa própria mudança de cultura haverá novas crises que teremos de enfrentar. Finalmente, o consumismo não vai ser viável daqui para frente com a população mundial crescendo em 2 bilhões e mais países crescem em poder econômico."
No prefácio do relatório, o presidente do Worldwatch Institute, Christopher Flavin, escreve: "Enquanto o mundo luta para recuperar-se da mais grave crise econômica desde a Grande Depressão, temos uma oportunidade sem precedentes para dar as costas ao consumismo. No final, o instinto humano de sobrevivência deve triunfar sobre o desejo de consumir a qualquer custo".
Fórum Social Mundial 2010 reúne 35 mil pessoas no Rio Grande do Sul
O Fórum Social Mundial (FSM)- 10 Anos – Grande Porto Alegre reuniu 35 mil pessoas em 915 atividades no Rio Grande Sul, realizadas entre segunda-feira e esta sexta-feira (29), em sete cidades gaúchas.
.
Participaram representantes de 39 países e, dos presentes, cerca de 60% foram mulheres. Também chamou a atenção a expressiva participação dos jovens, 27% dos participantes, conforme um dos coordenadores do FSM e presidente da CUT, Celso Woyciechwoski. Os dados foram apresentados no início desta tarde, em mesa para avaliação, no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa.
.
Woyciechwoski avalia que a expressiva participação da sociedade no FSM demonstra ao mundo a existência de construções coletivas de todas as ordens com o objetivo de buscar um mundo melhor.
Na sua avaliação, o FSM 10 Anos foi positivo, não só pelo número de presentes e diversas atividades, mas especialmente pelas temáticas variadas, tratando de educação, meio ambiente, cultura, economia solidária, democracia, direitos humanos, dentre outras.
.
Segundo ele, a expressiva participação da juventude revela o fato dos jovens estarem engajados nas transformações sociais e econômicas de que o mundo precisa. “O evento demonstrou mais uma vez a necessidade de haver, cada vez mais, construção de políticas que garantam a igualdade entre homens e mulheres”, complementou.
.
“A crise econômica mundial de 2008 e 2009 mostrou que o Fórum estava correto em seus apontamentos, pois evidenciou o esgotamento do capitalismo neoliberal”, pondera Woyciechwoski.
.
A edição 2010 do Fórum, acrescenta, reforçou a necessidade de se construir um mundo mais solidário e sustentável. O organizador aponta mudanças na política da América Latina e fatos inéditos, como a eleição de Barak Obama nos Estados Unidos, como demonstrações de que a humanidade busca novas possibilidades para a sociedade. Woyciechwoski ainda percebe que poderia ter ocorrido maior participação “por parte da gestão pública do RS nos debates e diálogos”.
.
Por Claudia Paulitsch
Fonte AL/RS
http://fsm10.procempa.com.br/wordpress/?p=2810
.
Participaram representantes de 39 países e, dos presentes, cerca de 60% foram mulheres. Também chamou a atenção a expressiva participação dos jovens, 27% dos participantes, conforme um dos coordenadores do FSM e presidente da CUT, Celso Woyciechwoski. Os dados foram apresentados no início desta tarde, em mesa para avaliação, no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa.
.
Woyciechwoski avalia que a expressiva participação da sociedade no FSM demonstra ao mundo a existência de construções coletivas de todas as ordens com o objetivo de buscar um mundo melhor.
Na sua avaliação, o FSM 10 Anos foi positivo, não só pelo número de presentes e diversas atividades, mas especialmente pelas temáticas variadas, tratando de educação, meio ambiente, cultura, economia solidária, democracia, direitos humanos, dentre outras.
.
Segundo ele, a expressiva participação da juventude revela o fato dos jovens estarem engajados nas transformações sociais e econômicas de que o mundo precisa. “O evento demonstrou mais uma vez a necessidade de haver, cada vez mais, construção de políticas que garantam a igualdade entre homens e mulheres”, complementou.
.
“A crise econômica mundial de 2008 e 2009 mostrou que o Fórum estava correto em seus apontamentos, pois evidenciou o esgotamento do capitalismo neoliberal”, pondera Woyciechwoski.
.
A edição 2010 do Fórum, acrescenta, reforçou a necessidade de se construir um mundo mais solidário e sustentável. O organizador aponta mudanças na política da América Latina e fatos inéditos, como a eleição de Barak Obama nos Estados Unidos, como demonstrações de que a humanidade busca novas possibilidades para a sociedade. Woyciechwoski ainda percebe que poderia ter ocorrido maior participação “por parte da gestão pública do RS nos debates e diálogos”.
.
Por Claudia Paulitsch
Fonte AL/RS
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Biodiversidade depende de coexixtência de espécies
Princípios ecológicos para proteger cenários de evolução
Uma espécie desaparece todos os 20 minutos, um ritmo cem a mil vezes superior em relação ao período que antecedeu a chegada do Homem. Há cada vez mais investigadores a concordar com o facto de o nosso século ser o da sexta extinção, comparativamente a cataclismos responsáveis pelo desaparecimento dos dinossauros, há 65 milhões de anos, ou ao ‘extermínio’ da fauna do Pré-câmbrico, há mais de 500 milhões de anos.
Este desaparecimento afecta especialmente a zona inter-tropical onde se encontram as mais variadas concentrações de espécies, explicam os cientistas do Instituto de Investigação para o Desenvolvimento (IRD – Institut de Recherche pour le Développement), em França. E conservar a riqueza do mundo vivo para uma gestão durável dos recursos naturais é um dos princípios do desenvolvimento dos países do Sul.
Para proteger a biodiversidade, é necessário compreender os princípios ecológicos fundamentais que a regem: como é que as espécies co-habitam? Como é que estas repartem o espaço e recursos? Os cientistas ainda tentam perceber como é que determinados seres se mantêm num ecossistema.
Desde a «Teoria das Espécies», de Darwin, e o princípio de selecção natural que favorecia a espécie mais adaptada ao meio, os ecologistas acordaram em fundamentar a «teoria dos nichos» – que explica a repartição desigual dentro de um ecossistema. Segundo esta hipótese, uma espécie possui um nicho ecológico específico e na qual predomina. Em suma, significa que ocupa um habitat e exerce uma determinada função “no plano trópico”, ou seja, a nível do regime alimentar (presa, predador) é bem específico.
Tendo em conta esta teoria, duas espécies de nichos idênticos não podem coabitar, porque precisam de ser suficientemente diferentes para utilizar recursos e evitar a competição. E quando a biodiversidade é rica, já se podem observar duas ou três a competirem.
Para explicar a capacidade de a biodiversidade se manter, há ainda quem defenda que nenhuma espécie domina sobre outra, tendo em conta o processo em termos de natalidade, mortalidade, dispersão e ‘especiação’. E sem competição não há exclusão específica e a colonização-extinção seria resultado de disparidades entre repartições observadas – Teoria neutra.
Evitar extinção através de coabitação
Cenário de evolução
Os investigadores do IRD decidiram simular a repartição de diferentes espécies de fitoplâncton no seio de um ecossistema e utilizaram dados sobre a abundância destes micro-organismos, recolhidos próximo de Plymouth, no Canal da Mancha, durante 12 anos, para o Western Channel Observatory (Inglaterra).
Princípios ecológicos para proteger cenários de evolução
Existem diferentes tipos de fitoplâncton, mas são semelhantes em aparência e no seu funcionamento dentro de um ecossistema (alimentam-se de nutrientes idênticos, têm os mesmos predadores, partilham condições hidrotermais, etc.) e respondem de forma previsível. A simulação mostra que a repartição depende tanto de processos neutros como de nichos ecológicos.
Dentro de um contexto global, os investigadores estabeleceram cenários de evolução dos ecossistemas e oferecem assim a possibilidade a países amis a Sul de melhor preservar o seu património natural, com vista em gerir recursos e desenvolvimentos de novos de forma mais durável.
A questão da biodiversidade é uma das problemáticas científicas actuais para acordar consciências globais a ONU determinou 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade (AIB). Este estudo é um dos contributos do IRD para o AIB.
Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=38797&op=all
Uma espécie desaparece todos os 20 minutos, um ritmo cem a mil vezes superior em relação ao período que antecedeu a chegada do Homem. Há cada vez mais investigadores a concordar com o facto de o nosso século ser o da sexta extinção, comparativamente a cataclismos responsáveis pelo desaparecimento dos dinossauros, há 65 milhões de anos, ou ao ‘extermínio’ da fauna do Pré-câmbrico, há mais de 500 milhões de anos.
Este desaparecimento afecta especialmente a zona inter-tropical onde se encontram as mais variadas concentrações de espécies, explicam os cientistas do Instituto de Investigação para o Desenvolvimento (IRD – Institut de Recherche pour le Développement), em França. E conservar a riqueza do mundo vivo para uma gestão durável dos recursos naturais é um dos princípios do desenvolvimento dos países do Sul.
Para proteger a biodiversidade, é necessário compreender os princípios ecológicos fundamentais que a regem: como é que as espécies co-habitam? Como é que estas repartem o espaço e recursos? Os cientistas ainda tentam perceber como é que determinados seres se mantêm num ecossistema.
Desde a «Teoria das Espécies», de Darwin, e o princípio de selecção natural que favorecia a espécie mais adaptada ao meio, os ecologistas acordaram em fundamentar a «teoria dos nichos» – que explica a repartição desigual dentro de um ecossistema. Segundo esta hipótese, uma espécie possui um nicho ecológico específico e na qual predomina. Em suma, significa que ocupa um habitat e exerce uma determinada função “no plano trópico”, ou seja, a nível do regime alimentar (presa, predador) é bem específico.
Tendo em conta esta teoria, duas espécies de nichos idênticos não podem coabitar, porque precisam de ser suficientemente diferentes para utilizar recursos e evitar a competição. E quando a biodiversidade é rica, já se podem observar duas ou três a competirem.
Para explicar a capacidade de a biodiversidade se manter, há ainda quem defenda que nenhuma espécie domina sobre outra, tendo em conta o processo em termos de natalidade, mortalidade, dispersão e ‘especiação’. E sem competição não há exclusão específica e a colonização-extinção seria resultado de disparidades entre repartições observadas – Teoria neutra.
Evitar extinção através de coabitação
Cenário de evolução
Os investigadores do IRD decidiram simular a repartição de diferentes espécies de fitoplâncton no seio de um ecossistema e utilizaram dados sobre a abundância destes micro-organismos, recolhidos próximo de Plymouth, no Canal da Mancha, durante 12 anos, para o Western Channel Observatory (Inglaterra).
Princípios ecológicos para proteger cenários de evolução
Existem diferentes tipos de fitoplâncton, mas são semelhantes em aparência e no seu funcionamento dentro de um ecossistema (alimentam-se de nutrientes idênticos, têm os mesmos predadores, partilham condições hidrotermais, etc.) e respondem de forma previsível. A simulação mostra que a repartição depende tanto de processos neutros como de nichos ecológicos.
Dentro de um contexto global, os investigadores estabeleceram cenários de evolução dos ecossistemas e oferecem assim a possibilidade a países amis a Sul de melhor preservar o seu património natural, com vista em gerir recursos e desenvolvimentos de novos de forma mais durável.
A questão da biodiversidade é uma das problemáticas científicas actuais para acordar consciências globais a ONU determinou 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade (AIB). Este estudo é um dos contributos do IRD para o AIB.
Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=38797&op=all
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Rio + 20 será no Brasil
Brasil vai sediar conferência ambiental 20 anos depois da Eco-92 O Brasil vai sediar em 2012 a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, já batizada de Rio+20, em referência a Eco-92, realizada no Rio de Janeiro, cidade que deve receber novamente o evento.
A conferência foi aprovada em dezembro pela Assembléia Geral das Nações Unidas. O encontro havia sido proposto em 2007 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ideia é avaliar e renovar os compromissos com o desenvolvimento sustentável assumidos pelos líderes mundiais na Eco-92. A Rio+20 tembém discutirá a contribuição da economia verde para o desenvolvimento sustentável e a eliminação da pobreza.
Outra tema na pauta da conferência será o debate sobre a estrutura de governança internacional na área do desenvolvimento sustentável. O modelo de consenso, que só permite decisões com a aprovação de todos os países, foi colocado em xeque na 15ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague, que terminou sem acordo por divergências entre os países ricos e em desenvolvimento sobre as ações necessárias para enfrentar o aquecimento global.
domingo, 27 de dezembro de 2009
Biodiversidade Marinha de Búzios
Por: Teresinha Victorino
Biodiversidade Marinha
“As espessas florestas perto de mares, lagos ou pântano são conhecidas como as florestas que atraem peixes e os peixes que vivem próximos delas são conhecidos como peixes reprodutores florestais.”
(Makiguti, 1903)
(Makiguti, 1903)
Nos dias atuais a sociedade retira boa parte de seus benefícios de ecossistemas naturais, o que representa boa parte da economia. Porém, pouca era a importância dada até algum tempo atrás aos serviços fundamentais que os ecossistemas proporcionam a civilização humana, sem os quais, não teríamos as facilidades e o conforto da vida moderna.
Os oceanos e os mares são responsáveis por diversos serviços ambientais que permitem a manutenção da qualidade de vida na Terra, (Bughi, 2006). Nos mares encontramos as microalgas que abastecem o planeta de oxigênio com o excedente não usado na sua respiração, (Pedrini et al. 2008). Mas, com toda a sua importância, os mares não vêm sendo protegidos de forma eficaz.
O Parágrafo 2 do Artigo 3º do PRONABIO classifica a Biodiversidade Marinha no conjunto de biomas “Zona Costeira e Marinha”. A Diversidade Biológica Marinha é responsável por parte da riqueza natural existente no planeta, além de fornecer importantes serviços ao ecossistema como proteger a costa das erosões e absorver o dióxido de carbono da atmosfera. Porém, no decorrer dos séculos, ela vem sofrendo grandes impactos devido às atividades humanas.
A conservação da biodiversidade marinha no Brasil é considera inadequada a despeito da legislação existente e das áreas protegidas marinhas implantadas (Amaral e Jablonski, 2005). As Unidades de Conservação Marinhas brasileiras ainda que em número pequeno perto de sua extensão litorânea, são inadequadamente administradas. A visitação em áreas protegidas em ambientes costeiros e marinhos causa vários tipos de impactos ambientais negativos e a gestão da atividade pesqueira ainda é precária, com baixa participação das comunidades envolvidas.
Apenas 20% de todas as áreas protegidas no mundo são de ambientes marinhos. No Brasil são 255 unidades de conservação localizadas em zonas costeiras e marinhas, representando cerca de 17 milhões de hectares, sem contar as 34 reservas indígenas que chegam perto de 600 mil hectares, totalizando 8% de todo o seu território (Pedrini, Costa, Silva, Maneschy, Newton, Berchez, Ghilardi e Spelta, 2008).
As características tropicais e subtropicais são dominantes ao longo de toda a costa brasileira. O Litoral do Brasil estende-se por cerca de 7.400 km por isso, grande parte da sua população está concentrada na faixa denominada como Zona Costeira. Em conseqüência, as atividades antrópicas geram pressões cada vez maiores sobre os ecossistemas costeiros, levando à desestabilização dos seus componentes biológicos, geomorfológicos e paisagísticos.
A Plataforma continental de Cabo Frio no Rio de Janeiro até Laguna em Santa Catarina é de alta importância biológica, (Creed et al., 2007) e é prioritária para a conservação da biodiversidade dos elasmobrânquios (o grupo mais diversificado dos peixes cartilaginosos, reunindo de 929 a 1164 espécies recentes de tubarões e raias), devida à sua alta diversidade e presença de espécies migratórias.
Do sudeste ao Sul do Brasil, a presença da Água Central do Atlântico Sul sobre a plataforma continental e sua ressurgência eventual ao longo da costa contribuem para o aumento da produtividade e da riqueza marinha. A região de Cabo Frio marca a transição entre os ambientes tropicais, ao norte, e subtropicais e temperados, ao sul (Amaral & Jablonski, 2005).
A região de Cabo Frio situada no domínio da Mata Atlântica, está localizada na porção central do litoral do estado do Rio de Janeiro, numa área com cerca de 1.500 km2, onde se destacam três unidades fisiográficas: planícies arenosas costeiras e terras baixas; colinas baixas das penínsulas de Cabo Frio - Armação dos Búzios e ilhas costeiras; e colinas interioranas, com até cerca de 500 m de altitude, (Kurt, Sá, e Silva, 2008). A região contém 193 km de zona costeira e é considerada uma das mais importantes áreas turísticas brasileiras. Essa região abrange aproximadamente 24% dos 850 km da costa do estado do Rio de Janeiro, (Brasileiro, Valentin, Bahia e Reis e Júnior, 2009).
Localizado na Região de Cabo Frio, o município de Armação de Búzios conta o maior número de táxons (212), comparados aos encontrados e registrados para o litoral brasileiro (339). Os números indicam a grande riqueza e a presença de diversas espécies com distribuição descontínua e restrita, tornando essa região uma das mais importantes áreas da diversidade de algas do Brasil (Brasileiro, Valentin, Bahia e Reis e Júnior, 2009).
Essa região, por estar sob a influência do Fenômeno Oceanográfico da Ressurgência, que geralmente ocorre entre a primavera e o verão, é apontada como área de elevada importância biogeográfica para diversos grupos de organismos marinhos, incluindo as algas bentônicas, representando o limite de distribuição geográfica de diversos táxons, além de poderem ser encontrados táxons tipicamente tropicais e outros típicos de regiões temperadas com afinidade por águas mais frias, (Brasileiro, Valentin, Bahia e Reis e Júnior, 2009).
A ocorrência da Ressurgência é atribuída a dois fatores principais: o predomínio de ventos de direção nordeste e a quebra abrupta do sentido de orientação da plataforma continental (de norte-sul para leste-oeste), que favorece a ascensão de águas mais profundas.
Nesta região há uma diversidade climática que varia do regime tropical ao semi-árido No verão predomina a massa de ar continental equatorial, no resto do ano, a predominância é a massa de ar tropical atlântica, as frentes polares atlânticas atingem a região durante a primavera. E, em decorrência da ação combinada das mudanças das massas de ar que pairam sobre essa região, do relevo diversificado e da ressurgência que ocorre nas costas, a distribuição de chuvas exibe uma variação espacial e temporal ao longo do ano (Tarquínio, 2006).
O município de Armação de Búzios apresenta grande potencial ecoturístico devido a sua biodiversidade marinha e terrestre que compõem uma paisagem exuberante com várias espécies de fauna e flora, inclusive endêmicas.
O Brasil com cerca de 8.500km de extensão de costa entre as zonas das marés, que é dominada pelas algas (Giulietti et al. 2005), há muito a que se conhecer sobre a biodiversidade marinha. Um dos fatores do pouco conhecimento é o tamanho de seu litoral, existem ainda muitas espécies marinhas que ainda não foram registradas (Geraque, 2006).
Estudar a biodiversidade de uma determinada área seja terrestre ou marinha é uma tarefa muito difícil, assim como identificar os impactos causados pelas atividades do ser humano. O estudo da biodiversidade marinha é importante quando se considera o aspecto econômico. A sobrepesca vem causando a extinção de espécies de peixes além de ser um risco para espécies que são capturadas acidentalmente, como as tartarugas marinhas. Além da pesca, o turismo sem controle tem se mostrado especialmente danoso nas regiões de recifes de corais e fundos calcários e a ocupação desordenada contribuem para a perda da biodiversidade marinha, causando alteração de habitat e poluição (Buchi, 2007).
No que se refere à fauna recifal, um número maior e crescente de trabalhos tem surgido nos últimos anos trazendo informações de um panorama cada vez mais completo da ictiofauna recifal brasileira (Ferreira e Cava, 2001).
Já a caracterização da biodiversidade bentônica no litoral brasileiro resume-se a poucos trabalhos, estudando uma área de aproximadamente 3400km². O que se torna um grave problema grave, já que este ambiente vem sofrendo alterações substanciais decorrente do impacto antrópico e das mudanças globais, como a temperatura média da água dos oceanos, da salinidade, do PH e do nível do mar, (Guilardi, 2007).
Um dos mais difíceis habitats que os organismos podem encontrar são as faixas litorâneas. Uma área de transição onde seus habitantes enfrentam condições terrestres e aquáticas a cada 24 horas, além de vários problemas como: temperatura, hidrodinâmismo, dessecação, falta de oxigênio, competição e predação.
A colonização na faixa entre marés é complexa e os organismos precisam de adaptação para sobreviver. No substrato rochoso, as cracas e alguns moluscos são os habitantes mais adaptados por apresentarem um exoesqueleto eficaz para enfrentar os problemas ambientais apresentado entre marés bem como a intromissão de diferentes níveis.
A flora e fauna das áreas com substrato rochoso são mais ricas do que as de praia com areia. A fauna, na faixa de marés, quando consegue fixar-se firmemente a um substrato estável, tolera a subida e a descida da água e o bater das ondas. Existe um zoneamento distinto de algas e de vários tipos de animais, entre a marca da maré baixa e a zona de respingo supralitoral, (Matthews-Cascon e Lotufo, 2006).
Os bentos são aqueles organismos que vivem associados ao fundo, podendo estar fixos aos substratos duros como: os corais, as algas, as esponjas, os moluscos etc; enterrados nos sedimentos como: os moluscos e os anelídeos, por exemplo; locomovendo-se sobre o fundo dos oceanos como: os moluscos e os crustáceos entre outros; ou mesmo em associações entre uns e outros (animais sobre algas, animais sobre animais). Por isso o tipo de substrato afeta a distribuição dos organismos que compõem a comunidade bentônica, (Matthews-Cascon e Lotufo, 2006).
Os organismos bentônicos por serem sedentários, estão sujeitos às alterações do ambiente, sejam naturais, como a decomposição e remoção de sedimentos pelas correntes ou mudanças na salinidade em época de chuvas; ou antropogênicas, como a sobrepesca, o assoreamento dos rios ou a poluição. Por isso, são utilizados como indicadores das condições dos ambientes aquáticos costeiros.
A fauna bentônica da região entremarés e na zona com pouca profundidade, são os organismos mais conhecidos e coletados. Essa consideração é válida tanto para os substratos rochosos ou consolidados como para os não-consolidados, como areia ou lama (Geraque, 2006).
Em entrevista à Agência FAPESP (Geraque, 2006), o professor Antônio Carlos Marques, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo disse que “as formações coralinas e os demais ambientes litorâneos vêm sendo explorados pelo ecoturismo, mas ainda de forma pouco organizada e pontual”. Para o pesquisador é importante que a expansão dessa atividade seja feita de forma planejada e monitorada, para que os recursos explorados não sejam ameaçados ou se esgotem, acarretando prejuízos social, econômico e científico indesejáveis.
Referências Bibliográficas
TARQUINIO, Oscar . Democracia Participativa na Gestão de Recursos Hídricos - Caso da Região dos Lagos – Rio de Janeiro . Cabo Frio . Universidade Veiga de Almeida . Campus Cabo Frio . MBA em Planejamento e Gestão Ambiental . 2006
MATTHEWS-CASCON, Helena; LOTUFO, Tito Monteiro da Cruz . Biota Marinha da Costa Oeste do Ceará . Brasília: MMA, 2006
Programa Zona Costeira . Fonte: http://www.jbrj.gov.br/pesquisa/z_costei/index.htm
CREED, Joel, C.; OLIVEIRA, A. E.S; RA, PIRES, Débora O; FIGUEIREDO, Márcia A de O; FERREIRA, Carlos E.L.; VENTURA,Carlos R.R.; BRASIL,Ana C.S.; YOUNG,Paulo S.; ABSALÃO, Ricardo S; PAIVA, Paulo, C.; CASTRO, Clóvis B; SEREJO, Cristina. S. RAP Ilha Grande – Um Levantamento da Biodiversidade: Histórico e Conhecimento da Biota. In Biodiversidades Marinha de Ilha Grande / Joel C. Creed; Débora O. Pires e Márcia A. de O. Figueiredo, Organizadores. – Brasília: MMA / SBF, 2007
SBEEL - Sociedade Brasileira para o Estudo de Elasmobrânquios http://www.sbeel.hpg.ig.com.br/co_princ.htm
GERAQUE, Eduardo . Biodiversidade marinha ainda é muito desconhecida pela humanidade - Acessado em 27.12.2009
http://360graus.terra.com.br/ecologia/default.asp?did=17793&action=news
BUGHI, Carlos Henrique . Observatório Virtual sobre a Biodiversidade Marinha no Brasil baseado em Webgis . Universidade do vale do Itajaí . 2007
AMARAL, Antonio Cecília; JABLONSKI, Sílvio . Conservação da Biodiversidade Marinha e Costeira no Brasil. Megadiversidade . Volume 1 : Nº 1, 2005
GHILARDI, Natalia Pirani . Utilização do método dos povoamentos na caracterização de comunidades bentônicas em trecho do infalitoral consolidado da Enseada das Palmas, Ilha Anchieta, Ubatuba, SP . Tese do Instituto Biociências da Universidade de São Paulo . Departamento de Botânica . 2007
BRASILEIRO, Poliana S; Valentin, Yocie Yoneshigue-; BAHIA, Ricardo da G.; REIS, Renata P; Filho, Gilberto Menezes Amado . Algas marinhas bentônicas da região de Cabo Frio e arredores: Síntese do conhecimento . 2009
PEDRINI, Alexandre de Gusmão; COSTA, Christiana; SILVA,, Vitor Guimarães; MANESCHY, Felipe Sarquis; NEWTON, Tainá; Berchez, Flávio; GHILARDI, Natalia Pirani; Spelta Letícia . Gestão de Áreas Protegidas e Efeitos da Visitação Ecoturística pelo Mergulho com Snorkel: O caso do Parque Estadual da Ilha Anchieta (PEIA), Estado de São Paulo, Brasil . Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental . ISSN 1517-1256, v. 20, janeiro a junho de 2008
PEDRINI A. de G.; MANESCHY, F.; SILVA, V. G.; CAMPOS, P. H. de; COSTA, C.; ANDRADE-COSTA, É.; NEWTON, T. Projeto Edumar: Educação e Interpretação Ambiental Marinha em Unidades de Conservação Brasileiras. Resultados Preliminares . III Congresso Brasileiro de Oceanografia – CBO’2008 I Congresso Ibero-Americano de Oceanografia – I CIAO . Fortaleza, CE, 20 a 24 de maio de 2008
PEDRINI Alexandre de Gusmão; MANESCHY, Felipe Sarquis Aiex; COSTA, Christiana; ALMEIDA, Elaine Reis; COSTA, Erika Andrade . Gestão Ambiental em Áreas Protegidas X Estatísticas de Mergulho na Resex Marinha de Arraial do Cabo, RJ . OLAM Ciência & Tecnologia Rio Claro/SP, Brasil Ano VII Vol. 7 No. 2 Pag. 275 Dezembro/2007 ISSN 1519-8693 www.olam.com.br . 2007
FERREIRA, Beatrice Padovani; CAVA, Fabiana . Ictiofauna Marinha da APA Costa dos Corais: Lista de espécies através de levantamento da pesca e observações subaquáticas. Bol. Técn. Cient. CEPENE, Tamandaré, v.9, n.1, p. 167-180 , 2001.
D´ALINCOURT, Nicole BBALLONA . A interpretação ambiental como instrumento de valorização do potencial ecoturístico da praia da Gorda em Armação dos Búzios. Cabo Frio . RJ . 2006
RICHTER, Monika . Geotecnologias no Suporte ao Planejamento e Gestão de Unidades de Conservação. Estudo de Caso: Parque Nacional do Itatiaia . Dissertação do curso de Pós-Graduação em Geografia da UFRJ . Julho, 2004
VICTORINO, Teresinha Malvares da Mata . Teorias de Tsunessaburo Makiguti em Geografia da Vida Humana - Jinsei Chirigaku (1903): Muito além de seu tempo . Rio de Janeiro . 2009
BRASIL . Decreto Nº 4.703, De 21 de Maio de 2003
http://www.ipef.br/legislacao/bdlegislacao/arquivos/16964.rtf
KURTZ, Bruno Coutinho; SÁ, Cyl Farney Catarino; SILVA, Daniele Oliveira da . Fitossociologia do Componente Arbustivo-Arbóreo de Florestas Semidecíduas Costeiras da Região de Emerenças, Área de ProteçãoAmbiental do Pau Brasil, Armação dos Búzios, Rio de Janeiro, Brasil . 2008
GIULIETTI , Ana Maria; HARLEY, Raymond M.; QUEIROZ, Luciano P. de; WANDERLEY, Maria das Graças L.; BERG, Cassio Van Den . Biodiversidade e conservação das plantas no Brasil . Megadiversidade . Volume 1, Nº 1: 2005
sábado, 26 de dezembro de 2009
A fábula do Porco-espinho




Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor. Por isso decidiram se afastar uns dos outros e voltaram a morrer congelados, então precisavam fazer uma escolha:
Ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram.
Moral da História
O melhor do relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades.
Estudos comprovam que leite ajuda a provocar osteoporose e outras doenças graves

O ser Humano é o único animal no planeta que continua a ingerir leite depois de se tornar um adulto. No entanto, o organismo adulto humano já não está preparado para ingerir leite, muito menos o leite de outras espécies que não está adaptado para o corpo humano, mas sim para o organismo da sua espécie.
Ao contrário do que a indústria dos lacticínios dá a indicar em seus anúncios mediáticos (televisão, jornais, revistas, rádio, etc) e, através de alguns médicos e nutricionistas enganados (por desinformação) ou "comprados" (por corrupção) pela propaganda dessa mesma indústria, o leite de origem animal não só não é um bom "alimento" para humanos, como não ajuda a evitar a osteoporose e, pelo contrário, ajuda a provocar a mesma, para além de outras doenças graves como alguns tipos de cancros.
Para saber porque o leite provoca problemas de saúde, leia os artigos científicos abaixo indicados e conheça a verdadeira realidade deste "alimento" e os profundos interesses econômicos por detrás do mesmo.
Ética - A extrema crueldade feita para com os animais para a produção de leite
Saiba mais vendo estes vídeos:
http://video. google.com/ videoplay? docid=1957778709 00147944
http://video. google.com/ videoplay? docid=-239204330 856039070
Não beba leite, pela sua saúde!
Tem-se verificado que existe uma relação estreita entre o consumo de produtos lácteos (leite, manteiga, queijo, etc.) e vários tipos de cancro, diabetes, osteoporose, doença coronária e outros problemas relacionados com intolerâncias e alergias graves. Tanto o cancro da mama como o da próstata estão relacionados com o consumo deste produto. Esta íntima relação explica-se através de um aumento da quantidade, no organismo humano, de uma substância designada de fator de crescimento semelhante à insulina-I (IGF-I), encontrada no leite de vaca. Esta substância pode também ser encontrada, em elevadas quantidades, na corrente sanguínea de indivíduos consumidores regulares deste tipo de leite. Estudos recentes comprovam que homens com elevadas concentrações sanguíneas de IGF-I apresentam quatro vezes mais probabilidades de virem a sofrer de cancro da próstata do que outros indivíduos com concentrações sanguíneas de IGF-I mais baixas. Também o cancro do ovário está relacionado com o consumo de produtos lácteos: o açúcar do leite, quando desdobrado no organismo humano, dá origem a outro açúcar mais simples, designado por galactose que, por sua vez, é também desdobrado por várias enzimas. Quando o consumo destes produtos excede a capacidade destas enzimas para desdobrarem a galactose, esta pode circular na corrente sanguínea, o que poderá, a longo prazo, afetar os ovários. Mulheres consumidoras de leite de origem animal apresentam três vezes mais probabilidades de virem a sofrer de cancro nos ovários.
A diabetes insulino-dependente está também relacionada com o consumo de leite e produtos lácteos. Pesquisadores encontraram uma proteína característica dos produtos lácteos que provoca uma reação auto-imune, que, por sua vez, afeta as células do pâncreas, afetando, por isso, também, a capacidade do organismo de produzir insulina.
O leite e seus equivalentes e derivados são frequentemente recomendados para prevenir a osteoporose. Contudo, pesquisas e estudos demonstram que o risco de fratura óssea é igual em consumidores de leite de origem animal e em não consumidores deste produto. Assim, ficou provado por vários estudos que, na prevenção da osteoporose, é fundamental reduzir os fatores descalcificantes, tais como o consumo de sal e de proteína animal - em vez de manter ou aumentar o consumo de cálcio através de lacticínios (que contêm proteína animal).
A doença cardiovascular é uma das doenças que está mais relacionada com o consumo de produtos lácteos, pois têm elevadas quantidades de gordura saturada e colesterol, aumentando imensamente as probabilidades de quem consome estes produtos vir a sofrer de doença coronária.
Os sintomas da intolerância à lactose são diarréia, flatulência e distúrbios gastrointestinais, e surgem devido à ausência, no organismo humano, de enzimas capazes de atuar na digestão do açúcar do leite. Esta ausência é um processo natural que ocorre no organismo, pois os humanos são mamíferos e os mamíferos não necessitam de consumir leite durante a vida adulta (menos ainda de outras espécies). Humanos que insistem em consumir leite após o seu desmame forçam o organismo a continuar a produzir estas enzimas, daí ser tão comum encontrar pessoas intolerantes à lactose.
O consumo de laticínios não está só relacionado com doenças e alergias - os agentes contaminantes encontrados em várias amostras de leite são um grave problema para a saúde humana. A indução artificial da produção de leite conduz a inflamações graves nas glândulas mamárias dos animais, que requerem tratamento à base de antibióticos. Vestígios destes antibióticos, bem como de pesticidas e outros medicamentos, são encontrados em leites e outros produtos derivados.
Uma dieta alimentar diária livre de produtos lácteos contribui para a redução da perda de cálcio, diminuindo o risco de osteoporose. A alimentação vegetariana oferece todo o cálcio necessário, a partir de alimentos ricos em antioxidantes, fibra, ácido fólico, hidratos de carbono complexos, ferro e outras vitaminas e minerais importantes, que não são encontrados em lacticínios.
Assinar:
Postagens (Atom)





